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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

O ARQUITETO DO NOSSO SISTEMA SOLAR






Para compreender maiores detalhes do progresso humano, torna-se necessário estudar a relação do homem com o Grande Arquiteto do Universo - Deus - e com as Hierarquias de Seres Celestiais que se acham nos diferentes degraus da escada de Jacó, que vai do homem a Deus e mais além. É uma tarefa das mais difíceis, tendo em vista os conceitos mal definidos acerca de Deus e que existe na mente da maioria dos leitores da literatura que trata desse assunto. É certo que os nomes em si mesmos não têm maior importância, mas importa muito que saibamos o que pretendemos significar com um nome, caso contrário os mal-entendidos continuarão. Se escritores e instrutores não empregarem uma nomenclatura comum, a atual confusão tornar-se-á maior. Quando empregada a palavra “Deus” seu significado é sempre incerto; trata-se do Absoluto ou Existência Una, do Ser Supremo, que é o Grande Arquiteto do Universo, ou de Deus, que é o Arquiteto do nosso Sistema Solar. A divisão da Divindade em “Pai”, “Filho” e “Espírito Santo” é também confusa. Ainda que os Seres designados por tais nomes estejam incomensuravelmente além do homem e mereçam toda reverência e adoração que sejamos capazes de prestar ao mais elevado conceito de Divindade, Eles, contudo, são na realidade diferentes uns dos outros. Os Diagramas 6 e 11 talvez esclareçam melhor o assunto. Tenha-se porém em mente que os Mundos e Planos Cósmicos não estão acima uns dos outros, no espaço, mas que os sete Planos Cósmicos interpenetram-se uns aos outros e todos eles interpenetram os sete mundos. São estados de espírito-matéria compenetrando-se uns aos outros, pelo que Deus e os outros Grandes Seres mencionados não se encontram distantes no espaço. Eles permeiam cada parte dos seus próprios reinos e até reinos de maior densidade do que os seus próprios. Todos estão presentes em nosso mundo, e de fato “mais próximos de nós do que os nossos pés e mãos”. E uma verdade literal que “n'Ele vivemos, nos movemos e temos o nosso ser”, porque nenhum de nós pode existir fora das Grandes Inteligências que, com Sua Vida, interpenetram e sustentam o nosso mundo. Conforme exposto, a Região Etérica estende-se além da atmosfera da nossa Terra densa; o Mundo do Desejo prolonga-se no espaço para além da Região Etérica; e o Mundo do Pensamento estende-se no espaço interplanetário ainda mais que os outros. Naturalmente os mundos de substancias mais rarefeitas ocupam maior espaço do que os mundos mais densos, que se condensaram e cristalizaram. O mesmo princípio atua nos Planos Cósmicos. O mais denso deles é o sétimo (contando de cima para baixo). E representado no Diagrama como o maior de todos por ser o plano com que estamos mais relacionados, e também para indicar suas principais subdivisões. Contudo, na realidade ocupa menos espaço do que qualquer um dos outros Planos Cósmicos. Mas, apesar disso, devemos ter em mente que é incomensuravelmente vasto, para além de quanto a mente humana possa conceber. Sua amplitude abarca milhões de sistemas solares semelhantes ao nosso, campos de evolução de muitas categorias de seres cujas condições são aproximadamente idênticas às nossas. Nada sabemos dos seis planos cósmicos superiores ao nosso, Diz-se que são os campos de atividade de grandes Hierarquias de Seres de indescritível esplendor. Subindo do nosso Mundo Físico para os mundos internos e mais sutis e através dos Planos Cósmicos, vemos que Deus, o Arquiteto do nosso Sistema Solar, Fonte e Meta da nossa existência, encontra-se na mais elevada divisão do sétimo Plano Cósmico. É o Seu Mundo. Seu Reino inclui os sistemas de evolução que se processam em todos os planetas do nosso sistema - Urano, Saturno, Júpiter, Marte, Terra, Vênus e Mercúrio, bem como seus satélites. As grandes Inteligências Espirituais designadas Espíritos Planetários, que guiam essas evoluções, são também chamadas “os Sete Espíritos diante do Trono”. São Ministros de Deus, cada qual presidindo um determinado departamento do Reino de Deus - o nosso Sistema Solar. O Sol é também o campo de evolução dos mais exaltados Seres do nosso Cosmos. Unicamente eles podem suportar as tremendas vibrações solares, e por meio delas progredir. O Sol é o mais aproximado símbolo visível de Deus de que dispomos, ainda que não seja senão um véu para Aquele que está por trás. O que seja esse “Aquele”, publicamente não se pode dizê-lo. Para tentar descobrir a origem do Arquiteto do nosso Sistema Solar é preciso considerar o mais elevado dos sete Planos Cósmicos. Estamos então nos domínios do Ser Supremo, emanado do Absoluto. O Absoluto está além de toda a compreensão. Nenhuma expressão ou símile daquilo que somos capazes de conceber pode dar uma idéia adequada. Manifestação implica limitação. Portanto, o melhor modo de podermos caracterizar o Absoluto é como Ser Ilimitado, ou Raiz da Existência. Dessa Raiz da Existência - o Absoluto - procede o Ser Supremo, na aurora da Manifestação. Este é o UNO. No primeiro Capítulo de João este grande Ser é chamado Deus. Deste Ser Supremo emanou o Verbo, o FiatCriador, “sem o qual nada do que foi feito se fez”. Este Verbo é o Filho unigênito nascido do Pai (o Ser Supremo) antes de todos os mundos, mas positivamente não é o Cristo. Grande e glorioso como Cristo é, elevando-se muito acima da mera natureza humana, Ele não é esse Exaltado Ser. Certamente o Verbo se fez carne”, não no sentido limitado da carne de um corpo, mas carne de tudo quanto existe neste e em milhões de outros Sistemas Solares. O primeiro aspecto do Ser Supremo pode ser caracterizado como PODER. Deste procede o segundo aspecto, o VERBO, e de ambos procede o terceiro aspecto, o MOVIMENTO. Desse tríplice Ser Supremo procedem os Sete Grandes Logos. Estes contêm em si mesmos todas as grandes Hierarquias, as quais diferenciam-se mais e mais conforme vão se difundindo através dos vários planos cósmicos. (Veja-se o Diagrama 6). Há quarenta e nove Hierarquias no Segundo Plano cósmico; no terceiro há trezentas e quarenta e três Hierarquias. Cada uma destas é, por sua vez, capaz de divisões e subdivisões setenárias. Deste modo, no Plano Cósmico inferior, em que se manifestam os Sistemas Solares, o número de divisões e subdivisões é quase infinito. No Mundo mais elevado do sétimo Plano Cósmico habita o Deus do nosso Sistema Solar e os Deuses de todos os outros Sistemas Solares do Universo. Estes grandes Seres também são de manifestação tríplice, semelhantemente ao Ser Supremo. Seus três aspectos são: Vontade, Sabedoria e Atividade. Cada um dos sete Espíritos Planetários que procedem de Deus e têm a seu cargo a evolução da vida em um dos sete planetas, é também tríplice e diferencia em si mesmo Hierarquias Criadoras que seguem uma evolução setenária. O processo evolutivo originado por um dos Espíritos Planetários difere dos métodos de desenvolvimento empregados pelos outros. Pode-se acrescentar que, pelo menos no particular esquema planetário ao qual pertencemos, as entidades mais evoluídas nos primeiros estágios, as que alcançaram elevado grau de perfeição em evoluções anteriores, assumem as funções do Espírito Planetário original e continuam a evolução. O Espírito Planetário original retira-se de toda participação ativa, mas continua guiando os seus Regentes. Os ensinamentos que se seguem referem-se a todos os Sistemas Solares porém, atendo-nos especialmente ao Sistema particular a que pertencemos, o que vem a seguir o vidente suficientemente treinado pode comprovar por si mesmo mediante investigação pessoal na Memória da Natureza.


REFERÊNCIAS
Trecho do Livro "Conceito Rosacruz do Cosmos" Fraternidade RosaCruz 
Publicada com permissão da Senhora Max Heindel e da Fraternidade Rosacruz, associação internacional de Cristãos Místicos com sede em Oceanside, Califórnia, Estados Unidos da América do Norte.  



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