sexta-feira, 12 de junho de 2015

O QUE É SER DE DIREITA OU SER DE ESQUERDA NA POLÍTICA






REFERÊNCIAS 

https://www.facebook.com/pages/Debate/1437086523228120 https://www.facebook.com/pages/Debate/1437086523228120

https://www.facebook.com/groups/331367540218423



Antes de mais nada vamos esclarecer o que é optar pela direita e ou pela esquerda.

Como premissa geral que ser de direita significa optar pelo neoliberalismo, pelo Estado mínimo e privatizar todas as nossas estatais e cooptar deputados e senadores para aprovar medidas que prejudiquem o trabalhador e beneficiem empresários.  

Ser de esquerda significa querer um Estado mais atuante, mais forte, mais presente na solução de problemas sociais da vida privada que levam à manutenção do status quo e à desigualdade social.

Sob essa ótica, temos de reconhecer que a atuação do Estado para reduzir as desigualdades sociais, o desemprego e a pobreza só interessa às vítimas da desigualdade, aos desempregados e aos pobres.

Em outras palavras, quem já tem um bom emprego, casa, patrimônio, plano de saúde e educação paga (ou condições para obter tudo isso por conta própria trabalhando e por seus méritos profissionais ou roubando e corrompendo) não precisa do Estado e se poder vai sonegar impostos.

E se não precisa do Estado para nada, pode, perfeitamente, defender a teoria de que o Estado deve ser mínimo e interferir o menos possível na vida privada da sociedade.

Por outro lado, quem não tem nada disso, nem encontra na sociedade condições de alcançar por conta própria esses benefícios, precisa do Estado e - pelo menos em tese - compreende (porque sente na pele) a sua relevância para a superação das desigualdades.

Conclusão:

Ser de direita é um luxo. É como ter o último iphone, trocar de carro a cada seis meses ou viajar para a Europa três vezes por ano.

Ser de direita é para quem pode, não para quem quer.

Daí sucede que, com a evolução da humanidade e a superação das mazelas sociais, no futuro todos seremos de direita.

Quando ninguém mais precisar do Estado para obter moradia, saúde, educação, alimentação, emprego etc., quando o Estado retomar seu perfil liberal, não haverá mais ninguém de esquerda, lembrando, sem saudade nenhuma, de quando ainda havia gente de esquerda no mundo.

Até que isso ocorra, continuaremos a testemunhar a ascensão do novo direitista, a versão anos 2015 do “novo rico”.

Como a socialite que comenta com a amiga que “enfim a empresa do Oswaldinho decolou e saímos daquele apartamento minúsculo, horroroso.

Agora estamos bem e finalmente - finalmente! - entramos para a Nova Direita. Um alívio, querida, um alívio!”

Para o novo direitista, é absurdo e ilógico que o Estado dê moradia comida e saúde de graça para as vítimas da desigualdade os desempregados e os pobres. - 


A ESTRATÉGIA DOS DIREITISTAS É A GUERRA CONTRA O PATRIMÔNIO PÚBLICO E CONTRA AS LEIS E OS DIREITOS TRABALHISTAS.

   O capital estrangeiro imperialista e seu sócio interno, a grande burguesia brasileira, nunca aceitaram essa estratégia. Sempre escamoteando suas verdadeiras razões, golpearam o segundo governo de Vargas em nome do combate à corrupção (1954) e o governo de João Goulart (1964), para debelar o risco de implantação de uma república sindicalista e impedir o avanço do comunismo. Como sabemos, o verdadeiro motivo em todas essas ocasiões foi a eliminação dos obstáculos à plena dominação da economia brasileira, entre os quais o "estado-empresário". A ditadura militar (1964-1985) preparou o terreno para o profundo ataque que viria a seguir, especialmente a partir do governo Collor de Melo (escancarou as portas do país, eliminando o pouco de legislação protetora da economia brasileira que ainda existia e privatizou a Usiminas), Itamar Franco (privatizou a CSN) e Fernando Henrique Cardoso. Este foi fundo, completando a privatização das siderúrgicas (Vale do Rio Doce, maior exportadora de minérios do Mundo), a distribuição de energia elétrica, o sistema de telecomunicações, as rodovias, a terceirização de serviços públicos, etc. Ironicamente, FHC fora um dos formuladores da Teoria da Dependência, mas logo que assumiu o governo pediu que esquecessem o que ele escrevera e passou a cometer o que Barbosa Lima Sobrinho costumava classificar em seus artigos, de crime de lesa-pátria. A alegação dos governos privatistas, especialmente de FHC, era de que os recursos serviriam para reduzir a dívida pública e melhorar os serviços públicos. Ocorreu exatamente o contrário. As privatizações geraram em seu governo 76,61 bilhões de dólares, mas a dívida pública, que era de 60 bilhões de dólares em julho de 1994, pulou para 245 bilhões de dólares em novembro de 1998. Ou seja, o patrimônio público diminuiu e a dívida aumentou. 


REFERÊNCIAS

https://www.facebook.com/groups/331367540218423/

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