terça-feira, 8 de julho de 2014

A MITOLOGIA É UMA EXPOSIÇÃO DE TEXTOS CIFRADOS OU SIMBÓLICOS DE UMA TEORIA




A MITOLOGIA

Claro está que mitos são símbolos, e como todo e qualquer símbolo, encerram uma mensagem ou uma informação codificada, inteligível apenas para os que conhecem o código, a decodificação. Alguns São universais, outros restringem-se a uma região, porém, todos são expressões da necessidade humana de registrar e transmitir uma descoberta, um conhecimento ou uma lição. Os mitos - diz-nos Ralph M. Lewis7, ex-imperador da Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz (AMORC) -"... São criados espontaneamente ou assimilados.

Nascem para suprir uma necessidade criativa individual ou de um grupo". Creio que os mitos constituem ou consolidam a cosmovisão ou cosmoconcepção que cada indivíduo possui. A função social do mito apresenta-se bem delineada no capítulo 5 do livro "Mitos y Sociedad":8 "Cada sociedad ségun su modo de ser, concebe de una maneira peculiar su unidad, y al expressala toma consciência de su existencia;... Ni um rey, ni una bandera, ni niguma otra cosa puede ser la encarnación de un grupo como le es el mito." Ainda no mesmo parágrafo, o autor recorre a Nicholas Corte, um dos muitos autores citados na sua enciclopédica bibliografia, para explicar que "el mito fue el símbolo unificador del grupo social en cuyo seno fue elaborado. Satisfacia en ese grupo la necesidad intelectual de saber y de compreender, y servia de base a la religión. El mito mantenia de esta manera una especie de disciplina social".

Victor Jabouille (1986: 32):
"Se o logs (logos) é a linguagem da demonstração, o mnts (mito) é a
linguagem da imaginação, mesmo a linguagem da criação."

"Por outras palavras, o mito conta como, graças aos actos dos seres sobrenaturais, uma realidade teve existência, quer seja a realidade total, o Cosmo, ou apenas um fragmento: uma ilha, uma espécie vegetal, um comportamento humano, uma Instituição. É sempre uma narrativa de uma 'criação' : conta-se como qualquer coisa foi produzida, como começou a serO mito não fala senão daquilo que aconteceu realmente, naquilo que se manifestou completamente. As personagens dos mitos são seres sobrenaturais."
Erlch Fromm (1966:174): 


"O mito como o sonho, apresenta uma estória desenrolando-se no tempo e no espaço, estória essa que exprime em linguagem simbólica, idéias religiosas e filosóficas, experiências da alma em que reside o verdadeiro significado do mito. Se a gente não logra apreender o significado real do mito, fica em face de uma imagem ingênua, pré-científica do mundo e da história e, na melhor das hipóteses, um produto de uma bela imaginação poética, ou então - esta é a atitude do crente ortodoxo - a estória manifesta do mito é verídica, e tem-se de acreditar nela como um relato correto de fatos deveras ocorridos na 'realidade'."  






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RESUMO BIOGRÁFICO

FRANZ KREÜTHER GALVÃO PEREIRA, filho do escritor, professor, poeta, historiador
e arqueólogo Waldick C. Pereira Margarida Acácio Galvão Pereira. Nasceu em
Maceió-Al, em 15/10/52, no bairro de Pajuçara, e com cerca de 1 ano mudou-se com os pais
para Nova Iguaçu, no Estado do Rio de Janeiro.
Na amada terra iguaçuana viveu até os 28 anos. Serviu o Exército em 1971, na Cia. de
Comunicações da Brigada de Paraquedistas do Exército (na Vila Militar de Deodoro/RJ). Fez
Licenciatura Plena em Física na Universidade de Nova Iguaçu-UNIG, em 1979.
No Estado do Pará desde 1980, é educador da rede pública estadual, lecionando Física,
Matemática e Informática Educativa (no Dep. de Informática e Educação-SEDUC). Pósgraduado
em Educação e Problemas Regionais (UFPa) e Informática e Educação (UEPa).
É membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Nova Iguaçu, da Comissão
Paraense de Folclore, da Academia Paraense Literária Interiorana (cadeira 19), do
Instituto Paraense de Parapsicologia, entre outras instituições.
Poeta bisexto, participou de vários festivais, dentre eles o III e V Festival de Poesias do
SESC-Nova Iguaçu (3o e 8 o lugares, respectivamente), e II Concurso Nacional de Poesias
(revista “Brasília” e União Brasileira de Escritores - recebeu Menção Honrosa).
Premiado pela Academia Paraense de Letras (1o lugar-prêmio Giorgio Falângola) no
Concurso Folclore Amazônico-1993, com a obra “Painel de Lendas e Mitos da Amazônia”,
publicada pela Gráfica Falângola, 1994 (esgotada). Fez palestras sobre o aproveitamento do
lendário regional como recurso pedagógico no ensino fundamental.
Tem os seguintes trabalhos em fase de conclusão e acabamento: O Tesouro dos Cabanos
(Ficção- aventura juvenil), O Olho do Jurupari (Ficção, aventura juvenil), Lobisomem,
Matinta & Cia (“causos” recolhidos) e São Jorge & o Astronauta (contos).
·  Publicou o artigo Mamãe, me conta uma história”, para o Jornal de Ananindeua,maio
de 1996, e diversos artigos para os Boletins da Comissão Paraense de Folclore.
·  Participou do VI Concurso de Contos do Norte, promoção do Núcleo de Artes da
Universidade Federal do Pará-UFPa, com o conto “São Jorge & o Astronauta”,
selecionado e publicado na coletânea do concurso, em 1999.
·  Escreveu a orelha do livro “As Feiticeiras de Faro -Contos e Cantos” do contista e
poeta Julio Maria. Belém, 1997
FRANZ KREÜTHER PEREIRA PAINEL DE LENDAS & MITOS DA AMAZÔNIA
Trabalho premiado (1º lugar) noConcurso "Folclore Amazônico 1993" da Academia Paraense de Letras

FONTES:FONTE: Titulo original: LE LIVRE MYSTEIREUX INCONNU, Robert Lafount, 1969
LIVRARIA BERTRAND, S.A.R.L.- Lisboa
Este texto foi retirado do livro do general Couto de Magalhães “O Selvagem” da Editora Universidade de São Paulo, edição revista pelo sobrinho do autor Dr. Couto de 

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