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OS SEGREDOS DO GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO









Acompanhe a descrição de alguns elementos do Tetragrammaton:

Pentagrama
O pentagrama assume diversos significados de acordo com o contexto em que é encontrado. Neste caso, é a base do Tetragrammaton. Assim, podemos interpretá-lo como símbolo do "Homem Realizado". Isto é, uma representação da entidade humana evoluída em todos os estágios espirituais.

Os olhos do Pai - Júpiter
No ângulo superior do Pentagrama, encontramos "Os olhos do Pai" e a representação do planeta Júpiter. Uma alusão aos olhos do Criador, o espírito, o poder que coordena tudo e todos.

Marte
Nos "braços" do Tetragrammaton encontra-se o símbolo astrológico e zodiacal do planeta Marte, representando a Força, ou a Energia pura da criação.

Saturno
Nos ângulos inferiores está a representação astrológica e zodiacal do planeta Saturno. É um dos principais símbolos usados na Magia, representando os mestres que anularam o próprio ego e as falhas inerentes ao ser humano, atingindo assim, a perfeição.

Sol e Lua
Posicionados nas linhas verticais do Pentagrama, próximos ao centro da figura, o Sol e a Lua fazem referência aos pólos femininos e masculinos da criação, contidos em todos os organismos, incluindo o Microcosmos e o Macrocosmos.

Mercúrio e Vênus
Estes símbolos são amplamente encontrados na literatura alquímica e são representações astrológicas e zodiacais destes planetas. Localizados sobrepostos no centro da figura, referem-se à união dos pólos de onde surgirá o Caduceu de Mercúrio.

Caduceu de Mercúrio
O Caduceu de Mercúrio é o símbolo alquímico da transmutação. Associado aos símbolos superiores de Mercúrio e Vênus, refere-se à criatura, ou seja, o resultado da união entre os pólos feminino e masculino, entre as forças lunares e solares, e o ponto de equilíbrio entre eles. Por estar localizado no centro da figura, também pode ser interpretado como a "coluna vertebral", ou, Kundalini, responsável pela união da energia sexual entre as polaridades.

Jehova
Esta inscrição hebraica é um tetragrama pronunciado Jehova (lê-se da direita para a esquerda), sendo mais uma das várias alusões ao "Nome de Deus".

Alfa e Omega
Alfa e Omega são, respectivamente, a primeira e última letra do alfabeto grego. Esta é uma referência ao princípio e fim de todas as coisas. Alfa está abaixo dos "Olhos do Pai". Omega encontra-se invertido, na base do Caduceu de Mercúrio. Isto pode significar o caldeirão utilizado pelos alquimistas, ou ainda, o caldeirão (útero) da Deusa, para alguns ocultistas.

Binário
Localizados fora do pentagrama, os números 1 e 2 são referências à bipolaridade; isto é, uma representação de que todas as coisas possuem dois lados. Seguindo este conceito, podemos também compreendê-los como outra manifestação dos pólos masculino e feminino, início e fim, bem e mal, entre outros.

Logos
Logos é uma palavra grega que significa razão, mas também é interpretada como "fonte de idéias" e "verbo divino". Associado ao Tetragrammaton, os números 1, 2 e 3 representam respectiva-mente o Pai, a Mãe e o Filho. Também pode ser interpretado como a Tríade do Cristianismo (Pai, Filho e Espírito Santo) ou como o triângulo, amplamente encontrado nas tradições esotéricas.

Cálice
O cálice significa o pólo feminino da criação. Na alquimia é utilizado para representar o elemento Água.

Espada Flamejante
A "espada de fogo", dentro do contexto alquímico, representa o próprio elemento fogo. Porém, associado ao Tetragrammaton, assume o papel do pólo masculino e do pênis, símbolo de fertilidade entre as antigas tradições.

Báculo
Báculo é o bastão comumente usado por Magos. Está dividido em sete escalas representando os estágios de evolução. Na alquimia está relacionado ao elemento Terra.

Hexágono do Mago
O hexágono do Mago representa o domínio do espírito sobre a matéria. Na alquimia está relacionado ao elemento Ar.

Não é possível definir apenas uma relação entre os vários símbolos que compõem o Tetragrammaton e tampouco uma finalidade específica desse conjunto. Seus sinais transitam entre correntes tão distantes que a interpretação, em certos casos, chega a ser paradoxal.


   O SELO DE SALOMÃO



Nessa hipótese, admitindo que Deus rege o Universo, Ele vê-se substituído pelo Antideus e pelo antinuniverso, a cada mudança dos ciclos.

Pois tudo contém dois pólos chamados a substituírem-se um ao outro.
((Num mundo único onde reina a simetria, nada pode haver além do nada, o vácuo))
((Os próprios espaço e tempo não existem))


Em suma, o nosso Universo não teria sido senão uma superfície de oceano cujos abismos desconhecíamos.

((Poesia é a verdade)), dizia Goethe antecipando o antimundo e ((o outro espelho)) suspeitado por um grande vidente: Jean Cocteau.

Os físicos franceses Louis de Broglie e J. P. Vigier desde há muito imaginavam, para além das partículas conhecidas, um subuniverso do qual as partículas classificadas (elétrons, prótons, e partículas estranhas) e as antipartículas (antielétrons e antiprótons) não seriam mais do que as primeiras manifestações. Em suma, o nosso Universo não teria sido senão uma superfície de oceano cujos abismos desconhecíamos. Deve-se ao físico inglês P. Dirac a teoria das antipartículas que possibilitou, em 1928, a descoberta do antielectrão, ou positrão, e do antiprotão, de massa igual á dos protões mas de carga negativa. Em pura especulação, a antimatéria seria assim formada de antiátomos de núcleos negativos, rodeados por positrões. Em 1966, no Laboratório  Nacional de Brookehaven(E.U.A), foi criado um núcleo de anti-hidrogênio a partir de um antiprotão e de um antineutrão. Esta descoberta, nos estagio molecular, torna pois admissível a teoria dos antimundos. Ao contrário de Oscar Klein e de Andrei Sakhorov, o filosofo estoniano Gustav Nann pensa que o antimundo não estaria perdido nos confins do Universo, mas existiria no nosso. Seria um mundo paralelo, de certa maneira. Alguns sábios julgam mesmo que os fótons (partículas de luz) seriam o resultado da energia suscitada pela combinação das partículas e das antiparticulas. Em resumo, do choque de um mundo e de um antimundo  nasceria a luz. Ou, por outras palavras, de acordo com as doutrinas secretas: de Deus e do Antideus nasceriam a luz e a criação. Quando um Universo em contradição atinge o zero que é o nada, ele penetra no antimundo.




Todavia, descobertas em eletro-física e em biologia podem das crédito ás teses dos espíritas, desde que se descobriu no organismo celular, quase ao nível do átomo, fenômenos (singulares) parecendo provar que, após o seu desaparecimento físico, manifesta-se uma persistência cuja natureza e duração são desconhecidas.Este fenômeno não seria uma reminiscência da vida real, mas um fantasma de natureza desconhecida pertencente a um universo diferente do nosso. Certas ondas, dizia recentemente o professor Bernard d’Espagnat, do Colégio de França, têm o dom de ubiquidade, sem se dissociarem, sem se dividirem, sem se partilharem, mantendo-se sempre elas mesmas, mudam contudo de natureza e existem simultaneamente em vários caminhos diferentes. Elas vivem pois num universo que o sábio controla, sem todavia poder compreendê-lo ou imaginar-lhe a essência! É também de opinião do Dr. J. Glazewski, sábio americano de origem polaca, que afirma que (chegamos atualmente por meio de pura análise científica, á prova da existência de um mundo indivisível e imaterial. (Esta verificação é fruto de vinte sete anos de pesquisas sobre a onda gravitacional) Em resumo, pode dizer-se se receio de exagero que todo o corpo organizado e, sem dúvida, todos os corpos, têm o seu equivalente num outro mundo...algo como harmônico. Entre o eu real e o seu harmônico existe uma certa ligação de analogia, mas não uma simultaneidade, de tal modo que se pode desaparecer e o outro permanecer, pelo menos durante um período apreciável. Segundo este princípio, está no domínio dos possíveis que, mesmo que o nosso planeta voe em estilhaços, o seu duplo possa continuar a gravitar em volta do duplo Sol.






Para muitos historiadores e maçons, a prova da origem Templária da maçonaria está no Pergaminho de KIRKWALL, um dos mais antigos documentos maçônicos que se tem notícia. Repleto de antigos emblemas , imagens e mapas, o Pergaminho de Ensinamentos de Kirkwall foi datado do final do século XIV, quando a Ordem do Templo de Salomão foi dissolvida. É um dos poucos registros sobreviventes das Cruzadas na Terra Santa. Feito de linho resistente enegrecido na bordas, sua parte central contêm uma série de símbolos maçônicos pintados que culminam na cena da Criação descrita na Bíblia. Há duas seções laterais que retratam a jornada dos filhos de Israel para a Terra Prometida. Há uma profusão e confusão de ícones: a colméia da industria e o cavalete com a prancha da construção; o esquadro e o compasso, o prumo e o lápis, o pavimento enxadrezado, as colunas de Jaquin e Boaz, um homem cercado por oito estrelas e o olho que tudo vê do discernimento divino.





III – Uma das finalidades desse estudo é firmar e confirmar o princípio fundamental – landmark, rule, old charge, norma ou diretriz sejam como quiserem denomina-lo – talvez único em que não há divergência no seio da maçonaria autentica e tradicional: a fé num Deus pessoal, Principio E Fim de todas as coisas, Criador do céu e da terra. E, em conseqüência, ajudar a fazer com que seus aderentes tomem disto mais consciência e evitem usar a expressão G.A.D.U apenas como uma etiqueta, sem nenhum conteúdo e que se pode facilmente, esvaziar. Para isto fazer com que este G.A.D.U seja, para cada um deles e de nós, um DEUS VIVO e não um DEUS MORTO.

Que este perigo existe, e existe na atualidade, não há dúvida. Se não, a Conferencia Episcopal Alemã, depois de “conversações oficiais, durante os anos de 1974 a 1980, por incumbência da mesma e das GrandeLojas Unidas da Alemanha, não teria chegado a seguinte conclusão.

“IV-4 – O conceito de Deus dos maçons livres. No centro dos rituais se acha o conceito do “Grande Arquiteto do Universo”. Não obstante a boa vontade de abertura para abraçar toda a religião, trata-se de um conceito marcadamente deísta. Em tal contexto, não há nenhum conhecimento objetivo de Deus, no sentido do conceito pessoal de Deus do teísmo. O "Grande Arquiteto do Universo"   é um “Ser” neutro, não definido e aberto a toda a compreensão possível...”(c.f.”Maçonaria e Igreja Católica, Ontem, Hoje e Amanha. Ed. Paulinas, 1981, pg .281).

E eis o motivo pelo qual insisti em deixar bem claro os conceitos de TEÍSMO e DEÍSMO e demonstrar que as diferentes alterações das Constituições de Anderson e as diversas declarações das  Grandes Lojas Mães da Inglaterra, Escócia e Irlanda, não deixam dúvida alguma quanto a este conceito, Teísta e não Deísta. É claro que, para se entender isto, é preciso com muito vagar e tempo refletir em toda esta documentação, para ter idéias claras e precisas quanto a estes conceitos.

Também estou convencido de que as  Grandes Lojas Unidas da Inglaterra da Irlanda e da Escócia, firmando invariável e ininterruptamente, o verdadeiro conceito de G.A.D.U na Ordem, e não estão dogmatizando ou estão sendo menos liberais, no sentido empregado pelo Grande Oriente de França.

Apenas defendendo um landmark ou rule, ou ainda old charge – fundamental delas. E muito menos ainda estão querendo defender uma determinada religião, o que seria contra o espírito e toda a letra das Constituições Andersoneanas, mas a religião Natural, que se baseia na Teologia Natural(ou Teologia Fundamental, ou ainda , Teologia Filosófica), que é a TEODICÉIA, uma das disciplinas ensinadas pela verdadeira Filosofia, desde os tempos dos filósofos gregos de muito antes de Cristo, sobretudo por Platão e seu genial discípulo Aristóteles, Filosofia, esta que, penso, os maçons se vêem impelidos a estudar, já que sua instituição é eminentemente FILOSÓFICA e até, como dizem alguns, Maçonaria é Filosofia.

Caso contrario, o conceito se torna vago,vazio, se dilui e arrasta determinadas mentes ao perigoso DESVIO que se registra na História da Maçonaria, na interpretação errônea do art 1 das referidas Const., desencadeando o processo regressivo descendente seguinte: Do Cristianismo ao deísmo, do deísmo a neutralidade simpática, da neutralidade simpática, á neutralidade indiferente, da neutralidade indiferente, á neutralidade hostil, da neutralidade hostil ao laicismo, do laicismo ao ateísmo prático depois e expressamente declarado, o teórico, a apesar dessas mentes declararem que apenas queriam defender a LIBERDADE ABSOLUTA DE PENSAMENTO... 

Por isto não se esqueçam da distinção entre TEÍSMO e DEÍSMO. TEÍSMO é a doutrina da escola filosófica que admite a existência de Deus primeiro principio e fim ultimo de tudo o que existe. Um Deus pessoal. 

DEÍSMO é um sistema filosófico religioso ou espécie de religião natural que se opõe a religião revelada e mais especialmente ao Cristianismo. Não nega a existência de Deus, entretanto, Deus só pode ser alcançado por argumentos puramente racionais. Não há, pois revelação, e o Cristianismo se torna desnecessário. Também a intervenção de Deus no mundo, negando pois a sua Providência. Deus,então, se confunde com a natureza, como no Panteísmo, com o qual se identifica, ou exclui-se e separa-se dela, como no dualismo discrítico, acabando, por um ser um ente neutro sem conteúdo algum, acabando, enfim no ateísmo vazio...

A estagnação também pode vir a se tornar num ATEÍSMO PRÁTICO. E este perigo existe e é, me parece, mais freqüente do que se pensa. E isto por errônea ou deficiente interpretação do art 6 das Constituições Andersoneanas.Tanto isto é verdade que lembro citação que fiz durante a quarta aula, do autorizadíssimo Marius Lepage, que por sua vez, é lembrado pelo não menos autorizado Nicola Aslan, no seu grande Dicionário Enciclopédico de Maçonaria e Simbologia, vol. IV, pág. 915, no verbete QUATUOR CORONATI LODGE. 

Nicola Aslan, depois de frisar muito bem toda a importância desta mais celebre Loja de Pesquisas históricas, fundada em 1884, com seus 3.000 membros de todas as partes do mundo(com sua êmula de igual nome da Alemanha, a Villard de Honnecourt de Paris, a academia maçônica de letras do Rio de Janeiro, etc) e de dizer que todos os trabalhos apresentados em Loja são lidos e discutidos, e , posteriormente, publicado, anualmente, nas famosas Atas ARS QUATUOR CORONATORUM(Trabalhos dos Quatro Coroados), que também registram as discussões, assim como biografias, criticas de livros, explêndida e abundantemente ilustradas, devem comportar, atualmente, mais de 80 volumes(isto em 1976),acrescenta a restrição seguinte, do referido e conhecido Venerável Marius Lepage, citado da sua obra “L”ORDE ET LES OBÉDIENCES. 

“Entretanto, os nossos irmãos ingleses não tiraram desta superabundante riqueza , todo o partido que normalmente se poderia esperar. Isto é devido, e darei exemplos, ao temperamento particular dos maçons ingleses, para quem todas as discussões relativas a assuntos políticos e religiosos são estritamente proibidas em Loja. Veremos mais adiante que uma discussão sobre o aspecto religioso do pensamento de Anderson não pode ser levada a fundo, por causa dessa proibição.”

Esta grave advertência de Lepage nos deve obrigar a séria meditação porque, segundo minha pessoal observação, é, também, salvo melhor juiz, o ponto fraco de determinadas correntes maçônicas e de certos maçons brasileiros. E isto pode arrastar-se a uma verdadeira estagnação, contrariando, por conseguinte frontalmente, uma das diretrizes das Const. Que determina A INVESTIGAÇÃO CONSTANTE DA VERDADE. Prova-o inquérito feito em 1973 pela CNBB, ao qual responderam 182 maçons. Pode não se decisivo, já que para ser decisivo dever-se-ia inquirir todos os maçons brasileiros, mas já é um resultado provisório apreciável, que nos deve levar a meditação. Porque, dos 182, 81 responderam que a Maçonaria em nada influi em sua religião quando em nosso parecer, deveria ter influenciado, e influenciado para melhor.

Ora,meus caros ex alunos, como disse então, e repito agora, para esta afirmação também registrada: se devemos INVESTIGAR a verdade sob todos os ângulos e em todos os seus aspectos e em todos os terrenos – no histórico, como estão fazendo superabundantemente os maçons, no geográfico, no das ciências positivas, no da sociologia, economia, na Política, com P maiúsculo, excluindo, por conseguinte a partidária, no filosófico, etc. Sobretudo no que toca mais profundamente o homem, no religioso. 
Porque, quer queiramos, que não queiramos, todo homem é um filósofo, como todo homem é um teólogo. Por quê, mais cedo ou mais tarde todo ser humano, racional, acaba se perguntando:

QUEM SOU? DONDE VIM? ONDE VOU? 

E quer, evidentemente, respostas claras a estas três perguntas fundamentais. E tal esta necessidade que, se não atender a este reclamo de sua natureza profunda, acaba em desconcerto mental. Poderia agora, entrar psicanálize e psiquiatria a dentro, mas basta, por ora, uma citação, a que fiz em aula e registro também aqui: é de um discípulo de Freud, embora nem sempre concorde com o Mestre, Dr C.G.Jung, grande psiquiatra: 
“Durante os últimos trinta anos, pessoas de todos os paises civilizados têm vindo consultar-me. Tenho tratado muitos milhares de pacientes... Entre todos os meus pacientes na segunda metade da vida, isto é, com mais de trinta e cindo anos, nem um só tem havido cujo problema como ultimo recurso não fosse o de encontrar uma perspectiva religiosa da vida. Pode-se afirmar com segurança, que cada um deles caiu doente porque havia perdido aquilo que as religiões vivas de todos os tempos têm dado a seus seguidores, e nenhum deles ficou curado senão quando recuperou a sua fé religiosa”. (C.f. “Modern Man in Search of a Soul” pg. 264, cit, por Fulton J. Sheen, em “Pace of Soul”, trad. Por de Oscar Mendes sob o tit. “Angustia e Paz”, Ed. Agir, 1950, 281 pgs. Pg 55) 

Discutimos, um pouco, a conveniência ou não de tratar do assunto em Loja. Infringiria o art. 6 de Anderson?

Seja como for, não poucos têm levado à sua privada o espírito desta proibição, o que é um grave erro, que conduz à estagnação, como já vimos. Porque como já disse, contaria nossas aspirações mais profundas, já que todo homem é um animal religioso, como é um animal filosófico. Ele tem necessidade de Deus: entreter-se com Deus, como conclui uma das ciências positivas mais novas, a FENOMENOLOGIA RELIGIOSA, é uma atividade conatural ao homem Afirma ela que não há RELIGIÃO sem experiência religiosa, isto é, sem que o homem tenha experimentado, pessoalmente, com maior ou menor intensidade, a realidade de um poder superior ou de forças superiores que fundam e mantêm a existência do mundo e do próprio homem”.

E conclui: 

“Quando, pois, cientistas e filósofos afirmam, que a experiência religiosa é uma”ilusão”, deve-se pensar que algo não corre bem com eles: o estão de tal forma intoxicados pelo seu cientismo e racionalismo, que já não conseguem perceber “as coisas do espírito”, ou sofrem de algum “complexo anti-religioso”, que lhes bloqueia a capacidade de perceber o que há de profundo e grandioso na experiência religiosa”.


O rebelde a natureza, o rebelde a ciência e o rebelde a verdade, eles eram figurados no inferno dos antigos pelas três cabeças de Cérbero. Eles são figurados na Bíblia por Coié, Dathan e Abiron. Na lenda maçonica, eles são designados por nomes que variam segundo as ritos. O primeiro que se chama ordinariamente Abiran ou assassino de Hiran, fere o grão-mestre com a régua. É a história do justo que se mata, em nome da lei, pelas paixões humanas. O Segundo, chamado Mephiboseth, do nome de um pretendente ridículo e enfermo à realeza de Davi, fere Hiram com a alavanca ou a esquadria. 

É assim que a alavanca popular ou a esquadria de uma louca igualdade toma-se o instrumento da tirania entre as mãos da multidão e atenta, mais infelizmente ainda do que a régua, à realeza da sabedoria e da virtude. O terceiro enfim acaba com Hiram com a machadinha, Como fazem os instintos brutais quando querem fazer a ordem em nome da violência e do medo, abafando a inteligência. O ramo de acácia sobre o túmulo de Hiram é como a cruz sobre nossos altares. É o sinal da ciência que subleve à ciência; é o raio verde que anuncia uma outra primavera. Quando os homens perturbam assim a ordem da natureza, a Providência intervém para restabelecê-la, como Salomão para vingar a morte de Hiram. Aquele que assassinou com a régua, morre pelo punhal.

Aquele que feriu com a alavanca ou a esquadria morrerá sob o machado da lei. É a sentença eterna dos regicidas. Aquele que triunfou pela machadinha, cairá vítima da força de que abusou e será estrangulado pelo leão. O assassino pela régua é denunciado pela lâmpada mesma que o esclarece e pela fonte onde bebe , isto é, a ele será aplicada a pena de talião.

O assassino pela alavanca será surpreendido quando sua vigilância for deficiente como um cão adormecido e será entregue por seus cúmplices; porque a anarquia é a mãe da traição. O leão que devora o assassino pela machadinha, é uma das formas da esfinge de Édipo. E aquele que vencer o leão merecerá suceder a Hiram na sua dignidade. ' O cadáver putrefatu de Hiram mostra que as formas mudam, mas que o espírito fica. A fonte de água que corre perto do primeiro fascínio lembra dilúvio que puniu os crimes contra a natureza. O espinheiro ardente e o arco-íris que fazem descobrir o Segundo assassino representando a luz e a vida, denunciando os atentados contra o pensamento. 

Enfim o leão vencido representa o triunfo do espírito sobre a matéria e a submissão definitiva da força à inteligência. Desde o começo do trabalho do espírito para edificar o templo da unidade, Hiram foi morto muitas vezes e ressuscita sempre. É Adonis morto pelo javali; é Osíris assassinado por Tífon. É Pitágoras proscrito, é Orfeu despedaçado pelas bacantes, é Moisés abandonado nas cavernas do Monte Neba, é Jesus morto por Caifás, Judas e Pilatos.

Os verdadeiros maçons são pois os que persistem em querer construir. o templo, segundo o plano de Hiran. Tal é a grande e principal lenda da maçonaria; as outras são menos belas e menos profundas luas não pensamos dever divulgar os mistérios, e se bem que não tenhamos recebido a iniciação senão de Deus e de nossos trabalhos, consideramos o segredo da alta maçonaria como o nosso. Chegado por nossos esforços a um gráu científico que nos impõe silêncio, não nos julgamos melhor empenhados por nossas convicções do que por um juramento.

A ciência é uma nobreza que obriga a não desmerecemos a coroa principesca dos rosa-cruzes. . Os ritos da maçonaria são destinados a transmitir a lembrança das lendas da iniciação e a conservá-la entre nossos irmãos. Permita-nos- talvez como, se a maçonaria é tão sublime e tão santa, pôde ela ser proscrita e tantas vezes condenada pela igreja. Já respondemos a esta questão, falando das cisões e das profanações da maçonaria.

A maçonaria é a gnose e os falsos gnósticos fizeram condenar os verdadeiros. O que os obriga a esconder-se, não é o temor da luz, a luz é o que eles querem o que eles procuram, o que eles adoram. Mas eles temem os profanadores, isto é, os falsos intérpretes, os caluniadores, os céticos de sorriso estúpido, os inimigos de toda crença e de toda moralidade. Em nosso tempo aliás um grande numero de homens que se julgam francos-maçons, ignoram o sentido que seus ritos e perderam a chave de seus mistérios. 



Eles não compreendem mesmo mais seus quadros simbólicos, e não entendem mais nada dos sinais hieroglifos com que são pintados os tapetes de suas lojas. Estes quadros e estes sinais são páginas do livro da ciência absoluta e universal. Podem ser lidas com o auxílio das chaves cabalísticas e não têm nada de oculto para o iniciado que possui as clavículas de Salomão. A maçonaria foi não somente profanada mas serviu mesmo de véu e de pretexto às cabalas da anarquia, pela influência oculta dos vingadores de Jaques de Molay, e dos continuadores da obra cismática do templo. Em lugar de vingar a morte de Hiram, vingaram-se seus assassinos. Os anarquistas retomaram a régua, o esquadro e a malheta e em cima escreveram liberdade, igualdade e fraternidade. Isto é, liberdade para as cobiças, igualdade na baixeza e fraternidade para destruir.



O templo é a realização e a figura do reino hierárquico da verdade e da razão sobre a terra. Hiram é o homem que chegou ao domínio pela ciência e pela sabedoria. Ele governa pela justiça e pela ordem, dando a cada um segundo suas obras. 

Cada grau da ordem possui uma palavra que lhe exprime a inteligência. Não há senão uma palavra para Hiram, mas esta palavra pronuncia-se de três maneiras diferentes. De um modo para os aprendizes, e pronunciada por eles significa natureza e explica-se pelo trabalho. De outro modo pelos companheiros e entre eles significa pensamento explicando-se pelo estudo. De outro modo para os mestres e em sua boca significa verdade, palavra que se explica pela sabedoria. Esta palavra é a de que servem para designar Deus, cujo verdadeiro nome é impronúnciavel .

 Assim há três graus na hierarquia como há três portas no templo. Há três raios na luz. Há três forças na natureza. Estas forças são figuradas pela régua que une, a alavanca que levanta e a machadinha que firma. 


Quando Salomão mandou construir o templo, confiou seus planos a um arquiteto chamado Hiram. Este arquiteto, para por ordem nos trabalhos, dividiu os trabalhadores segundo sua habilidade e como era grande o número deles, a fim de reconhecê-los, quer para empregá-los segundo seu mérito, quer para remunera-Ios segundo seu trabalho, ele deu a cada categoria de aprendizes, de companheiros e aos mestres palavras de passe e senhas particulares... Três companheiras quiseram usurpar a posição de mestres, sem o devido merecimento; puseram-se de emboscada nas três portas principais do templo, e quando Hiram se apresentou para sair, um dos companheiros pediu-lhe a palavra de ordem dos mestres, ameaçando-o com sua régua. Hiram lhe respondeu: "Não foi assim que recebi a palavra que me pedis." O companheiro furioso bateu em Híram com sua régua fazendo-lhe uma primeira ferida. Hiram correu a uma outra porta, onde encontrou o segundo companheiro; mesma pergunta, a mesma resposta, e esta vez Hiram foi ferido com um esquadro, dizem outros com uma alavanca. Na terceira porta estava o terceiro assassino que abateu o mestre com uma machadinha. Estes três companheiros esconderam em seguida o cadáver sob um montão de escombros, e plantaram sobre este túmulo improvisado um ramo de acácia, fugindo depois como Caim após a morte de Abel. Salomão, porém, não vendo regressar seu arquiteto, despachou nove mestres para procurá-lo; o ramo de acácia lhes revelou o cadáver, eles o tiraram de sob os escombros e como lá havia ficado bastante tempo, eles exclamaram, levantando-o: Mach Benach o que significa: a carne solta-se dos ossos. A Hiram foram prestadas as últimas honras, mandando depois Salomão 27 mestres à cata dos assassinos. O primeiro foi surpreendido numa caverna: perto dele ardia uma lâmpada, corria um regato a seus pés e para sua defesa achava-se a seu lado um punhal. O mestre que penetrou na caverna e reconheceu o assassino, tomou o punhal e feriu-o gritando: Nekun palavra que quer dizer vingança; sua cabeça foi levada a Salomão que estremeceu ao vê-la e disse ao que tinha assassinado: "Desgraçado, não sabias tu que eu me reservava o direito de punir?" Então todos os mestres se ajoelharam e pediram perdão para aquele cujo zelo o levara tão longe. O segundo assassino foi traído por um homem que lhe dera asilo; ele se escondera num rochedo perto de um espinheiro ardente, sobre o qual brilhava um arco-íris; ao seu lado achava-se deitado um cão cuja vigilância os mestres enganaram; pegaram o criminoso, amarraram-no e o conduziram-no a Jerusalém onde sofreu o último suplício. O terceiro foi morto por um leão que foi preciso vencer para apoderar-se do cadáver; outras versões dizem que ele se defendeu a machadadas contra os mestres que chegaram enfim a desarmá-lo e o levaram a Salomão que lhe fez expiar seu crime. Tal é a primeira lenda; eis agora a explicação. Salomão é a personificação da ciência e da sabedoria supremas. O templo é a realização e a figura do reino hierárquico da verdade e da razão sobre a terra. Hiram é o homem que chegou ao domínio pela ciência e pela sabedoria. Ele governa pela justiça e pela ordem, dando a cada um segundo suas obras.




O mito básico da Maçonaria ortodoxa é a lenda de Hiram Abif, simples versão do Mito Solar e uma verdadeira história simbólica da evolução da consciência do Homem. Eis aqui a razão dos trabalhos dos “Filhos da Viúva” Somente quando brilhar o Sol da Verdade não mais serão necessários nem mitos nem lendas.

O CRIADOR DO MUNDO
Vejamos então 4 opções distintas.

Possibilidade 1

O Mundo pode ser uma estrutura física tal como nos mostram os sentidos, de acordo com a ciência materialista, resultado de uma evolução geológica, biológica e antropológica. Quer seja obra de uma consciência ou não, tem leis imutáveis e está fora de meu controle.

Possibilidade 2

O Mundo pode ser uma ilusão sensível, que domina toda a minha percepção e regido por leis de uma Força Superior Consciente, que controla a ilusão, e estando assim, fora de meu controle.

Possibilidade 3

O Mundo pode ser uma ilusão sensível, ou mesmo uma realidade física mas gerado por uma coletividade de Consciências não necessariamente superiores. Nesse caso eu poderia ser uma dessas consciências, e a combinação unida, intersectiva e subtrativa de nossas mentes, em número indefinido, cria a realidade. Dessa forma, minha vontade sozinha é insuficiente para exercer um controle direto sobre a realidade, pois esta está submetida a inumeráveis outras consciências até mesmo talvez, extrafísicas. A não ser que eu unisse uma quantidade suficiente dessas mentes numa única vontade, o mundo ainda está fora de meu controle.

Possibilidade 4

O Mundo pode ser uma criação minha! Apenas de minha vontade. Uma ilusão ou mesmo uma realidade física. Mas por algum motivo eu perdi o controle sobre esse mundo. Talvez eu seja um Deus que decidiu num determinado momento, tirar férias do pesado expediente cósmico de administrar o Universo. Me inseri em um mundo e me programei para esquecer tudo, criando o real a minha volta até que num dado momento ou sob uma determinada condição, recupere minha divindade. De qualquer modo, ainda que eu crie toda a realidade a minha volta, isso é feito por uma parte inalcançável de mim mesmo, um nível superior de minha consciência que de qualquer forma, está fora de meu controle direto.



O grande ponto em comum dessas 4 possibilidade é que o Mundo está fora de meu controle. Não posso levitar, atravessar paredes ou viajar no Tempo. Estou submetido a regras. Sendo assim qual a única conclusão lógica de minha explanação? Qual a minha certeza?

De que há algo além do meu controle que mantém a realidade a minha volta! Portanto minha substância sensível e pensante não é a única coisa que existe, há algo mais, algum domínio que meu trio Sentimento-Vontade-Pensamento não alcança. Há algo mais.

Recapitulando. Constatei por mim mesmo que:

Eu Existo! Na forma de SENTIMENTO-VONTADE-PENSAMENTO

O Mundo existe! Quer seja físico, ilusório ou onírico.

Existe algo além de Mim e do Mundo! Algo que cria esse mundo. Ou mesmo que esse algo seja o próprio mundo, é algo mais do que o mundo em si que eu percebo.

Algo Cria o Mundo, algo que não sou exatamente eu!
AS CRIATURAS DO CRIADOR
Agora eu tenho um outro problema. Estaria eu sozinho no mundo? Cercado por ilusões ou autômatos? As outras pessoas existem? Ou serão elas apenas coisas? Máquinas que simulam um ser como eu?

Sei que existo e que existe um mundo, sei que existe algo além disso. Mas esse mundo é repleto de pessoas aparentemente como eu. Serão elas reais ou fruto de minha imaginação?

Será que elas possuem realmente uma essência pensante?

Serão elas também compostas de PENSAMENTO-VONTADE-SENTIMENTO?

Sou emocionalmente tentado a considerar como reais as pessoas que me cercam, a querer que elas existam, mas não posso ceder ao óbvio, ao conveniente ou ao moralmente "correto". Pude provar a Minha existência, não a dos seres humanos! E minha filosofia existencialista então assume um aspecto fortemente egocêntrico, mas inevitável para buscar a realidade através de mim mesmo.

Primeiro me proponho a eliminar algumas dúvidas, voltando às possibilidades anteriores posso isolar um pouco meu campo de investigação.

A Possibilidade 3 dispensa comentários. A existência das outras pessoas é condição para sua viabilidade.

A Possibilidade 1 é a da Ciência Materialista, por ela não faria nenhum sentido eu considerar apenas a minha existência, pois o meu corpo sendo real o das outras pessoas também seriam, somos biologicamente iguais. Nessa possibilidade não há espaço para a ilusão, e mesmo que eu fosse o único dentre todos os humanos a desenvolver de fato a consciência, de onde teria vindo toda a fantástica cultura? Essa possibilidade garante a existência das outras pessoas.

A Possibilidade 2 é não materialista, mas funciona como se fosse, criando um mundo ao meu redor mas não necessariamente que girasse em torno de mim, dessa forma não faria sentido que os outros seres humanos não possuíssem a mesma essência que eu comprovei em mim mesmo.

Mas isso não elimina a discussão, num certo sentido ela é igual a 4. O mundo poderia ser sim, criado única e exclusivamente em minha função, quer por uma parte superior de meu próprio ser ou por um Ser Superior. Nessas opções a dúvida persiste, mas na possibilidade 4 há meios para neutralizá-la. Se sou eu o Deus de meu próprio Universo, mesmo que as pessoas não existam eu quero que elas existam, enquanto estiver sem minha divindade elas existirão porque não posso negá-las com certeza, e quando assumir novamente minha condição de Deus, se elas não existirem, muito provavelmente irei criá-las. Discutível? Sim. Mas um pouco menos desagradável.

Ainda assim insisto que a Possibilidade 2 tende à existência dos outros, a 4 também, embora não definitivamente.

Como ter certeza?

Há variações dessas possibilidades, cruzamentos e intersecções entre elas, mas de qualquer modo, concluí afinal que essa questão não é muito diferente da existência do mundo. Ela se refere à realidade sensível externa a mim, as pessoas do mundo. Quer elas existam ou não isso não altera minha percepção inicialmente egocentrista da realidade e sendo assim para todos os efeitos, NÃO IMPORTA.

Tanto essa questão quanto a questão do mundo não podem ser resolvidas, mas de qualquer modo isso não é problema pois qualquer que seja sua verdade não altera o modo como eu creio poder ver a realidade da forma mais profunda possível. Eu tenho que tratar as pessoas como sendo existentes e dotadas da mesma natureza que a mim mesmo. Caso contrário minha proposta pessoal seria abalada, que é a de ajudar na libertação e na felicidade humana.

Afinal, na dúvida invencível, melhor tomar o partido daquilo que parece ser mais convincente.

Não me envergonho de admitir que ao encontrar um obstáculo aparentemente intransponível eu simplesmente o contorno. Embora não goste de desistir de desafios, devo mensurar uma relação de custo benefício, principalmente devido a uma questão de tempo. Não acredito ser válido me engalfinhar numa questão tão metafísica quanto a anterior se há tanto mais a fazer. Sei que mesmo uma descoberta revolucionária dificilmente irá alterar drasticamente os rumos de minha investigação pessoal, embora admita que ela possa mudar no futuro.

É nesse momento que necessito voltar ao meu equilíbrio e evitar pender a balança excessivamente para o lado racional. Sendo um ser humano, também tenho minha emotividade e me sinto na obrigação de respeitá-la.
O que é Deus? Quem é Deus? Existe? Ou é mera invenção humana? O que significa Deus?

Se algum desconhecido me perguntar diretamente se eu acredito em Deus e exigir apenas Sim ou Não como resposta, eu não saberia o que dizer. Pelo simples fato de que eu não saberia sobre que Deus essa pessoa estaria falando.

Sinceramente não creio que haja uma palavra mais mal compreendida, confusa e multi signficativa do que Deus.

A palavra "deus" deriva da palavra grega "teo", que por si só pode significar não apenas um tipo específico de deus monoteísta, mas também qualquer tipo de divindade ou "princípio" divino.

Quando um brasileiro usa a palavra Deus, não há como saber superficialmente se ele está se referindo a uma concepção de Deus Panteísta como o da maioria das religiões espiritistas, a um específico deus de um panteão qualquer, ao Deus monoteísta ao estilo Judáico-Cristão, ou mesmo a alguma idéia mais abstrata tal como uma simples Consciência Universal, uma Inteligência Oculta ou mesmo as simples leis de causa e efeito da natureza.

Para deixar logo de imediato minha opinião sobre o assunto declaro que:



ACREDITO QUE EXISTA UMA "INTELIGÊNCIA" SUPREMA NO UNIVERSO. INCOGNISCÍVEL E NÃO INTERFERENTE DE FORMA DIRETA EM NOSSAS VIDAS
Mas agora, apenas para mostrar o quão complexa é a questão, verifiquemos o significado de diversas palavras diretamente relacionadas ao termo Deus.

DEUS: Qualquer entidade cujos atributos estão acima das capacidades humanas.

TEÍSMO: Qualquer idéia de que há um Deus supremo ou vários deuses que se relacionam diretamente com o Universo

DEÍSMO: Idéia de que há um Deus, mas este não se relaciona diretamente com o Universo, tendo-o criado e depois se afastado, eliminando a possibilidade de haver revelações divinas ou qualquer comunicação com tal divindade.

ATEÍSMO: Concepção de que não há qualquer forma de Deus, mas que não necessariamente invalida um plano transcendente.

AGNOSTICISMO: Posição que declara não ser possível "Nenhum conhecimento" confiável a respeito de Deus. Seus partidários embora em geral não neguem a existência de Deus, não seguem qualquer religião.

PANTEÍSMO: "Pan" significa Natureza. Idéia de que Tudo é Deus. Que todos os elementos e coisas existentes são o próprio "corpo" de Deus, e mesmo que possua uma dimensão invisível, transcendente, está intimamente ligado a natureza e relacionado a todos os eventos.

PANENTEÍSMO: Variação do Panteísmo Transcendente onde a "alma" do universo porém excede em muito o "corpo", de modo que Deus e a Natureza não são a mesma coisa, mas Deus é ONIPRESENTE em tudo, característica que pode gerar confusão com o Monoteísmo.

POLITEÍSMO: Idéia de que existem vários deuses independentes, que geralmente representam aspectos específicos da natureza, mas não são a própria natureza, e que geralmente se sucedem através de gerações.

HENOTEÍSMO: Concepção de que existem vários deuses mas que um possui a qualidade suprema.

MONOTEÍSMO: Idéia de que existe um único Deus supremo sobre todas as outras criaturas, que é princípio e fim de todas as coisas e que criou o Universo estando separado dele. Pode confundir-se com Henoteísmo, e por vezes com o Politeísmo, por admitir a existência de outras criaturas divinas como Anjos, mas que nesse caso, não são chamadas de deuses, e estão claramente subordinados a entidade máxima que é Eterna e Imutável.

TEOCRACIA: Sistema de governo subordinado a uma religião, através de uma classe sacerdotal e, ou, um código de leis sagradas.

METAFÍSICA: Parte da Filosofia que aborda questões que transcendem o plano físico e a natureza sensível.

TEOLOGIA: Parte da METAFÍSICA que estuda a idéia e concepção de Deus.

Palavras secundariamente relacionadas:
MONISMO: Idéia de que todo o Universo pode ser visto através de uma única substância, reduzido a uma única essência, que pode estar associado à idéia de Deus e mais aproximadamente de um Deus Panteísta.
DUALISMO: Concepção de que o Universo é composto fundamentalmente por duas forças primárias, princípios complementares, substâncias equivalentes e distintas, que podem se harmonizar ou não dependendo de suas proporções estarem ou não em equilíbrio. Só poderiam ser reduzidas a uma, se puderem, num plano transcendente.
MANIQUEÍSMO: Religião fundada na Pérsia no século III que propunha de que o Universo é constituído de dois princípios fundamentais opostos que se repelem e não podem se harmonizar, no caso o Bem e o Mal. Nome também usado para designar qualquer concepção de Dualismo desarmônico e conflitivo.
MONOLATRIA: Adoração centrada num único ponto. Geralmente no Politeísmo, onde ocorre a adoração de uma só divindade embora não implique sempre em Henoteísmo. Muitas vezes o foco da adoração se desloca para uma figura humana, um Governante, Rei, Imperador, ao qual se atribuem qualidades divinas.
NIILISMO: Crença que não há qualquer forma de deus, transcêndencia, ética ou moral superiores. Descrença absoluta.
MATERIALISMO: Doutrina que visa explicar todos os fenômenos existentes pelo ponto de vista unicamente físico, sem apelar para qualquer conteúdo Metafísico.
HEDONISMO: Modo de vida que se ocupa unicamente da busca do prazer e satisfação pessoal.
CETICISMO: Posição crítica que rejeita alegações sem uma boa fundamentação e apresentação de provas convincentes, principalmente se de caráter extraordinário.
SOLIPSISMO: Proposição de que o Eu é a única realidade comprovada, e todas as demais coisas podem ser projeções da mente individual.
EXISTENCIALISMO: Doutrina que prega que o ser humano é quem determina todos os eventos a partir de sua própria escolha, sendo totalmente livre para fazer o que quiser, não havendo qualquer impedimento de ordem divina, moral ou ética. Nesta concepção a Existência precede a Essência do Ser, que na verdade é um Não-Ser, um vazio.

Creio que este simples glossário possa evidenciar a complexidade dessa questão que ao longo da história vem sendo abordada das mais diversas formas possíveis. Há muitas proposições que visam comprovar ou reprovar a existência de um princípio divino no Universo, porém, pelo meu ponto de vista, o estabelecimento de uma certeza com relação a essa questão é praticamente impossível.

É evidente que sob qualquer concepção séria, Deus não pode ser diretamente percebido pelos sentidos, e mesmo que o pudesse, a simples inconfiabilidade dos sentidos seria suficiente para que qualquer certeza nesse campo estivesse anulada. Sendo assim, Deus está fora do escopo da Ciência enquanto atividade Empírica.


Dessa forma a única maneira de se abordar a questão é pela Filosofia. Antes de fazê-lo porém, gostaria de estabelecer algumas proposições que auxiliam na questão.
AUSÊNCIA DE EVIDÊNCIA NÃO É EVIDÊNCIA DE AUSÊNCIA.

Esta frase famosa diz que o fato de não podermos perceber algo não significa que este não exista, isso deveria ser óbvio, todavia inúmeras pessoas declaram a inexistência de algo apenas por nunca a terem experienciado.

NÃO EXISTEM PROVAS DE NÃO-EXISTÊNCIA.

Significa que não se pode provar definitivamente que algo não exista. Mais provável é o contrário. Eu só preciso provar um único fenômeno para demonstrar que o mesmo existe, mas não tenho como demonstrar sua não existência a não ser negando alegações mal fundamentadas.

Exemplificando: Para provar que existe um Coelho Verde basta apresentar um, mas eu não posso vasculhar o mundo inteiro em cada metro quadrado para mostrar que o mesmo não exista em algum lugar. Eu poderia entretando demonstrar que um suposto Coelho Verde seja uma fraude, mas isso mostra apenas que não se provou a existência de tal Coelho, não garante que ele não exista em algum outro lugar.

Por essas duas proposições anteriores, fica claro que é mais provável provar alguma coisa, inclusive Deus, positivamente do que negativamente. Entretanto podemos sim demonstrar a inconsistência de determinadas proposições Teístas, principalmente a mais difundida de todas, a Monoteísta Judaíco-Cristã-Islâmica.

Para prosseguir nessa abordagem só me resta estebelecer alguns nomes para evitar confusões. A palavra Deus será usada sempre da forma mais genérica possível, não significando então nenhum Deus específico. Quanto aos Deuses das diversas religiões, todos podem ser chamados por nomes específicos, como se segue no caso das religiões monoteístas.

Bhramanismo
BHRAMA
Cristianismo
IAVÉ, ou JEOVÁ
Zoroastrismo
AHURA MAZDA
Islamismo
ALÁ
Judaísmo
YHWH
Sikhismo
NAM
Na maioria dos casos tais nomes não possuem um significado muito específico. ALÁ por exemplo é apenas a palavra "Deus" em árabe, o tetragrama impronunciável YHWH, geralmente corrupetalado para IAVÉ, e do qual decorre a grosseira falha de tradução que resulta em JEOVÁ, significa basicamente "EU SOU". Além do Deus cristão, o bhramane é o único que também possui uma natureza Trinitária.
Quando ao Espíritismo Kardecista, ao qual resisto em classificar como Monoteísta e que apresenta a meu ver uma das mais convincentes proposições Teístas, ocorre o problema de não haver um nome específico para a divindade, por tanto sempre me referirei a ela como "Deus Kardecista" ou algo parecido.

 
A crítica que se segue tem como alvo o Monoteísmo Cristão, e em menor grau o Judáico e Islâmico, não afetando outras formas de monoteísmo. É importante lembrar que tal crítica em si não invalida por completo todas as teologias desenvolvidas por essas religiões, mas apenas aquelas mais disseminadas, o que infelizmente corresponde a maioria esmagadora. O fato de, diferente da Trindade do Cristianismo, Judaísmo e Islamismo não aceitarem qualquer subdivisão da unicidade de Deus, também não é aqui relevante.
O problema desse tipo de Monoteísmo já vem sendo abordado de várias formas há milhares de anos, e sua mais famosa expressão é objeto de estudo de uma das partes da Teologia, a TEODICÉIA.
Uma vez que se propõe que JEOVÁ é ONIPRESENTE, ONISCIENTE e ONIPOTENTE, além de ETERNO e IMUTÁVEL, fica claro que absolutamente nada está fora de seu poder e conhecimento, sendo assim, por que existe aquilo que esse mesmo monoteísmo classifica como sendo o Mal?
Por que JEOVÁ criou os anjos e os humanos já sabendo que um deles se rebelaria e que disso resultaria toda a saga do mundo após a queda do homem? Se ele não pudesse prever o que ocorreria, então não seria ONISCIENTE, pois ONISCIÊNCIA absoluta incluiu o conhecimento pleno do Futuro e do Passado, se ele sabendo não pudesse evitar, não seria ONIPOTENTE.
Sendo assim é inevitável aceitar que tudo o que ocorre no universo, inclusive todas as mazelas do mundo, são responsabilidade direta deste Deus. E não adianta utilizar o velho Sofisma Agostiniano de que o Livre Arbítrio humano é o responsável pela existência do Mal, pois isso não remove a responsabilidade de JEOVÁ se ele tem poder absoluto acima de tudo.
Na realiade sequer existiria Livre Arbitrio, pois todo o destino já estaria traçado dentro da "mente" de JEOVÁ, e os humanos e mesmo os anjos não teriam poder para alterá-lo, portanto tudo o que fazemos não é realmente resultado de nossas vontades e escolhas, mas sim, é predeterminado por JEOVÁ.
Além disso, um Livre Arbítrio que exige uma conduta específica que do contrário resultaria numa pena severíssima, é um falso Livre Arbítrio.
O problema porém surge quando se propõe um dos pontos chaves e clássicos da Doutrina Cristã, o da Justiça Divina, que se relaciona com a premiação e punição dos Anjos e Humanos devido as suas escolhas. Em geral a SOTERIOLOGIA, parte da Teologia que estuda a doutrina da salvação, compartilha a visão do julgamento divino e da sorte diferenciada dos seres, onde alguns receberão o gozo perpétuo e outros a aflição perpétua.
Fica impossível contestar o fato de que então, desde o princípio, JEOVÁ planeja, cria, dá a vida, e dá como destino a bilhões de seres humanos um indizível sofrimento infinito num plano existencial infernal, deliberadamente. Não há como negar que Ele é o responsável por tudo isso. Portanto:
JEOVÁ CRIA HUMANOS PARA SEREM LANÇADOS NO INFERNO INTENCIONALMENTE SEM QUALQUER POSSIBILIDADE DESTES EVITAREM ISSO.

Esta á a Doutrina da PREDESTINAÇÃO, proposta inicialmente pelo protestante João Calvino, e que influencia a maior parte das designações protestantes cristãs. Afirma que JEOVÁ cria o Ser Humano e lhe concede Livre Arbítrio, mas já sabe de antemão quais serão as escolhas dele e qual será seu destino. Sendo assim, bem poderia não tê-lo criado, ou o criar com um natureza diferente, um Livre Arbítrio inclinado para a salvação. Se ele não puder fazer isso, não será Onipotente.


O FATOR LÓGICO
Até aqui na verdade, não há de fato nenhuma contradição lógica em si, mas já fica impossível atribuir a JEOVÁ qualquer conceito de Justiça e Bondade humanamente aceitável. Ou seja, pelos parâmetros humanos, JEOVÁ é infinitamente Cruel!
Tentando atenuar isso, já se produziram várias Teodicéias que em geral não encontram outra solução que estabelecer um Dogma que afirma a impossibilidade de se compreender o desígnio divino, ou que tenta relativizar o conceito de Mal, ou então romper com a Soteriologia tradicional do Cristianismo.
Se aceitarmos o Dogma da Incognoscibilidade, colocamos a Teologia em xeque. Ela seria uma atividade inútil. De nada valeria então toda a nossa elaboração teórica para compreender as revelações divinas. Dessa forma, todas as doutrinas perdem sua base como atividade humana, inutiliza-se então a religião como algo praticável, pois tudo estaria apoiado sobre algo que afinal não compreendemos em essência. Por que então haveria a revelação? Se esta não pode ser compreendida. Para quê Leis trazidas por profetas? Se nada do que fizermos mudará nosso destino. Toda a religião não passaria de um engodo, um abissal amontoado de supertições.
Pode-se no máximo argumentar que os Dogmas ocupam apenas alguns aspectos da doutrina, ainda que os mais importantes, mas fica inegável a característica de irracionalidade, ainda que com o nome de Fé ou Graça, e a constatação que toda a demais teologia compreensível é no máximo um passatempo sem qualquer valor prático.
Se aceitarmos a relativização do conceito de Mal, como entender que na realidade não exista o Mal em si, e sim apenas uma ilusão, então os preceitos clássicos da religião ficam abalados. Não haveria então o pecado, e sem o tal nem mesmo qualquer forma de punição, ou mesmo sofrimento. O próprio Inferno seria ilusório assim como o sofrimento. Isso retira por completo a força argumentativa da doutrina.
A única saída a meu ver, será como veremos mais adiante, romper com certos estabelecimentos tradicionais do Cristianismo.
Mas a grande contradição não está na verdade, nesse conteúdo emotivo da doutrina, que coloca a existência de todas as desgraças, todos os sofrimento, como sendo resultado da ação direta, intencional e plenamente consciente de JEOVÁ.
A contradição está na verdade na alteração de estado da criação em relação aos atributos de IMUTABILIDADE e ETERNIDADE divinas.
É inegável que o Universo logo após a criação é diferente do que virá logo após o Dia do Juízo. Ou seja, há duas realidades distintas completamente diferentes separadas por um certo intervalo de tempo.
Se esse Deus é então ONIPRESENTE a toda a sua criação, é inegável que ele se relaciona com a mesma, então como poderia ele ser IMUTÁVEL?
Simplificando, se JEOVÁ é ETERNO e IMUTÁVEL, ou seja, pleno em todas as suas perfeições, por que então ele criaria um Universo temporal que é mutável? Não se pode produzir algo intencionalmente sem um propósito, qual seria então o proposito de um SER absolutamente perfeito?
Qual a função da Criação? Se nada falta a JEOVÁ?
Se a Criação tivesse apenas um objetivo em si própria, o papel então de sua expressão máxima, o Ser Humano, deveria ser muito mais independente da natureza divina do Deus. Então por que não permitir a este Ser Humano uma verdadeira liberdade de ação em um Universo que só tem sentido para ele próprio?
Como aceitar que o JEOVÁ da recém criação, que convive, intereage, delega, e se relaciona apenas com seres quase perfeitos, os anjos, num universo perfeito, o mundo recém-criado, e o primeiro casal ainda no Éden, seja o mesmíssimo JEOVÁ que convive, interage, delega e se relaciona com um universo onde há uma parte da humanidade vivendo no Paraíso, e parte sofrendo no Inferno, incluindo um ou dois terços dos anjos no lago de fogo e enxofre, seres que antes foram quase perfeitos?
Fazendo a comparação, uma pessoa que vive numa belíssima casa não o faz da mesma forma que se vivesse numa casa de péssimas condições, suas impressões, sentimentos, atitudes, mudariam, ela mudaria, a não ser que ela ignorasse por completo a casa. Da mesma forma a não ser que JEOVÁ ignorasse por completo sua criação, não há como aceitar que sendo o Universo uma expressão de seu poder, irá existir em tempos distintos de formas tão distintas, sem afetar de alguma forma as caracteristicas deste Deus.
Sintetizando:

SE JEOVÁ EXISTIA ETERNAMENTE ANTES DA CRIAÇÃO, E ENTÃO DEU ORIGEM A UMA CRIAÇÃO, ENTÃO NÃO É IMUTÁVEL, SUFICIENTE EM SI MESMO, E PERFEITO.


A SOLUÇÃO PARA O IMPASSE
Esse problema já era exposto desde os primórdios do Cristianismo, e uma de suas formas era com a pergunta: "O que Deus fazia antes de criar o Universo?"
Seria ingenuidade crer que isso é suficiente para neutralizar a teologia cristã. Com quase dois mil anos de elaboração e tendo em sua tradição brilhantes mentes ao longo da história, não são simples perguntas e raciocínios aparentemente inescapáveis que irão demolir a trabalho milenar de filósofos que remontam até o helenismo.

As duas contradições citadas acima, entre os ONI atributos de JEOVÁ e o Livro Arbítrio, e entre a Imutabilidade e a criação temporal, costumam receber o nome de ANTINOMIA, um paradoxo que só pode ser aceito pela fé.
Orígenes de Alexandria, no século II dC, já propunha uma resposta que, infelizmente, jamais foi muito aceita na doutrina cristã. Trata-se da APOCATÁSTASE (Restauração), ou UNIVERSALISMO, também conhecida como ORIGENISMO.
Segundo essa proposição, ao final de todos os eventos apocalípticos previstos nas escrituras, todo o Universo seria revertido ao estado de perfeição original. Essa restauração eliminaria todas as divisões, inclusive entre o Inferno, a Terra e o Céu, e todos os seres seriam reintegrados à divindade. Enfim, mesmo Satan seria perdoado.
Com essa idéia, e acentuando essa reversão, a Criação seria desfeita até o estado onde antes só houvera JEOVÁ e o vazio. Tendo isto, fica aberta a idéia de que a Criação poderá ocorrer novamente da estaca zero, para depois ser encerrada de novo, e de novo. É evidente de que houveram infinitas criações anteriores e haverão posteriores. Sendo assim, o Universo seria infinitamente criado e desfeito, num ciclo eterno.
Essa idéia elimina o problema da contradição entre a existência eterna, perfeição e imutabilidade divina, e a criação temporal isolada no tempo. Pois deus recriaria o Universo incessantemente, e esse ciclo faria parte de sua natureza, essa constante atividade estaria inclusa na sua imutabilidade, que não seria um estado em si, mas um processo imutável.
Essa idéia é parte integrante de duas outras religiões monoteístas. O Bhramanismo e o Shikismo indianos, e abre espaço para várias outras elaborações, inclusive a que permite uma maior veracidade do Livre Arbítrio.
A APOCATÁSTASE, exige também um conceito que embora não maioritário na doutrina cristã, é de bem maior aceitação, o ANIQUILACIONISMO, que diz que os condenados ao Inferno não sofrerão perpétuamente e sim serão aniquilados, deixarão de existir após um certo período de tempo. Algumas designações cristãs como os ADVENTISTAS DO 7o DIA e os TESTEMUNHAS DE JEOVÁ são adeptos dessa doutrina.

Porém é muito grande a insistência das maioria das teologias cristãs em manter um doutrina completamente insustentável racionalmente, o da Punição e Graça Pérpetuas.


PUNIÇÃO "ETERNA"
A crença no tormento eterno para os infiéis é uma das mais notáveis, marcantes, incômodas, e sem dúvida a mais execrável de todas as proposições das teologias monoteístas tradicionais.
Ela elimina qualquer possibilidade de se defender a idéia de que JEOVÁ seja um ser bondoso, amoroso ou piedoso em qualquer parâmetro humanamente compreensível. Pior, ela torna impossível defender a idéia sequer de que Ele seja um ser Justo e Inteligente.
Isso pode ser facilmente demonstrável por uma alegoria. Sabemos que os delitos podem ser punidos com penas diferentes de acordo com a gravidade da infração, como por exemplo:
O Roubo de um pão: - 1 Dia de prisão
Crime Hediondo Brutal: - 50 Anos de prisão.
Está implícito que de certa forma, o Crime Hedindo Brutal é cerca de 18.250 vezes mais grave que o roubo do pão, pois para o mesmo é aplicado 50 x 365 dias de prisão. Isso sem dúvida é algo que podemos considerar como justiça pelos parâmetros humanos, ainda nos padrões do senso comum.
Seria justo porém, que a punição para os dois crimes acima fosse a mesma?
Se considerarmos que não, então não temos como aplicar qualquer concepção humana de justiça à idéia de "Punição Eterna", pois pela maioria das teologias convencionais, não são apenas os mais hediondos e brutais crimes imagináveis que serão punidos com o tormento infinito.
Segundo o Islamismo, uma pessoa, por mais íntegra, caridosa, sensível e justa que seja, será atirada ao ignominioso castigo interminável se simplesmente não acreditar na existência de ALÁ. Segundo a Teologia da maior parte das designações protestantes, a mesma pessoa terá o mesmo destino se não aceitar o dogma de que todos os humanos são inerentemente pecadores e só se salvam pela fé em Jesus Cristo.
Por outro lado, mesmo após praticar crimes extremamente terríveis, o indivíduo poderia obter a Graça Infinita se realizar sua conversão e abraçar a fé.
Dessa forma, se torna possível igualar um Ser Humano que só cometa um leve delito, ao mais horrendo dos psicopatas de todo os tempos. Ao mesmo tempo que esse psicopata extremo possa ser subitamente igualado ao mais louvável dos Seres Humanos, se ele cumprir, ao final de toda uma vida de crimes, as exigências de uma conversão religiosa.
Se considerarmos praticamente todos os parâmetros humanos de justiça, é impossível considerar justos esses procedimentos de punição e premiação, entretanto ainda podemos apelar para o super relativismo, de que tais parâmetros de justiça não são humanos, ou ainda os inúmeros recursos racionais possíveis para se fazer valer um ponto de vista específico contra os tradicionais pontos de vista da ótica humana.
O único ponto entretanto que não pode ser superado pela razão é o conteúdo "Eterno" desta Punição ou Salvação divinas. Esse peculiar elemento torna a doutrina racionalmente incompreensível.

Trata-se da incoerência lógica de se relacionar diretamente um evento temporal com um evento supra temporal, "Eterno". Como veremos a seguir.
O TEMPO E A ETERNIDADE
O próprio termo "Punição Eterna" já é contraditório. ETERNO significa o que está "fora do tempo", não tendo tido começo nem fim, punição por outro lado é um conceito claramente temporal, algo que se aplica a partir de um determinado momento devido a um evento ocorrido na linha do tempo. Portanto o termo correto na verdade seria PUNIÇÃO PERPÉTUA, pois Perpétuo é o que mesmo tendo início não teria fim, o que acrescenta uma problema talvez ainda maior, pois sendo o Perpétuo uma espécie de "Metade de Eternidade", como compreender a idéia de que a Eternidade permita ser dividida?
Faria sentido dividir o infinito? A idéia do Perpétuo, ou do "Retro-Perpétuo", que seria o que nunca teve começo mas teria fim, seria então equivalente a Eternidade? Ou aceitaríamos a "Meia-Eternidade"?
Antes de observarmos a ilustração abaixo, é bom lembrar que a idéia de que o ETERNO possa ser representado por uma Linha de Tempo Infinita é em si errônea. O ETERNO não seria um "tempo" interminável para o passado e para o presente, mas sim uma ausência de tempo. Porém na impossibilidade racional de se trabalhar com esse Não-Tempo, usemos enfim a ilustração na forma de "Tempo Infinito".
Até agora não vimos um meio de driblar esse paradoxo da "Semi-Eternidade", que caracterizaria o Perpétuo, mas o mais importante no momento é compreender a diferença desses conceitos com o conceito Temporal.
Tudo o que existe no tempo, só pode ser relacionado com outras coisas temporais, a relação direta entre o temporal e o Eterno ou Perpétuo é como já vimos, no mínimo duvidosa.
Sabemos que tudo o que existe no nosso plano temporal não pode perpetuar-se indefinidadamente. É preciso antes de tudo se livrar da idéia de que o Perpétuo seria um período de tempo muito grande, não é, seria uma forma de escapar do Temporal.
Se imaginarmos que existe um tipo de "barreira" entre o Eterno e o Temporal, perceberemos que nada temporal pode adentrar a "Dimensão do Eterno", o que passou a existir não pode se tornar ETERNO, isso é completamente absurdo. Isso nos leva então a duas possibilidades:
Se o PERPÉTUO equivaler ao ETERNO, no sentido de que metade de Infinito continua sendo Infinito, então nada temporal pode se perpetuar infinitamente, portanto, a idéia de que algo temporal possa ser de um modo ou de outro "eternizado" é insustentável. O temporal não pode se tornar ETERNO, portanto nesse sentido, Punição Perpétua seria o mesmo que Punição Eterna, ou seja, uma contradição.
Se o PERPÉTUO pertencer a uma dimensão diferente do ETERNO, resta então verificar a viabilidade de tal possibilidade. O PERPÉTUO como algo em especial, diferente do Temporal e do Eterno. Consideremos o seguinte esquema:
Podemos notar que em relação aos TEMPORAIS, um PERPÉTUO é como um ETERNO, a não ser que sua interrupção ocorra dentro do período decorrido do TEMPORAL.
Mas o detalhe é que se existe o Perpétuo FUTURO, porque não existiria o Perpétuo PASSADO? Ou Retro-Perpétuo?
Seria válido considerar apenas o "sentido" PASSADO-FUTURO como passível de produzir PERPÉTUOS? O que impediria que algo tivesse pré-existência Perpétua e então cessasse de existir?
Se for esse o caso, então a criação de Perpétuos se daria ao infinito, porém jamais fariam parte do ETERNO. Para os temporais entretanto equivaleriam ao ETERNO. A questão de se o Perpétuo é possível, é no mínimo duvidosa.
Mas como ficaria o Retro-Perpétuo? Como poderia ser desfeita um coisa que sempre existiu no Passado?
É evidente que o problema em si está fora do escopo da razão humana, mas podemos apresentar possibilidades.
Um delas é a de que não existiria o Perpétuo em si, mas o SUPER TEMPORAL. Esse estaria acima dos temporais normais para os quais equivalerio ao ETERNO, ou seria Perpétuo caso sua interrupção se desse no decorrer desse temporal. Sendo assim o Pérpetuo e o Retro-Perpétuo formariam um Super Temporal.
Outra é considerar que exista uma "dimensão" diferenciada para o Perpétuo, o que o tornaria possível, porém isso acrescenta um discussão ainda mais complicada. Uma vez que os Perpétuos podem ser criados, eles iriam aumentar incessante e exponencialmente o "conteúdo" de existência? Como um Universo se expandindo indefinidamente? Ou o fim dos Retro-Perpétuos compensaria? Sendo assim, a não ser que o ETERNO não se relacione como os demais Universos, como manter sua característica de IMUTABILIDADE?
Além de tudo isso, observe como uma diagramação diferenciada, circular, do esquema parece tornar a característica do Perpétuo ainda mais desafiadora.
Nesse caso fica claro que no Eterno, no centro, não há movimento, ao contrário do Perpétuo onde ocorreria um ciclo fechado de movimento, aparentemente com eventos repetitivos. Os Temporais e Super-Temporais seriam ciclos abertos. Outra forma de visualizar a questão seria:
Colocando o Eterno num plano "externo" à dinâmica.
Na melhor das hipóteses, essas possibilidade desafiam a concepção cosmodinâmica do Monoteísmo Tradicional, acrescentando problemas e mais problemas de racionalidade cuja única saída satisfatória seria aceitar os Dogmas incogniscíveis. Mas sendo assim, porque aceitar como dogma a possibilidade de existência do Perpétuo e não sua impossibilidade?
Além disso há o problema da categorização do estado de ETERNIDADE. No Eterno, ou no Perpétuo, não existe movimento, pois não existe tempo e logo espaço. Não há dinâmica, mas sim uma essência, pode haver um SER, nunca um DEVIR, ou este não seria imutável, e logo estaria fadado a transformação, e invariavelmente ao fim.
Sendo assim, como aceitar conceitos tão necessariamente dinâmicos como Sofrimento ou Gratificação num plano que sendo Perpétuo, iria invalidar tais estados de movimento? Seria mais fácil crer num plano de "congelamento" da existência, onde sequer haveria consciência do acontecimento.


CONCLUSÃO
Sendo assim, a idéia de uma Punição ou Premiação Perpétuas é inaceitável tanto Ética, Moral, Emocional ou Lógica e Racionalmente. É, pois, sendo empurrada na forma de Dogma, uma forma arbitrária de forçar um coquetel de conceitos como se fossem um único, quando este em si não possui qualquer sentido.
Dessa forma, admite-se que a Teologia Monoteísta Tradicional é indefensável racionalmente, assumindo um caráter de irracionalidade, o que não necessariamente ocorre com outras possibilidade Monoteístas como a cíclica, ou Panteístas.
A questão é: SE ESSE MONOTEÍSMO TRADICIONAL É INCOERENTE TANTO EMOCIONAL QUANTO RACIONALMENTE, E SE NÃO APRESENTA QUALQUER EVIDÊNCIA MATERIAL, POR QUE ACEITÁ-LO?
Baseando-se apenas na autoridade de um Livro Sagrado? Que sequer conseque provar ser a Palavra de Deus. Porque crer numa proposição que se baseia unicamente numa obra literária sem acuidade racional, de cunho ético e moral discutível e claramente cultural, e que comete flagrantes erros na concepção do mundo físico?
Por tudo isso considero que a adição de soluções como a APOCATÁSTASE e consequentemente o ANIQUILACIONISMO, longe de serem prejudiciais à crença, fazem é elevar em muito sua qualidade argumentativa, tornando-as competitivas racionalmente e emocionalmente com doutrinas bem mais elaboradas.




PANTEÍSMO
Bastante diferente é a concepção Panteísta de divindade. Trata-se de considerar que Deus é o próprio Universo, a Natureza, de modo que ele estaria em toda parte. Sendo assim, Deus seria um ser Físico, Dinâmico, Perpétuo ainda que sujeito a mudanças cíclicas. Deus seria então, IMANENTE à Natureza, intrínseco, ou seja, não Transcendente.

Já o Panenteísmo, que também pode ser entendido como um "Panteísmo Transcendente", concebe-se o Universo como sendo o Corpo de Deus, mas tendo este um Espírito, havendo então uma dualidade, Imanência e Transcendência, Corpo e Alma.

A mais significativa diferença com relação ao Monoteísmo é a Impessoalidade de Deus, ou seja, Deus não é um ser antropomórfico nem mesmo psicológicamente, mas sim uma entidade totalmente distinta dos humanos, cuja natureza, meios e intenções não são expressáveis como comumente o são nas religiões monoteístas.

Um Deus Panteísta não tem uma intenção clara, e por isso no Panteísmo não ocorrem revelações.
CAUSALIDADE X CASUALIDADE
FONTE: http://www.xr.pro.br/Exeriana/Criador.html


NOTAS:

(1) Nas sociedades ocidentais, direito canônico é a lei da Igreja Católica e da Igreja Anglicana. O conceito leste-ortodoxo de direito canónico é semelhante mas não idêntico ao modelo mais legislativo e judicial do ocidente. Em ambas as tradições, um cânone é uma regra adoptada por um Concílio Ecuménico (do grego kanon/κανον, para regra ou medida); estes cânones formavam a fundação do direito canónico.

(2) Illuminati, (plural do latim illuminatus, "aquele que é iluminado"), é o nome dado a diversos grupos, alguns históricos outros modernos, reais ou fictícios. Mais comumente, contudo, o termo "Illuminati" tem sido empregado especificamente para referir-se aos Illuminati da Baviera, uma sociedade secreta da era do Iluminismo fundada em 1 de maio de 1776. Nos tempos modernos, também é usado para se referir a uma suposta organização conspiracional que controlaria os assuntos mundiais secretamente, normalmente como versão moderna ou como continuação dos Illuminati bávaros. O nome Illuminati é algumas vezes empregue como sinónimo de Nova Ordem Mundial, Muitos teóricos da conspiração acreditam que os Illuminati são os cérebros por trás dos acontecimentos que levarão ao estabelecimento de uma tal Nova Ordem Mundial, com os objetivos primários de unir o mundo numa única regência que se baseia em um modelo político onde todos são iguais.

(3) Christian von Wolff (24 de Janeiro de 1679 - 9 de Abril de 1754) foi um filósofo da universidade de Halle (sede do pietismo). Christian Wolff foi o mais importante filósofo alemão entre Leibniz e Kant. Popularizou o deísmo, Leibniz e glorificou Confúcio. Pelo seu intelectualismo, insistiu na idéia de que tudo pode ser provado, inclusive Deus e a imortalidade. Os pietistas opuseram-se fortemente às suas teorias e isto acabou levando Von Wolf a ser banido de Halle an der Saale em 1723. Após esse incidente, o filósofo trabalhou um período na universidade de Marburgo, voltando para Halle após esta tornar-se racionalista.

(4) Iluminismo, Esclarecimento ou Ilustração (deriva do latim iluminare, em alemão Aufklärung, em inglês Enlightenment, em italiano Illuminismo, em francês Siècle des Lumières ou illuminisme e em espanhol Ilustración) são termos que designam um dos mais importantes e prolíficos períodos da história intelectual e cultural ocidental.

(5) Gnosticismo (do grego Γνωστικισμóς (gnostikismós); de Γνωσις (gnosis): 'conhecimento') é um conjunto de correntes filosófico-religiosas sincréticas que chegaram a mimetizar-se com o cristianismo nos primeiros séculos de nossa era, vindo a ser declarado como um pensamento herético após uma etapa em que conheceu prestígio entre os intelectuais cristãos. De fato, pode falar-se em um gnosticismo pagão e em um gnosticismo cristão, ainda que o pensamento gnóstico mais significativo tenha sido alcançado como uma vertente heterodoxa do cristianismo primitivo.

(6) O Maniqueísmo é uma filosofia religiosa sincrética e dualística que divide o mundo entre Bem, ou Deus, e Mal, ou o Diabo. A matéria é intrinsecamente má, e o espírito, intrinsecamente bom. Com a popularização do termo, maniqueísta passou a ser um adjetivo para toda doutrina fundada nos dois princípios opostos do Bem e do Mal.

(7) Anarquismo (do grego ἀναρχος, transl. anarkhos, que significa "sem governantes", a partir do prefixo ἀν-, an-, "sem" + ἄρχή, arkhê, "soberania, reino, magistratura" + o sufixo -ισμός, -ismós, da raiz verbal -ιζειν, -izein) é uma filosofia política que engloba teorias, métodos e ações que objetivam a eliminação total de todas as formas de governo compulsório. De um modo geral, anarquistas são contra qualquer tipo de ordem hierárquica que não seja livremente aceita e, assim, preconizam os tipos de organizações libertárias.

(8) A Companhia de Jesus (em latim: Societas Iesu, S. J.), cujos membros são conhecidos como jesuítas, é uma ordem religiosa fundada em 1534 por um grupo de estudantes da Universidade de Paris, liderados pelo basco Íñigo López de Loyola, conhecido posteriormente como Inácio de Loyola. A Ordem foi reconhecida por Bula papal em 1540. É hoje conhecida principalmente por seu trabalho missionário e educacional.

(9) Clemente XIV, O rigoroso (O.F.M. Conv.) nascido Giovanni Vincenzo Antonio Ganganelli (Santarcangelo di Romagna 31 de outubro de 1705 - Roma 22 de setembro de 1774). Foi Papa de 19 de maio de 1769 ate a sua morte.Clemente XIV , Ordem dos Frades Menores, Frade Franciscano. Filho de um médico. Aos 18 anos vestiu o hábito Franciscano, sob o nome de frei Lourenço. Estudou em Roma.

(10) O deísmo é uma postura filosófico que admite a existência de um Deus criador, mas questiona a ideia de revelação divina. É uma doutrina que considera a razão como uma via capaz de nos assegurar da existência de Deus, desconsiderando, para tal fim, a prática de
alguma religião denominacional.

(11) Freiherr Adolph Franz Friedrich Ludwig Knigge nasceu em 16 de outubro de 1752 e faleceu no dia 6 de maio de 1796; foi um escritor alemão maçon e um membro dos Illuminati da Baviera.

(12) Ernesto II, duque de Saxe-Gota-Altenburgo ((30 de Janeiro de 1745–20 de abril de 1804 Gota). Foi o terceiro filho (segundo sobrevivente) de Frederico III, duque de Saxe-Gota-Altenburgo e Dorothea Luise de Saxe-Meiningen.

BIBLIOGRAFIA:

GRAND LODGE OF BRITISH COLUMBIA AND YUKON. A Bavarian Illuminati primer. http://www.freemasonry.bcy.ca/texts/illuminati.html 
RODRIGO ENOK. Os Iluministas da Bavaria [illuminati]. http://rodrigoenok.blogspot.com/2008/07/os-iluministas-da-bavria-illuminati.html 
WIKIPEDIA. Adam Weishaupt. http://pt.wikipedia.org/wiki/Adam_Weishaupt

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