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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

OS NETERUS E OS COMPANHEIROS DE HORUS









Após meus próprios estudos em Gizé, eu queria saber se a pesquisa de West lançara alguma dúvida sobre a datação ortodoxa de qualquer um dos outros monumentos do platô, em especial o do chamado Templo do Vale, de Khafre.

- Acho que há muita coisa que talvez seja mais antiga - respondeu ele. Não apenas o Templo do Vale, mas também o Templo Mortuário, no alto da colina, têm provavelmente alguma coisa a ver com o complexo de Menkaure e talvez mesmo com a Pirâmide de Khafre...

- O quê, no complexo de Menkaure?

- Bem, o Templo Mortuário. E na verdade estou apenas usando por conveniência agora a atribuição convencional de autoria de construção das pirâmides...

- Tudo bem. De modo que você pensa que é possível também que as pirâmides sejam tão antigas quanto a Esfinge?

- É difícil dizer. Acho que havia alguma coisa nos locais onde estão atualmente aquelas pirâmides... por causa da geometria. A Esfinge era parte de um plano-mestre. E a Pirâmide de Khafre talvez seja a mais interessante nesse aspecto, porque foi definitivamente construída em dois estágios. Se olhar para ela... e talvez tenha: notado... verá que a base consiste de várias carreiras de blocos gigantescos, semelhantes em estilo aos blocos da cantaria do núcleo do Templo do Vale. Superposto sobre a base, o resto da pirâmide é composto de material de menor dimensão, assentado com menos precisão, do ponto de vista de engenharia. Mas, quando olhamos para ela, sabendo o que procuramos, verificamos imediatamente que ela foi construída em duas etapas separadas. Quero dizer, não posso deixar de pensar que os imensos blocos da base datam de um período anterior - do tempo em que a Esfinge foi construída... e que a segunda parte foi acrescentada mais tarde... mas, mesmo nessa época, não necessariamente por Khafre. Aprofundando-se no assunto, você descobrirá que, quanto mais aprende, mais complexas se tornam as coisas. Pode até mesmo ter havido uma civilização intermediária, por exemplo, que, na verdade, corresponderia aos textos egípcios. Eles falam sobre dois longos períodos anteriores. No primeiro, o Egito foi supostamente governado por deuses... os Neterus... e, no segundo, pelos Shemsu Hor, os "Companheiros de Hórus". É por isso que digo que os problemas se tornam cada vez mais complicados. Por sorte, o fundamental permanece simples. O fundamental é que a Esfinge não foi construída por Khafre. A geologia prova que ela é muito, mas muito mais antiga...

- Não obstante, os egiptólogos recusam-se a aceitar essa conclusão. Um dos argumentos que usaram contra você... Mark Lehner fez isso... é mais ou menos o seguinte: "Se a Esfinge foi construída antes do ano 10000 a.C., então por que não pode nos mostrar o resto da civilização que a construiu?" Em outras palavras, por que não tem outra prova a apresentar sobre a presença de sua lendária civilização perdida, à parte algumas estruturas no platô de Gizé? O que é que me diz disso?

- Em primeiro lugar, há estruturas fora de Gizé... como, por exemplo, o Osireion, em Abidos, de onde você acaba de vir. Achamos que esse espantoso edifício pode relacionar-se com nosso trabalho sobre a Esfinge. Mesmo que o Osireion não existisse, contudo, a falta de outras provas não me incomodaria. Quero dizer, para dar destaque ao fato de que prova confirmatória adicional não foi encontrada ainda e para usar essa circunstância para acabar uma discussão, é a mesma coisa que dizer a Magalhães: "Onde estão os outros caras que fizeram a volta do mundo?" Claro, isso não prova nada. Ou, em 1838, quando foi encontrado o primeiro osso de dinossauro, teriam dito: "Claro, não há essa tal coisa de um animal gigantesco extinto. Onde está o resto do esqueleto? Só encontraram um osso." Mas logo que algumas pessoas começaram a compreender que esse osso só podia ser de um animal extinto, nos vinte anos seguintes os museus do mundo se encheram de esqueletos completos de dinossauros. De modo que a coisa é mais ou menos assim. Ninguém se preocupou em procurar nos lugares certos. Tenho absoluta certeza de que outras provas serão encontradas, logo que algumas pessoas começarem a procurar nos lugares certos... ao longo das margens do antigo Nilo, por exemplo, que está a quilômetros do Nilo atual, ou mesmo no fundo do Mediterrâneo, que ficou seco durante a última Era Glacial.

O Problema da Transmissão

Perguntei a John West por que ele pensava que os egiptólogos e os arqueólogos tinham tanta má vontade em pensar em que a Esfinge pudesse ser uma pista para a existência de um episódio esquecido na história humana.
- A razão, acho, é que eles têm uma idéia fixa sobre a evolução linear da civilização. Acham difícil aceitar a idéia de que possa ter havido povos, há mais de doze mil anos, que eram mais sofisticados do que somos hoje... A Esfinge, e a geologia que lhe prova a antiguidade, e o fato de que a tecnologia requerida para construí-Ia está, de muitas maneiras, muito além de nossa própria capacidade, desmentem a crença em que civilização e tecnologia evoluíram de forma direta, linear... Isso porque, mesmo com a melhor tecnologia moderna, praticamente não poderíamos realizar as várias tarefas envolvidas no projeto. A própria Esfinge não é uma façanha assombrosa nesse particular. Quero dizer, se conseguirmos juntar escultores em número suficiente para cortar a pedra, eles poderiam esculpir uma estátua de um quilômetro e meio de comprimento. A tecnologia teve a ver com escolher as pedras, extrair as pedras das pedreiras, libertar a Esfinge de seu leito rochoso e, em seguida, usá-las para construir o Templo do Vale a uns duzentos metros de distância...
Isso era novidade para mim.

- Você quer dizer que os blocos de duzentas toneladas do Templo do Vale foram extraídos do espaço fechado da Esfinge?

- Isso mesmo, não há a menor dúvida a esse respeito. Geologicamente, pertencem ao mesmo tipo de rocha. Os blocos foram extraídos e levados para o local do Templo... só Deus sabe como... e com eles construídas paredes de doze metros de altura... mais uma vez, só Deus sabe como. Estou falando dos imensos blocos de pedra calcária do núcleo, não do revestimento de granito. Acho que o granito foi acrescentado muito tempo depois, possivelmente por Khafre. Mas se examinar os blocos de pedra calcária do núcleo, verá que eles têm as marcas de exatamente o mesmo tipo de intemperismo induzido por precipitação pluviométrica, tal como as marcas encontradas na Esfinge. De modo que a Esfinge e a estrutura do núcleo do Templo do Vale foram feitas na mesma época, pelas mesmas pessoas... quem quer que possam ter sido.
- E você acha que essas pessoas e os egípcios dinásticos posteriores foram ligados entre si de alguma maneira? No Serpent in the Sky você sugere que uma herança deve ter sido passada adiante...
- Isso ainda é uma sugestão. Tudo que sei com certeza, com base em nosso trabalho sobre a Esfinge, é que uma civilização muito, muitíssimo sofisticada, capaz de implementar projetos de construção em escala grandiosa, esteve presente no Egito em passado muito distante. Em seguida, caiu muita chuva. Milhares de anos depois, no mesmo lugar, a civilização faraônica surgiu inteiramente formada, aparentemente saindo do nada, com todos os seus conhecimentos completos. Disso podemos ter certeza. Mas se ou não o conhecimento que o Egito antigo possuía era o mesmo que o conhecimento que produziu a Esfinge, não posso realmente dizer.

- O que é que você acha da seguinte idéia? A civilização que produziu a Esfinge não teve origem aqui, pelo menos não no início... - especulei. - Ela não se localizava no Egito. Ela colocou aqui a Esfinge como uma espécie de marco ou posto avançado...

- Inteiramente possível. Poderia acontecer que a Esfinge, para essa civilização, fosse igual, digamos, ao que Abu Simbel (na Núbia) foi para o Egito dinástico.

- Nesse caso, essa civilização chegou ao fim, extingui-se devido a alguma catástrofe terrível, e foi nessa ocasião que a herança de altos conhecimentos passou a outras mãos... Uma vez que tinham deixado aqui a Esfinge, sabiam da existência do Egito, conheciam este lugar, conheciam este país, tinham uma ligação aqui. Talvez esse povo tenha sobrevivido ao fim da civilização. Talvez eles tenham vindo para cá... Isso faz sentido para você?

- Bem, é uma possibilidade. Mais uma vez, voltando às mitologias e lendas do mundo, muitas delas falam em uma catástrofe como essa e de poucos sobreviventes... a história de Noé, que se repetiu através de civilizações incontáveis... que, de uma ou de outra maneira, conservaram e transmitiram a outros esse conhecimento. O grande problema com tudo isso, de meu ponto de vista, é o processo de transmissão da herança: como, exatamente, o conhecimento é passado de uma mão a outra durante milhares e milhares de anos, entre a construção da Esfinge e o florescimento do Egito dinástico? Teoricamente, estamos numa espécie de beco sem saída... você não está?... no que interessa a esse enorme período em que os conhecimentos foram transmitidos. Não é fácil descartar essa conclusão. Por outro lado, sabemos, de fato, que as lendas que estamos mencionando foram transmitidas, palavra por palavra, ao longo de incontáveis gerações e, na verdade, a transmissão oral é um meio muito mais seguro de transmissão do que a escrita, porque a linguagem pode mudar, mas enquanto quem estiver contando a história disser que ela é verdadeira, em qualquer que seja a linguagem do tempo... ela reaparece 5.000 anos depois em sua forma original. De modo que, talvez haja maneiras... em sociedades secretas e cultos religiosos, ou através da mitologia, por exemplo, em que os conhecimentos poderiam ter sido preservados e transmitidos antes de voltar a florescer. O importante, acho, com problemas tão complexos e importantes como esses, é simplesmente não descartar quaisquer possibilidades, por mais absurdas que possam inicialmente parecer, sem investigá-las profundamente...

Segunda Opinião

John West estava em Lúxor, chefiando um grupo de estudo sobre os sítios arqueológicos sagrados do Egito. Cedo no dia seguinte, ele e seus estudantes dirigiram-se para Assuã e Abu Simbel, no sul. Santha e eu viajamos novamente para o norte, de volta a Gizé e aos mistérios da Esfinge e das pirâmides. Íamos nos encontrar com o árqueo-astrônomo Robert Bauval. Conforme veremos, suas correlações estelares proporcionaram surpreendente confirmação, independente da prova geológica, da imensa antiguidade de Gizé.


PESQUISA:
TRECHO DO LIVRO AS DIGITAIS DOS DEUSES
Grahan Hanckok
Tradução de RUY JUNGMANN
EDITORA RECORD
2001

RÁ O DEUS DO SOL (O MORADOR DE SIRIUS)








A Comitiva do Sol e o Morador de Sírius

Claro, a capacidade de reconhecer e definir em mitos eras mundiais ocasionadas pela precessão implica que os antigos egípcios possuíam uma astronomia de observação mais apurada, e uma compreensão mais sofisticada da mecânica do sistema solar do que a creditada a qualquer povo até então. Não há dúvida de que conhecimento desse calibre, se existiu absolutamente, teria sido levado em alta conta pelos antigos egípcios, que o transmitiriam, de forma secreta, de uma geração a outra. Na verdade, teria sido considerado entre os maiores conhecimentos arcanos confiados à guarda da elite sacerdotal em Heliópolis e passado adiante principalmente sob a forma de tradição oral e iniciática. Se, por acaso, tivesse entrado nos Textos da Pirâmide, não seria provável que sua forma fosse velada em metáforas e alegorias?
Cruzei lentamente o chão empoeirado da câmara da tumba, da pirâmide de Unas, notando o ar muito parado, lançando ao mesmo tempo os olhos para as desmaiadas inscrições em azul e dourado. Em linguagem codificada, vários milênios antes de Copérnico e Galileu, algumas das passagens gravadas nessas paredes pareciam oferecer pistas para a verdadeira natureza heliocêntrica do sistema solar.
Em uma delas, por exemplo, Rá, o Deus Sol, é mostrado sentado no trono de ferro, cercado por deuses menores, que se moviam constantemente em volta dele e que ali se diz que formam sua "comitiva”. De forma parecida, em outro trecho, insiste-se com o faraó morto que "se ponha de pé à frente de duas metades do céu e pense bem nas palavras dos deuses, dos anciãos, que revolvem em torno de Rá".
Se ficasse provado que os "anciãos" e os "deuses circundantes" que revolviam em torno de Rá eram partes de uma terminologia que se referia aos planetas de nosso sistema solar, os autores originais dos Textos da Pirâmide deveriam forçosamente ter tido acesso a alguns dados astronômicos notavelmente avançados. Eles deviam ter sabido que a terra e os planetas revolviam em torno do sol, e não o contrário. O problema criado por essa possibilidade é que nem os antigos egípcios em nenhum estágio de sua história, nem mesmo seus sucessores, os gregos e, por falar nisso, tampouco os europeus até a Renascença, possuíam dados cosmológicos de qualquer coisa que se aproximasse dessa qualidade. Como, por conseguinte, poderia a presença desses dados ser explicada em composições escritas que datavam do alvorecer da civilização egípcia?

Outro mistério (talvez correlato) diz respeito à estrela Sírius, que os egípcios identificavam com Ísis, a irmã e esposa de Osíris e mãe de Hórus. Em uma passagem dirigida ao próprio Osíris, declaram os Textos da Pirâmide:

Tua irmã Ísis vem a ti, rejubilando-se em seu amor por ti. Tu a colocas sobre ti, teu membro nela penetra e ela torna-se grande com filho, como a estrela Sept [Sírius, a estrela cão], Hórus-Sept sai de ti sob a forma de Hórus, que habita em Sept.

Numerosas interpretações dessa passagem são, claro, possíveis. O que me intrigava, porém, era a clara implicação de que Sírius devia ser considerado como uma entidade dual, comparável, de alguma maneira, a uma mulher "grande com filho". Além do mais, após ter nascido (ou saído) essa criança, o texto toma um cuidado especial em nos lembrar que Hórus continuou a "habitar em Sept", presumivelmente sugerindo que ele permaneceu ligado à mãe.

Sírius é uma estrela incomum. Ponto brilhante de luz, especialmente visível nos meses de inverno nos céus noturnos do hemisfério Norte, consiste de um sistema estelar binário, ou melhor, ela é, na verdade, como sugerem os Textos da Pirâmide, uma "entidade dual". A maior componente da dupla, Sírius-A, é a que vemos. Sírius-B, por outro lado - a estrela anã que revolve em torno de Sírius A -, é absolutamente invisível a olho nu. Sua existência só se tornou conhecida da ciência ocidental em 1862, quando o astrônomo americano Alvin Clark observou-a, usando um dos maiores e mais modernos telescópios da época. De que maneira poderiam os escribas que gravaram os Textos da Pirâmide ter obtido a informação de que Sírius era duas estrelas em uma?

Eu sabia que no The Sirius Mistery, um livro importante publicado em 1976, seu autor americano, Robert Temple, dera algumas respostas extraordinárias a essa pergunta. Seu estudo concentrou-se nas crenças tradicionais da tribo dogon, na África Ocidental - em crenças nas quais o caráter binário de Sírius era especificamente descrito e onde o número de 50 anos era dado para o período da órbita de Sírius-B em torno de Sírius-A. Temple argumentou convincentemente que essa informação técnica de alta qualidade fora passada aos dogon pelos antigos egípcios, através de um processo de difusão cultural, e que era para eles que deveríamos nos voltar para a solução do mistério de Sírius. Concluiu ele ainda que os antigos egípcios deveriam ter recebido a informação de seres inteligentes oriundos da região de Sírius.

Tal como Temple, eu começara a desconfiar que os elementos mais avançados e sofisticados da ciência egípcia só faziam sentido se entendidos como parte de uma herança. Mas, ao contrário de Temple, não via razão urgente para atribuir a herança a extraterrestres. Na minha opinião, o conhecimento sobre a estrela anômala que os sacerdotes de Heliópolis aparentemente possuíam era explicado, de forma mais plausível, como o legado de uma civilização humana perdida que, na contramão da história, atingira um alto nível de avanço tecnológico na antiguidade remota. Parecia-me que a construção de um instrumento capaz de detectar Sírius-B talvez não tivesse estado além da engenhosidade dos exploradores e cientistas desconhecidos que haviam desenhado os notáveis mapas do mundo pré-histórico discutidos na Parte I. Tampouco isso teria sido difícil para os astrônomos e calculadores do tempo que legaram aos antigos maias um calendário de espantosa complexidade, um banco de dados sobre os movimentos de corpos celestes que só podia ter sido produto de milhares de anos de observações anotadas com precisão, e uma facilidade com números muito grandes que pareciam mais apropriados às necessidades de uma sociedade tecnológica complexa do que às de um "primitivo" reino na América Central.

TRECHO DO LIVRO AS DIGITAIS DOS DEUSES
Grahan Hanckok

Tradução de RUY JUNGMANN
EDITORA RECORD
2001

OS EGÍPCIOS NÃO CONSTRUÍRAM A ESFINGE?







"Os egiptólogos", diz John West, "são as últimas pessoas no mundo a estudar qualquer anomalia.”
Claro, são numerosas as anomalias no Egito. A anomalia a que West se referia nessas palavras era a das pirâmides da Quarta Dinastia: anomalia por causa do que acontecera durante as Terceira, Quinta e Sexta Dinastias. A Pirâmide Escalonada de Zóser, em Saqqara (Terceira Dinastia), é uma estrutura imponente, mas foi construída com blocos relativamente pequenos, fáceis de manusear, que cinco ou seis homens trabalhando juntos poderiam carregar, e suas câmaras internas são estruturalmente defeituosas. As pirâmides das Quinta e Sexta Dinastias (embora adornadas na parte interna com os belos Textos da Pirâmide) tiveram uma construção medíocre e desmoronaram de forma tão completa que, hoje, quase todas pouco mais são do que montes de entulho. As pirâmides da Quarta Dinastia, em Gizé, porém, foram maravilhosamente bem construídas e vêm suportando, mais ou menos intactas, a passagem de milhares de anos.
West achava que os egiptólogos deviam ter dado maior atenção a essa seqüência de fatos ou, melhor, suas implicações.
- Há uma discrepância no cenário que fala em "construir pirâmides medíocres, estruturalmente defeituosas, e, de repente, construir pirâmides absolutamente inacreditáveis, que são, estruturalmente, as coisas mais incríveis já concebidas pelo homem e, logo em seguida, voltar a pirâmides estruturalmente medíocres". Isso não faz sentido. O cenário paralelo na indústria automobilística, digamos, seria inventar e construir o Ford Modelo-T, e, em seguida, subitamente, inventar e construir um Porsche 93, fabricar apenas alguns deles e, logo depois, esquecer como fazer isso e voltar a produzir o Ford Modelo-T. Civilizações não funcionam dessa maneira.
- O que é que você está querendo dizer com isso? - perguntei. - Está dizendo que as pirâmides da Quarta Dinastia não foram absolutamente construídas por ela?
- Minha intuição é que não foram. Elas em nada se parecem com as mastabas que estão à sua frente. Tampouco parecem com qualquer outra estrutura da Quarta Dinastia... Elas não parecem se encaixar...
- E também não a Esfinge?
- Também, não. Mas a grande diferença é que não temos de confiar em nossas intuições no que se refere à Esfinge. Podemos provar que ela foi construída muito antes da Quarta Dinastia...

John West

Santha e eu nos tornamos fãs de John Anthony West desde que começamos a viajar pelo Egito. Seu guia, The Traveller's Key, foi uma introdução brilhante e indispensável aos mistérios dessa terra antiga, e ainda o levamos para toda parte. Simultaneamente, seus livros eruditos, notadamente Serpent in the Sky, abriu-nos os olhos para a possibilidade revolucionária de que a civilização egípcia - com os múltiplos vislumbres que fornece de uma ciência muito adiantada, que não poderia existir naquele tempo - talvez não tivesse se desenvolvido exclusivamente nos confins do Vale do Nilo, mas pudesse ter sido legado de uma civilização anterior, mais avançada e ainda não identificada, anterior por milênios ao Egito dinástico e a todas as demais civilizações conhecidas".
Alto e de porte atlético, West está em princípios da casa dos 60 anos. Cultivando uma barba branca bem aparada, encontrei-o usando traje safári e um excêntrico capacete de cortiça tipo século XIX. Tem maneiras jovens e enérgicas e uma faísca brincalhona nos olhos.
Estávamos nesse momento sentados no convés superior de um barco de cruzeiro do Nilo, ancorado ao largo de Lúxor, a apenas alguns metros rio abaixo do Winter Palace Hotel. A oeste, do outro lado do rio, um enorme sol vermelho, distorcido pela refração atmosférica, estava justamente se pondo por trás dos penhascos do Vale dos Reis. A nossa direita estendiam-se as ruínas devastadas mas nobres dos templos de Lúxor e Karnak. Abaixo de nós, transmitidas através do casco do barco, sentíamos as pequenas pancadas e o fluxo da água, rolando em seu curso na direção do distante delta.
West apresentou inicialmente sua tese, sobre uma Esfinge mais antiga do que se pensava, no Serpent in the Sky, uma exposição exaustiva do trabalho do matemático francês R. A. Schwaller de Lubicz. As pesquisas realizadas por Schwaller no Templo de Lúxor entre 1937 e 1952 desencavaram prova matemática, sugerindo que a ciência e cultura egípcias haviam sido muito mais avançadas do que pensavam os estudiosos modernos. Não obstante, como observara West, a prova tinha sido apresentada em linguagem difícil de compreender, complexa, e sem nenhuma concessão ao leitor... Poucos leitores se sentiam confortáveis com o Schwaller puro. Era a mesma coisa que tentar entrar em física de alta energia sem um cuidadoso estudo preliminar.
Os principais livros de Schwaller, ambos publicados originariamente em francês, são o maciço Temple de l'Homme, em três volumes, que se concentra em Lúxor, e o mais geral Roi de la théocratie Pharoanique. Nesta última obra, traduzida para o inglês com o título Sacred Science, Schwaller faz, de passagem, referência às imensas inundações e chuvas que devastaram o Egito no undécimo milênio a.C. Quase como se fosse um segundo pensamento, ele acrescentou:

Uma grande civilização deve ter precedido as grandes precipitações pluviométricas sobre o Egito, o que nos leva a supor que a Esfinge já existia, esculpida na rocha do penhasco oeste de Gizé - uma esfinge cujo corpo leonino, com exceção da cabeça, demonstra sinais incontestáveis de erosão pela água.

Enquanto escrevia o Serpent, West ficou impressionado com a possível significação dessa observação e resolveu aprofundá-la:
- Compreendi que, se pudesse provar empiricamente essa observação de Schwaller, feita de passagem, teria prova definitiva da existência de uma alta civilização, ainda não identificada, na distante antiguidade.
- Por quê?
- Uma vez provado que a água foi o agente que corroeu a Esfinge, a solução é de uma simplicidade quase infantil. Ela poderia ser explicada a qualquer leitor do National Enquirer ou do News of the World. Seria de uma simplicidade que até um débil mental poderia entender... Pensa-se que a Esfinge foi construída por Khafre no ano 2500 a.C., mas, desde o início dos tempos dinásticos, digamos, do ano 3000 a.C. em diante, simplesmente não houve chuva suficiente no platô de Gizé para ter causado a erosão, muito extensa, observada em todo o corpo da Esfinge. Temos realmente que retroagir a antes do ano 10000 a.C. para encontrar um clima úmido o suficiente no Egito para explicar intemperismo desse tipo e nessa escala. Daí, portanto, a Esfinge deve ter sido construída antes do ano 10000 a.C. e, desde que é uma obra de arte maciça, sofisticada, é lógico também que deve ter sido construída por uma civilização avançada.
- Mas, John - perguntou Santha -, como é que você pode ter tanta certeza de que o intemperismo foi causado por água de chuva? Os ventos do deserto não poderiam ter feito também o mesmo trabalho? Afinal de contas até egiptólogos ortodoxos admitem que a Esfinge existe há quase 5.000 anos. Esse período não é suficientemente longo para que esses efeitos tenham sido causados por erosão eólica?
- Naturalmente, essa foi uma das primeiras possibilidades que tive de excluir. Só se conseguisse demonstrar que areia abrasiva soprada pelo vento não poderia, de maneira alguma, ter posto a Esfinge na sua atual situação, haveria alguma razão para estudar mais a fundo as implicações da erosão pela água.

A Geologia de Robert Schoch: Solucionando o Enigma da Esfinge

Descobriu-se que uma questão importante dizia respeito à profunda vala que cerca o monumento por todos os lados.
- Uma vez que a Esfinge repousa em um lugar raso - prosseguiu West -, a areia se empilha até a altura de seu pescoço em questão de algumas décadas, se nada for feito... E ela foi, com grande freqüência, deixada ao abandono durante os tempos históricos. Na verdade, graças a uma combinação de referências textuais e extrapolações históricas, é possível provar que, durante os 4.500 anos transcorridos desde que teria sido aparentemente construída por Khafre, ela esteve enterrada até o pescoço por nada menos que 3.300 anos". Isso significa que, durante todo esse tempo, só houve um total cumulativo de mil anos, no qual o corpo esteve sujeito à erosão eólica. Durante todo o resto do tempo, ela esteve protegida dos ventos do deserto por um enorme lençol de areia. O importante é que, se a Esfinge tivesse sido realmente construída por Khafre, no Velho Reino, e se a erosão pelo vento fosse capaz de infligir tal dano em um período de tempo tão curto, então as demais estruturas do Velho Reino nessa área, construídas com a mesma pedra calcária, deveriam demonstrar efeitos semelhantes de intemperismo. Mas nenhuma delas mostra isso... você sabe, tumbas inconfundivelmente do Velho Reino, cheias de hieróglifos e inscrições... nenhuma delas exibe o mesmo tipo de intemperismo que a Esfinge.
Na verdade, nenhuma. O professor Robert Schoch, geólogo da Universidade de Boston e especialista em erosão de rochas que desempenhou papel decisivo na validação da prova de West, convenceu-se da razão desses estragos. O intemperismo exibido pela Esfinge - e pelas paredes do espaço fechado cortado na rocha - não foi causado absolutamente pela abrasão do vento, mas por milhares de anos de chuvas torrenciais, em longas eras antes do estabelecimento do Velho Reino.
Tendo convencido seus colegas na Convenção da Sociedade Geológica da América, realizada em 19924, Schoch explicou em seguida suas descobertas a uma platéia muito mais ampla e eclética (incluindo egiptólogos), na reunião anual de 1992, da Associação Americana pelo Progresso da Ciência (AAAS). Começou ele dizendo aos delegados que "o corpo da Esfinge e as paredes da vala onde ela se encontra estão profundamente corroídos, com efeitos de intemperismo... Essa erosão tem alguns metros de largura em alguns lugares, pelo menos nas paredes. Ela é muito profunda, muito antiga em minha opinião, e exibe um perfil ondulado e contínuo... ".
Essas ondulações são facilmente reconhecíveis por especialistas em estratigrafia e paleontologia como tendo sido causadas por "intemperismo induzido por precipitação pluviométrica". Como indicam as fotografias da Esfinge e do espaço fechado, feitas por Santha, esse tipo de intemperismo assume a forma clara de uma combinação de profundas fissuras verticais e entalhes côncavos ondulantes e horizontais - "um exemplo de livro de texto escolar", nas palavras de Schoch, "do que acontece a uma estrutura de pedra calcária se castigada por chuva durante milhares de anos... Foi claramente a precipitação de chuva que causou esses aspectos de erosão".
A erosão por vento/areia apresenta um perfil muito diferente de canais horizontais de bordas nítidas, seletivamente abertos, nas camadas mais macias da rocha afetada. Em nenhuma circunstância, pode causar as fissuras verticais, especialmente visíveis no muro do espaço fechado onde está a Esfinge. Elas só poderiam ser "formadas por água descendo pelo muro", o resultado de chuva em volume imenso, caindo em cascata sobre a ladeira do platô de Gizé e penetrando no espaço fechado da Esfinge embaixo. "A chuva atacou os pontos fracos da rocha", explicou Schoch, "e neles abriu fissuras de alto a baixo - prova clara para mim, como geólogo, de que esse aspecto de erosão foi causado por chuvas."
Embora obscurecido em alguns lugares por blocos instalados por numerosos restauradores durante milênios, a mesma observação se aplica às estrias fundas, ondulantes, verticais, que correm por todo o comprimento do corpo da Esfinge.
Mais uma vez, esses resultados são característicos de intemperismo causado por chuva, porque apenas longos períodos de chuvas pesadas, martelando as partes superiores da imensa estrutura (e descendo em cascata pelos lados) poderiam ter produzido esses efeitos. A confirmação vem do fato de que a pedra calcária onde foi esculpida a Esfinge não tem composição uniforme, mas consiste de uma série de camadas duras e moles, nas quais algumas das rochas mais duráveis resistem mais do que as menos duráveis. Esse perfil simplesmente não poderia ter sido produzido por erosão eólica (que teria cortado seletivamente as camadas mais moles da rocha), mas seria "inteiramente consistente" com intemperismo induzido por precipitação pluviométrica, caso em que água, água de chuva, desce batendo. As rochas localizadas na parte superior do monumento são mais duráveis, mas se encontram também em profundidade maior do que as menos duráveis nas seções mais protegidas.
No seu sumário na reunião da AAAS, concluiu Schoch:

É bem sabido que o espaço fechado onde se encontra a Esfinge enche-se de areia com grande rapidez, em uma questão de décadas, nas condições desérticas do Saara. E a areia tem de ser removida periodicamente. E isso vem acontecendo desde tempos antigos. Ainda assim, observa-se esse perfil dramático ondulado de erosão nos muros do espaço fechado da Esfinge... Em termos simples, portanto, o que estou sugerindo é que esse perfil ondulado, esses aspectos vistos no corpo e na vala da Esfinge, retroagem a um período muito antigo, quando havia mais precipitação pluviométrica nessa área, mais umidade, mais chuva no platô de Gizé".

Como ele próprio reconheceu, Schoch não foi o primeiro geólogo a notar o "anômalo intemperismo induzido por precipitação pluviométrica no núcleo do corpo da Esfinge". Ele foi, porém, o primeiro a participar de um debate público sobre as imensas implicações históricas desse intemperismo. A atitude que adotou foi a de preferir ficar adstrito à geologia:

Disseram-me um sem-número de vezes que os povos do Egito, tanto quanto sabemos, nem tinham a tecnologia nem a organização social necessárias para esculpir o núcleo do corpo da Esfinge nos tempos pré-dinásticos... Não vejo nisso, porém, nenhum problema para mim como geólogo. Não estou querendo transferir o ônus para ninguém, mas cabe realmente aos egiptólogos e arqueólogos descobrir quem a esculpiu. Se meus fatos estão em conflito com suas teorias sobre o aparecimento da civilização, então talvez seja oportuno que eles reavaliem a teoria. Não estou dizendo que a Esfinge foi esculpida por atlantes, por marcianos, ou por outros extraterrestres. Estou simplesmente seguindo a ciência aonde ela me leva, e ela me leva a concluir que a Esfinge foi construída muito mais cedo do que se pensava antes...

Civilizações Lendárias

Quanto tempo antes?
John West contou-nos que ele e Schoch estão empenhados em um debate cordial sobre a idade da Esfinge:
- Schoch situa a data em algum período entre os anos 5000 e 7000 a.C., no mínimo, [a época do período Subpluvial Neolítico], principalmente por assumir a opinião mais cautelosa permitida pelos dados de que dispõe. Como professor de geologia de uma grande universidade, ele é quase obrigado a adotar uma postura conservadora... e é verdade que houve chuvas entre os anos 7000 e 5000 a.C. Não obstante, por uma grande variedade de razões intuitivas e acadêmicas, acho que a data é muito, mas muito mais antiga e que a maior parte do intemperismo sofrido pela Esfinge ocorreu no período chuvoso anterior, antes do ano 10000 a.C... Para ser franco, se ocorreu em uma época relativamente recente, como 5000 a 7000 a.C., acho que teríamos provavelmente encontrado outras provas da civilização que a esculpiu. Um bocado de provas desse período foi encontrado no Egito. Nelas há algumas anomalias estranhas, reconheço, mas a maior parte dela... o grosso delas... é realmente muito rudimentar.
- Nesse caso, quem construiu a Esfinge, se não foram os egípcios pré-dinásticos?
- Minha conjectura é de que todo esse enigma está ligado, de alguma maneira, àquelas civilizações lendárias mencionadas em todas as mitologias do mundo. Você sabe quais são: as que dizem que houve grandes catástrofes, que alguns homens sobreviveram, andaram vagueando pela terra e que um pouco de conhecimento foi preservado aqui, outro tanto acolá... Meu palpite é que a esfinge está ligada a tudo isso. Se fosse desafiado a fazer uma aposta, eu diria que é anterior ao fim da última Era Glacial e, provavelmente, mais antiga do que 10.000 anos a.C., talvez até mais antiga do que 15.000 anos a.C. Minha convicção... na verdade, mais do que uma convicção... é de que ela é imensamente velha.
E era também uma convicção que eu compartilhava cada vez mais - e, lembrei a mim mesmo, uma que a maioria dos egiptólogos do século XIX havia também aceitado. Não obstante, a aparência da Esfinge era um argumento contra essas intuições, porquanto não havia dúvida de que sua cabeça parecia convencionalmente faraônica.
- Se ela é tão velha quanto você pensa - perguntei nesse momento a John -, de que modo explica que os escultores a tenham apresentado usando o adereço nemes de cabeça e a uraeus dos tempos dinásticos?
- Esse fato não me incomoda. Na verdade, como você sabe, egiptólogos alegam que a face da Esfinge lembra a face de Khafre... a única razão por que eles alegam que a estátua foi mandada esculpir por ele. Schoch e eu estudamos esse assunto com o maior cuidado. Pensamos, à vista das proporções da cabeça em relação ao resto do corpo, que ela foi reesculpida durante os tempos dinásticos e é por esse motivo que ela parece muito dinástica. Mas não pensamos que houvesse a intenção de representar Khafre. Como parte de nossa pesquisa em andamento sobre essas questões, pedimos ao tenente Frank Domingo, artista especializado em retratos falados do Departamento de Polícia de Nova York, que viesse até aqui e que fizesse comparações, ponto por ponto, entre a face da Esfinge e a face da estátua de Khafre conservada no Museu do Cairo. A conclusão dele foi que de nenhuma maneira houve intenção de que a Esfinge representasse Khafre. Não se trata apenas de a face ser diferente... ela é, provavelmente, de uma raça diferente. Trata-se, portanto, de um monumento muito antigo, que foi reesculpido em data muito posterior. Originariamente, talvez nem mesmo tivesse uma face humana. Talvez tenha começado com um focinho de leão, e não só com o corpo.

FONTE DE PESQUISA: Trecho do Livro As "Digitais dos Deuses" Autor Grahan Hanckok

BabeI Mexicana





BabeI Mexicana

Abandonando Tula na direção sudeste, contornamos a Cidade do México, percorrendo uma série de vias expressas que nos levaram, arrastando-nos, até as bordas da poluição da capital, que faz os olhos lacrimejarem e os pulmões arderem. Prosseguindo na viagem, chegamos às montanhas cobertas de pinheiros, deixando para trás o cume nevado do Popocatepetl e daí seguindo por pistas orladas de árvores através de campos e fazendas.
Em fins da tarde, chegamos a Cholula, uma sonolenta cidadezinha de 11.000 habitantes e espaçosa praça central. Após virar para leste através de ruas estreitas, cruzamos trilhos de estrada de ferro e paramos à sombra da tlahchiualtepetl, a "montanha feita pelo homem", que era o objetivo de nossa visita.
Outrora consagrado ao culto pacífico de Quetzalcoatl, mas, nesse momento, tendo no alto uma ornamentada igreja católica, esse imenso edifício foi classificado entre os projetos de engenharia mais extensos e ambiciosos jamais empreendidos em qualquer local no mundo antigo. Na verdade, com uma área de 18ha e altura de 64m, é três vezes mais maciço do que a Grande Pirâmide do Egito. Embora com os contornos tornados indistintos pela idade e os lados cobertos por relva densa, era ainda possível reconhecer que a construção fora outrora um zigurate imponente, que subia para os céus em quatro "degraus" de ângulos bem nítidos. Medindo quase meio quilômetro ao longo de cada lado da base, a estrutura conseguira, apesar de tudo, preservar uma beleza digna, ainda que violada.
O passado, embora muitas vezes seco e lacônico, raramente é estúpido. Ocasionalmente, pode expressar-se em termos apaixonados. E me pareceu que isso acontecia nesse local, prestando testemunho da degradação física e psicológica imposta aos povos nativos do México quando o conquistador espanhol, Hernán Cortés, quase displicentemente, "decapitou uma cultura, da mesma forma que um transeunte pode cortar a flor de um girassol". Em Cholula, que fora outrora um grande centro de peregrinação, com uma população de cerca de 100.000 almas por ocasião da conquista, a decapitação de tradições e estilos de vida antigos exigiram que um ato especialmente humilhante fosse praticado contra a montanha artificial de Quetzalcoatl. A solução foi achatar e profanar o templo que outrora se erguera no cume do zigurate e substituí-Io por uma igreja.
Embora Cortés e seus homens fossem poucos e os cholulanos muito numerosos, ao entrarem na cidade, o conquistador e sua gente contavam com uma grande vantagem: barbudos e de pele clara, usando armaduras brilhantes, eles pareciam a realização de uma profecia - não fora sempre prometido que Quetzalcoatl, a Serpente Emplumada, voltaria "do mar do Leste" com sua tropa de seguidores?
Devido a tal expectativa, os ingênuos e confiantes cholulanos permitiram que os conquistadores subissem os degraus do zigurate e entrassem no grande pátio do templo, onde receberam as boas-vindas de moças alegremente vestidas, cantando e tocando instrumentos, enquanto outros nativos andavam de um lado para o outro trazendo travessas de pão e carnes finas cozidas.
Um dos historiadores espanhóis, testemunha ocular dos acontecimentos que se seguiram, menciona o povo da cidade, a adoração nos olhos de pessoas de todas as situações sociais, "desarmados, de rostos ansiosos e felizes, reunidos ali para ouvir o que os homens brancos iriam dizer". Compreendendo à vista dessa inacreditável recepção que seus intuitos sequer eram objeto de suspeita, os espanhóis cerraram fileiras, colocaram guardas em todas as entradas, sacaram suas armas de aço e assassinaram seus anfltriões. Seis mil nativos morreram nesse massacre horripilante, comparável em selvageria aos rituais mais sanguinolentos dos astecas. "Os moradores de Cholula foram tomados de surpresa. Sem armas ou escudos, receberam os espanhóis. Ainda que desarmados, foram massacrados sem aviso. Foram assassinados em um ato de pura deslealdade." Era irônico, pensei, que os conquistadores, no Peru e no México, tivessem tirado proveito, da mesma maneira, de lendas locais que profetizavam a volta do deus barbudo, de pele clara. Se esse deus era realmente um ser humano deificado, como parecia provável, ele deveria ser originário de uma civilização altamente evoluída e dotado de um caráter exemplar - ou, com maior probabilidade ainda, duas pessoas diferentes da mesma origem, o primeiro trabalhando no México e servindo de modelo para Quetzalcoatl, e o segundo no Peru, como Viracocha. A semelhança superficial dos espanhóis com os antigos estrangeiros de pele clara abriu numerosas portas que, de outra maneira, teriam permanecido fechadas. Mas, ao contrário de seus sábios e benevolentes predecessores, Pizarro, nos Andes, e Cortés, na América Central, eram lobos famintos. Devoraram as terras, os povos e as culturas que atacaram. Destruíram quase tudo...
GRAHAM HANCOCK


AS DIGITAIS DOS DEUSES

Tradução de RUY JUNGMANN
EDITORA RECORD
2001

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

A TORRE DE BABEL ERA UMA VIMANA (AERONAVE DA ANTIGUIDADE) BEM GURION (OS JUDEUS E O BUDISMO)









 E foi também esse mesmo ser que pôs no coração do povo a ideia de construir uma torre tão alta que alcançasse o céu. E foi esse mesmo ser que enganou o povo que veio daquela torre para esta terra; que espalhou obras de trevas e abominações por toda a face da terra. 




Somente trezentos anos se passaram após o dilúvio quando as pessoas perversas decidiram novamente se revoltar contra D'us.

O líder daquela geração era o rei Nimrod, monarca poderoso e forte. Em sua arrogância, afirmava ser um deus, porque queria dominar o mundo inteiro. Por isso, persuadiu as pessoas a não obedecer o Criador. Nimrod sugeriu:

"Vamos construir uma cidade na qual viveremos todos juntos. No meio da cidade, ergueremos uma torre bem alta. Se D'us mandar outro dilúvio, subiremos nela para ficarmos a salvo."
Até então, todos os habitantes da Terra falavam hebraico.

D'us desceu com Seus setenta anjos. Cada anjo fez com que um grupo de pessoas falasse uma língua diferente. Os anjos espalharam as pessoas pelo mundo inteiro. Esta geração é chamada de Dor Hahaflagá, Geração da Dispersão, porque foram dispersos por D'us.


Um resumo, De NIMROD aos dias atuais e futuros Babel não era apenas uma torre construída em pedras; era algo esotéricamente espiritual e profundamente religiosa. A religião que representava os "Antigos Mistérios", continham crenças e doutrinas de uma era anterior; uma época em que os homens e seres angelicais caídos experimentavam juntos, todas as paixões que podiam imaginar.Os sonhos do poderoso caçador, Ninrode, foram feitos em pedaços, mas mesmo com sua morte e desmembramento de seu cadáver, os Mistérios antigos continuaram a existir, com a ajuda da viúva Semiramis e seu filho Tamuz, a sabedoria antiga seria cuidadosamente preservada na Religião de Mistérios da Babilônia. Com o passar do tempo, os seguidores de Ninrode se espalharam pela terra levando os antigos mistérios desde o Egito até a China. A sabedoria antiga foi guardada pela "elite de pessoas sábias" da Babilônia, da Média e da Pérsia, de Pérgamo e de Roma. 

Há poucos anos atrás, os chineses descobriram em Lhasa, no Tibete, documentos escritos em sânscrito e os enviaram a Universidade de Chandrigarh para serem traduzidos. A doutora Ruth Reyna, daquela instituição admitiu que o material contém instruções precisas para a construção de astronaves. O já citado Ramayama também detalha minuciosamente uma viajem ao nosso satélite natural em um vimana ou astra, que teria entrado em combate com uma aeronave Asvin. Havia pelo menos quatro tipos diferentes de vimanas, alguns em formato discóide e outros semelhantes a charutos ou cilindros longos. Os antigos indianos, que, por si mesmos conceberam, projetaram e fabricaram essas naves, escreveram manuais completos de vôo sobre vários tipos de vimanas, muitos dos quais ainda existem e foram até traduzidos para o Inglês. O Sâmara Sutradhara é um tratado científico que aborda todos os aspectos da construção e viagem dessas naves.




- Uma outra tradição, narrada pelo Kebra Negast, livro sagrado etíope, diz que a rainha de Sabá teria engravidado do rei Salomão em sua visita a Judá. O filho, Menelik I, recebera então por herança alguns objetos, entre eles a arca, levada para a ilha de Tana Cherqos, hoje considerada sagrada pelos etíopes e onde encontram-se artefatos arqueológicos relacionados com Israel e com o cristianismo primitivo. O Kebra Negast diz ainda que a arca foi finalmente levada a Axum, suposta cidade natal da rainha de Sabá. De acordo com a Igreja Ortodoxa da Etiópia, a arca está guardada em uma pequena capela ao lado da Igreja de Santa Maria de Ziom. Somente o guardião do local tem acesso à suposta à pequena sala coberta com 7 cortinas.

- A última versão é narrada no livro apócrifo de II Macabeus, que afirma que a arca foi levada a uma caverna do monte Nebo, a mando do profeta Jeremias. Infelizmente o livro de II Macabeus não é tão confiável historicamente quanto primeiro. Entretanto, a hipótese não deve ser descartada.




- Michel Alouf (1999) discute as muitas teorias relativas aos construtores das porções pré-romanas do sítio. Ele concluiu que era o templo Baalath construído por Salomão, baseado na seguinte passagem bíblica (I Reis, IX; 17-19):
“E Salomão construiu Gezer e Beth-Horon, a mais baixa, e Baalath e Tadmor (Palmira) na selva, na terra, e todas as cidades que Salomão teve, e cidades para suas carruagens, e cidades para seus cavaleiros, e aquela que Salomão desejou erguer em Jerusalém, e no Líbano, e em toda a terra de seu domínio.”
- Childress (2000) menciona o Kebra Negast, o guia espiritual dos etíopes que diz que Salomão tinha um veículo voador; também que há topos de montanhas no Paquistão e Irã onde se acredita que Salomão tenha pousado.
- Pela tradição dos antigos judeus, Jeová não era o único deus no universo, ele era o “único deus deste povo em particular”; e embora pelo ato da conveniência os israelitas tivessem se submetido às leis de Jeová, o Rei Salomão (950 a.C.) havia permitido a adoração, mesmo em Jerusalém, de um deus rival, Baal, cujo templo principal estava em Baalbek (Baalath).
- Perto do Portão Dourado (Jerusalém) há uma pequena mesquita, o “Kurst Suleiman.” Aqui a lenda nos fala que, “o Rei Salomão sentou-se para assistir a Jann e Genii trabalhando para construir seus grandes monumentos em Jerusalém, Baalbek e Palmira.” (Cornfeld,1972) (Jann era um tipo de Genii Persa, ou "Gênio", que tinha o aborrecedor hábito de roubar vacas - para comer, supõe-se).
- Ao longo do antigo Oriente Próximo nós encontramos imagens de uma ou mais pessoas que voam em “discos alados.” E encontramos “gênios”, também chamados “pássaros-homens” por estudiosos, e que são representados como poderosos humanos alados (Fig. 5-5), e às vezes com a face de uma águia, e chamados "homens-águia.






Bem Gurion e o budismo.

Em toda parte do mundo religioso os limites começam  desagregar-se. Na Índia, o falecido presidente Nehru, discípulo de Ghandhi, tentou deliberadamente fugir ás superstições que macularam o clero budista. Em contrapartida, Bem Gurion, antigo presidente do Conselho de Estado de Israel, parece afastar-se da religião ancestral.

Em novembro de 1961, Bem Gurion, durante uma semana inteira, encerrou-se num mosteiro budista para fazer um retiro segundo todos os cânones da ordem; jejum parcial durante o dia, emenda estritamente vegetariana, lições de meditação dadas por três  monges budistas de túnica amarela.

Ninguém ignora o interesse que Bem Guiron dedica desde há muito tempo ao ensino oriental, mas como é possível imaginar que, no decurso de uma viagem ofícial, ele paraticou ritos de uma religião estrangeira?

Os Israelitas – dos quais muitos já não são praticantes – ficaram surpreendidos e inquietos.

A notícia da vinda a Israel de uma missão de professores Birmanes, encarregados de praticar o Budismo da Universidade Hebraica de Jerusalém, aumentou a inquietação.

Esses indícios provam a existência de uma crise que se vai agravando no seio de todas as confissões.

Não é impossível. Um dia nada será impossível. Talvez então nos lembremos destas linhas de André Siegfried:

A ciência transformada em técnica arrisca-se a comprometer uma noção antiga do conhecimento, pois o conhecimento deixa-se de ser desinteressado para ser utilitário se o indivíduo é posto ao serviço da produção, se ele se torna um meio em vez de um fim.

Esse advento só o sábio, sucessor do padre, prepara-se desde Moisés e os Ptolomeus . Essa preparação seria a obra de certas sociedades secretas, encarregadas de preservar há séculos, sob o signo hermético das mais gloriosa das flores, a rosa.



O Juízo Final veio no 24º. ano, quando Abraão, acampado perto de Hebron, estava com 99 anos. o narrador do Gênesis 18 leva Abraão, e também o leitor, a um encontro com seres divinos. Senhor resolveu revelar-lhe o propósito daquela viagem: verificar as acusações contra Sodoma e Gomorra. Os eruditos há muito vêm tentando encontrar explicações "naturais" para a história bíblica.. a Bíblia agora passa a chamá-los de Mal'akhim, que costuma ser traduzido por "anjos", mas que de fato significa "emissários" Os homens disseram a Ló: 'Quem mais tens aqui além de ti? Teus filhos, tuas filhas, todos os teus que estão na cidade, faze-os sair deste lugar porque vamos destruí-lo'”. As cidades, as pessoas, a vegetação, tudo foi destruído pela arma dos deuses.. A radiação afetou até mesmo aqueles que estavam a uma certa distância.
O patriarca estava testemunhando uma "Hiroxima", uma "Nagasáqui" - a destruição de uma planície fértil e densamente povoada por armas atômicas. O ano era 2024 a.C. Nessa mesma ocasião houve a destruição do Espaçoporto na península do Sinai e a explosão deixou uma radiação mortal que permaneceu ali por muitos séculos. O principal alvo do ataque nuclear foi a península do Sinai. Mas a verdadeira vítima, no final de tudo, foi a Suméria. Os arqueólogos dessa equipe descobriram que os povoados que ficavam nas montanhas em torno da área foram abruptamente abandonados no século 21 a.C. e permaneceram desocupados por muitos séculos. E mais: até hoje a água das fontes que cercam o mar Morto são contaminadas por radioatividade, que segundo o I. M. Blake, em "A Cura de Josué e o Milagre de Eliseu", artigo publicado em The Palestine Exploration Quarterly, "é forte o bastante para provocar a esterilidade e outras enfermidades em homens e animais que a ingeriram por muitos anos seguidos".

FONTE: Trecho do livro "A Guerra Entre Deuses e Homens"  Zecharia Sitchin
FONTE: Trecho do livro "Vimana Aeronáutica da Índia Antiga e Atlântida" David Hatcher Childress 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

SISTEMAS PLANETÁRIOS SUPERIORES











O resumo do capitulo 10 do livro Srimad-Bhagavatam uma epopéia filosófica da sabedoria dos Vedas, que são antigos textos sânscritos, este capitulo fala o seguinte. Devido a inveja, a luta entre os demônios e semideuses prosseguiu, tanto os semideuses quanto os demônios são hábeis em atividades que envolvem a energia material, mas os semideuses são devotos do senhor, ao passo que os demônios são exatamente o oposto, por isto eles não colheram beneficio algum do néctar do oceano, os demônios estando muito ressentidos, voltaram a declarar guerra aos semideuses.

Bali Maharaja, filho de Virocana, tornou-se o comandante chefe dos demônios, logo no começo os semideuses prepararam-se para matar os demônios. Indra, o rei dos céus, lutou contra Bali, e outros semideuses, tais como Vayu, Agni e Varuna, combateram outros lideres dos demônios.

Nesta luta os demônios foram derrotados, e para escaparem da morte, começaram a recorrer a manobras materiais através das quais manifestaram muitas ilusões, matando diversos soldados que estavam ao lado dos semi deuses, os semideuses,não encontrando nenhum outro recurso, voltaram-se a render-se a Suprema Personalidade de Deus, Visnu, que então apareceu e anulou todas as ilusões produzidas pelos malabarismos dos demônios, heróis entre os demônios, tais como Kalanemi, Mali, Sumali e Malyavan, contenderam com a Suprema Personalidade de Deus e foram todos mortos pelo senhor.

Para aquela batalha, o celebérrimo comandante-em-chefe, Maharaja Bali, filho de Virocana, sentou-se num maravilhoso aeroplano chamado Vaihayasa, Ó rei, neste aeroplano belamente decorado fora construído pelo demônio Maya e estava equipado com armas próprias para toda classe de combate. Ele era inconcebível e indescritível. Na verdade, as vezes ele era visível e, as vezes não.

Sentado neste aeroplano e estando coberto por uma bela sombrinha protetora e sendo abanado pela melhor das câmaras, Maharaja Bali, cercado por seus capitães e comandantes, parecia a Lua a surgir á noite, iluminando todas as direções. Cercando o Senhor Indra, o rei dos céus, estavam os semideuses sentados em várias espécies de veículos e decorados com bandeiras e armas.

Presentes entre eles, encontravam-se Vayu, Agni, Varuna e outros governantes de vários planetas, juntamente com seus associados.

Indra disse: Ó patife, assim como um trapaceiro ás vezes venda os olhos de uma criança e arrebata-lhe as posses, estas também tentando derrotar-nos, apresentando certos poderes místicos, embora saibas que somos mestres de todos esses poderes místicos.

Aqueles tolos e patifes que, através do poder místico ou de meios mecânicos, querem elevar-se ao sistema planetário superior, ou que inclusive esforçam-se por ultrapassar os planetas superiores e alcançar o mundo espiritual ou a liberação, faço com que sejam enviados á mais baixa região do Universo.

Significado: Sem dúvida, existem diferentes sistemas planetários superiores reservados a diferentes pessoas. Como se afirma no Bhagavad-gita (14.18), urdhvam gacchanti sattva-sthah: as pessoas no modo da bondade podem ir aos planetas superiores. Entretanto, aqueles que estão nos modos da escuridão e da paixão não tem permissão de entrar nos planetas superiores.

A palavra divam refere-se ao sistema planetário superior conhecido como Svargaloka. Indra, o rei do sistema planetário superior, tem o poder de afastar qualquer alma condicionada que, partindo dos sistemas inferiores, tenta ir aos superiores, embora não possua as qualificações necessárias.

A tentativa moderna através da qual busca-se ir a outros sistemas planetários superiores por meios mecânicos artificiais não poderá ter êxito. Portanto a afirmativa de Indra parece indicar que todo aquele que tente ir aos sistemas planetários superiores por meios mecânicos, que são chamados de maya, é condenado a precipitar-se nos planetas infernais, situados na parte inferior do Universo.



BIBLIOGRAFIA: 
Título Original 

Srimad Bhagavatam, Eigth Canto

"Withdrawal of the Cosmic Creations"

The Baktivedanta Book Trust 


OS DOGONS SÃO DESCENDENTES DOS EGÍPCIOS




O pesquisador americano Robert K. G. Temple, especialista em sânscrito da Universidade da Pensilvânia, em Filadélfìa, publicou um livro tão complicado quanto fascinante: The Sirius Mystery (0 Mistério de Sírius). Nesse livro, ele defende a tese de que o planeta Terra foi no passado visitado pelos habitantes de Sírius. "Quando comecei a trabalhar, aprofundando-me no assunto, essa questão já fora postulada nas tradições de uma tribo africana, os dogons , que vivem no Mali, região do antigo Sudão francês. Os dogons possuíam dados tão incríveis a respeito da estrela Sírius que me senti forçado a examinar as informações deles. Sete anos mais tarde, em 1947, consegui provar que os dados dos dogons têm mais de 5 mil anos de idade, fazendo parte também do conhecimento dos egípcios nos tempos pré-dinásticos. Também provei que os dogons descendem cultural e biologicamente daqueles egípcios". De acordo com a doutrina secreta desta tribo, nosso mundo terrestre surgiu da Constelação de Sírius. Não de Sírius propriamente dita, mas de uma estrela pequena e branca, próxima dela. De acordo com os sábios dogons, essa estrela é a menor de todo o cosmos, e também a mais pesada. Eles acreditam que a terra ali consiste em algo chamado por eles de sagolu, que significa ao mesmo tempo terra podre e metal. Essa substância brilha um pouco mais que o ferro, e é tão imensamente pesada que um grão dessa matéria tem o mesmo peso de 480 burros carregados de trigo. Dessa estrela, flutuando em um ovo dourado, veio Amma, que criou a Terra. Mais tarde, Amma mandou os nommos para nosso mundo. Nommos são seres anfíbios, capazes de movimentar-se na água ou na terra, e são chamados "mestres". Eles chegaram em uma espaçonave cuja descrição lembra muito as descrições atuais dos UFOs. Para os dogons, a estrela mais importante dos céus é a pequena estrela perto de Sírius, de onde vieram seus deuses Amma e os nommos. Eles a chamam Po Tolá . Po é o nome de um grão de cereal oriundo da nascente o rio Niger e que possui um peso muito grande em relação ao seu tamanho; Tolo quer dizer estrela. Tudo isso já seria bastante interessante, não fossem os demais atributos de Po Tolo, que são simpIesmente estonteantes.

1- Existe realmente uma estrela desse tipo na Constelação de Sírius, chamada de Sírius B pelos astronomos.

2 - Ela pertence à categoria das estrelas anãs - estrelas implodidas - descoberta por Clark em 1862, não através de observações diretas, mas por meio de cálculos matemáticos .

3 - Sírius B, o Po Tolo dos dogons, é 1000 vezes menos luminosa do que Sirius A ; e sua massa é 36 mil vezes mais pesada que a do Sol e 50 mil vezes mais densa do que a água . Seu diâmetro é de 39 miÌ qüilometros , mas ela contém a mesma quantidade de matéria que uma estrela normal com um diâmetro de 1.296.000 km. Uma caixa de fósforos cheia de matéria de Sirius B pesaria no mínimo uma tonelada . . .

4 - Sírius B gira ao redor de si mesma e , a cada 50 anos, dá uma volta ao redor de Sïrus A , descrevendo uma elipse. Como os dogons não conheciam as leis de Kepler, eles não tinham como saber deste fato. E, no entanto, eles sabiam.

5 - 0 mais espantoso é que Sírius B é totalmente invisível a olho nu. Ela pode ser vista através de um telescópio de 320 milímetros, já que se encontra a apenas 11 segundos de Sírius A. A doutrina religiosa secreta dos dogons a respeito de uma estrela invisível e com atributos incomuns é uma tradição "impossível".


No entanto, ela existe. . . Os sacerdotes dogons veneram Po Tolo, ou Sírius B, com o mais profundo respeito. Eles fazem desenhos do seu lugar no céu e na Constelação de Sírius; determinam, também com desenhos, os movimentos de Sírius A e B. Tudo isso faz parte de uma sabedoria secretissima e sagrada, junto com a gênese de Po Tolo, de onde veio Amma, a divindade suprema, e mais tarde os nommos anfíbios, mestres mandados por Amma. Essa doutrina domina todo o pensamento religioso dos dogons, para quem o número 50, número de anos que Po Tolo precisa para girar ao redor de Sírius A, é também a quantidade dos nommos e o núcleo do seu calendário . Os conhecimentos dessa tribo "primitiva" a esse respeito são tão incríveis que somos levados a esquecer que eles possuem outros conhecimentos de astronomia, tão "impossíveis" quanto eles sabem de Sírius. Eles sabem, por exemplo, que os planetas giram ao redor do Sol não ao redor da Terra. Eles conhecem 4 luas de Júpiter bem como o anel de Saturno, fenômenos impossíveis de serem registrados a olho nu. Mas o que faz os astronomos perderem a fala é que essa tribo africana sabe que a Terra faz parte da Via Láctea e que existem outras galáxias espiraladas no universo. Mais: os dogons dizem que o movimento das estrelas é comparado ao fluxo do sangue no corpo humano. Isso significa simplesmente que eles conhecem a circulação do sangue , fenômeno descoberto por Harvey apenas no século 17 . Indo além , eles conhecem a função do oxigenio nesse processo: "0 sangue no corpo corre pelos orgãos que se encontram no ventre . . . " . Eles diferenciam o sangue aguado , que contem oxigênio do sangue oleoso, que contém o gás carbônico. O conhecimento do cosmos, porém, é sempre o mais importante: "0s mundos ao redor das estrelas que se movimentam em forma de espiral(como a Via Láctea) são universos habitados" - afirmam os dogons. "Foi Amma quem deu forma à Terra, criando os seres vivos. Também em outras terras existem seres vivos como na nossa" . Eles sabem tudo sobre a estrutura do nosso sistema solar e que a Terra gira em torno do seu próprio eixo . . .

Temple enfatiza sempre que se trata de uma sabedoria secreta. Colocar os iniciados a par desses segredos corresponde àquilo que imaginamos dos mistérios antigos. A idéia central era de que essa sabedoria tinha que ser conservada. 0 mundo só podia continuar rodando e o ser humano continuar vivendo, se um grupo de sábios conservasse a recordação das nossas origens e o conhecimento dos segredos cósmicos. Os dogons conseguiram conservar a mitologia em seu estado mais puro. Mas Temple achou improvável que esse povo, habitando a nascente do rio Níger, houvesse contatado com visitantes interplanetários na sua pré-história. A cultura - afirma Temple - é um fenômeno dinâmico que faz com que as tradições se modifiquem continuamente para, em um dado momento, perder sua forma original ou ficar irreconhecivelmente distorcida. O conhecimento oculto, conservado em seu estado puro pelos dogons, conservou-se assim fossilizado porque intocado por outras culturas fortes. Esse conhecimento chegou até os dogons em um período da sua pré-história. Mas ele veio de fora, afirma Temple. Esse "fora" deveria ser um lugar determinado, onde ele se originou, mas onde a sua forma pura e seu sentido ficaram parcialmente encobertos por outros desenvolvimentos mitológicos. Porém, essa mitologia não se perdeu. Possivelmente ela formava, no seu lugar de origem; o núcleo de mistérios ocultos - somente conhecidos por seus mais altos sacerdotes --- cujo conteúdo jamais foi escrito sobre material algum, perdendo-se para as gerações futuras e os arqueólogos quando a cultura em questão entrou em declínio. Assim, o conhecimento secreto permaneceu secreto.

Mas Robert Temple conseguiu encontrar sua verdadeira origem :

"Sabemos muito sobre as nossas civilizações antigas. Essas mitologias não estão baseadas em uma sabedoria primordial, cósmica, conservada em uma forma velada ou simbólica?" Temple pensou primeiro no Egito. Principalmente por causa do nome do deus da Criação dos dogons, Amma, muito parecido com o deus egípcio Amon. Mas existiu um motivo mais importante pará ele pensar no Egito. É que na mitologia dos egípcios, em sua relação com o cosmos, Sírius - também chamada Sothis ou Estrela do Cão, é identificada com Ísis --- tem um papel muito importante. Sírius não aparece acima do horizonte durante 70 dias do ano. No período em que ela se encontra invisível, Ísis, segundo os antigos egípcios, reside no submundo. 0 dia em que ela aparece é um momento importantíssimo para o Egito: o nível do rio Nilo começa a crescer, marcando o primeiro dia do seu calendário. Os egípcios construíram muitos templos para comemorar o aparecimento de Sírius/Ísis. Nesses templos (como, por exemplo, o de Dende-rah), os raios da estrela nascente foram captados através de um túnel construído a partir de cálculos absolutamente exatos de maneira que ela, como um holofote, iluminasse o altar, que se encontrava na mais completa escuridão. Ao escrever sobre a tradição egípcia, Plutarco disse que Ísis tinha uma irmã, a deusa Nephtys. Ísis simbolizava a luz da Criação, e Nephtys, a escuridão. Os seus reinos foram separados um do outro por um círculo horizontal de nome Anúbis, simbolizado por um deus com cabeça de cachorro (algumas vezes por um chacal), cuja tarefa é proteger Ísis como um cachorro fiel. Neste ponto deparamos com uma verdadeira neblina mitológica. Mas não tão densa ao ponto de não podermos discriminar o sistema de Po Tolo dos dogons, ou seja, o sistema de Sírius A (Ísis) e Sírius B (Nephtys). Temos até uma abstração: a órbita de Sírius B (Anúbis) é bem clara. Por onde Temple segue o caminho mitológico, seus argumentos inerentes à matéria tornam-se bastante complicados. Mas isso não surpreende. Sua intenção é desenterrar a tradição antiga dos dogons que ele considera a tradição pura. Para ele; a mitologia dos dogons veio do Egito, mas de um período anterior ao estabelecimento das dinastias. Só que no Egito ela se perdeu quase que totalmente na neblina do desenvolvimento cultural, por causa do seu caráter secretíssimo e das estruturas religiosas egípcias, cada vez mais complicadas: isto acabou encobrindo totalmente o seu sentido primordial. Mesmo assim, Temple descobriu na mitologia egípcia muitos elementos indicando uma ligação direta com a mitologia dos dogons. Assim, Ísis nasceu em uma região sempre úmida. A respeito do caráter anfíbio dos nommos, é possível pensar em um corpo coberto de água --- Sírius A ou B. Outro exemplo nos vem da astronomia árabe, cuja origem é egípcia. Na Constelação do Cão, à qual Sírius pertence, encontra-se uma estrela cujo nome moderno é Wezen, originário do árabe Al Wazn , que significa peso. Segundo os árabes, essa estrela era tão pesada que mal conseguia levantar-se acima da linha do horizonte. Isso nos lembra muito a descrição da pesada estrela Sírius B. Os árabes deram o nome de Al Wazn também à estrela Cymopus, na Constelação de Argo. Essa constelação tanto representa a arca de Noé como também o Argo de Jasão com seus cinqüenta argonautas, na procura do Velocino de Ouro.

É bem típico do espírito egípcio representar a órbita de Sírius B ao redor de Sírius A através de uma nave celestial. Na tradição antiga da Grécia, os 50 anos de órbita de Sírius B são representados pelos 50 argonautas. Além disso, o número 50 tem um papel imensamente importante (pela sua persistência) na lenda dos argonautas, ao incluir também a história das 50 filhas de Danaus, trazidas do Egito. E parece que as histórias dos argonautas têm a ver com as viagens de grupos pré-históricos da região grega, que mais tarde avançaram até a África. O número de 50 remadores no Argo nos faz pensar nos 50 nommos que, segundo os dogons, foram enviados pelo deus Amma para a Terra em uma espaçonave para ensinar a humanidade. Os argonautas eram homens do mar. Os nommos eram seres com rabo de peixe e que viviam preferencialmente na água. Ísis veio de um mundo úmido . . . Isto nos leva a um outro mito, a História da Babilônia do historiador Berossus, contemporâneo de Aristóteles. Ele descreve a origem da Babilônia de forma semelhante à origem da Suméria. Nessa criação tomaram parte criaturas estranhas, anfíbias, entre as quais estava Oannes. Falando sobre Oannes e seus companheiros, Berossus jamais fala em deuses. Ao contrário, para ele trata-se de criaturas estranhas, animais exóticos. Segundo Robert Temple, é muito importante a idéia de Carl Sagan, desenvolvida em seu livro Intelligent Life in the Universe (Vida Inteligente no Universo), de que depois do degelo o interesse das culturas mais longínquas sobre a Terra aumentou muito , mesmo limitando-se a uma visita em alguns milhares de anos. Essas visitas depois se tornaram mais frequentes . O exemplo que Sagan dá a uma visita daquele tipo é justamente o aparecimento de Oannes, que , de acordo com a tradição sumeriana, trouxe a civilização para a humanidade. Como os nommos dos dogons, Oannes e seu grupo são anfibios . lsto é, trata-se de seres que vivem na água mas que se movimentam bem na terra, e que tinham a aparência de sereias, machos e fêmeas. Seria tudo isso fruto da imaginação? Como já explicamos anteriormente, eles teriam vindo da Constelação de Sírius. Um detalhe bastante peculiar é o de o deus celestial dos sumerianos chamar-se Anu, que nos leva a pensar em Amma . Anu é tambem é chamado "chacal selvagem". E, como também frisamos, o chacal e o cachorro são igualmente idênticos no mito. E de novo aparece a imagem da Constelação do Cão, aliás Sírius. Os egiptólogos modernos, entre eles Wallis Budge, são de opinião que não se trata de uma semelhança ocasional. Somente uma fonte primordial e coletiva pode explicar essas semelhanças surpreendentes. A hipótese mais lógica de uma tal fonte coletiva leva-nos em direção de um conhecimento extra-oculto, proibido de ser revelado, pertencente aos verdadeiros mistérios. Porém, mesmo as mitologias conhecidas e preservadas por nós revelam muita coisa, resultante das semelhanças no terreno da tradição mitológica, que não tem nada a ver com o intercâmbio entre culturas separadas pelo tempo e espaço. Jasão e seus 50 argonautas estão ligados à Constelação de Sírius (Cão), mas uma !igação semelhante existe entre o herói sumeriano Gilgamesh e seus 50 companheiros, indicando a órbita de 50 anos da estrela anã, branca, invisível: Sírius B.

Sob cada uma das tradições antigas citadas esconde-se sempre a mesma imagem primordial, mesmo arquétipo: a gênese dos dogons, que tem como ponto de origem a misteriosa Sírius B. "Parece incrível", diz Robert Temple, que como acadêmico tinha que omitir muitos preconceitos e , a idéia em sí é não somente inacreditável como é também bastante perturbadora. "Mas não há outro jeito", ele afirma , "quando nos aprofundamos no que chamamos a origem da civilização humana neste planeta, temos que contar com a possibilidade de que homens primitivos tenham recebido uma quantidade de elementos culturais das mãos de seres extraterrestres, verdades que deixaram rastros que hoje já podemos decifrar" Não há descrições mais concretas que as dos dogons quando falam da chegada de Amma ou dos nommos. As espaçonaves pousaram na região Noroeste da sua terra. Eles fizeram um barulho comparável ao que as crianças fazem quando batem pedras sobre pedras, como acontece durante determinadas comemorações em uma gruta onde os ecos são bastantes amplificados. Essa descrição lembra muito as vibrações causadas por um avião a jato. No pouso da espaçonave Argo temos um espetáculo com redemoinhos, tempestades de areia e chamas que saíam dela. Quando Argo está no chão, aparece uma máquina de quatro pés que o arrasta até o lago mais próximo. A tripulação prefere ficar ali, o que parece compreensível quando pensamos que os nommos respiram através de guelras. Esse também era o caso de Oannes. Enquanto isso Amma ficou no céu, na região de Sírius, ao lado de um nommo chamado Die, substituto de Amma. Os nommos não poupam seus esforços para ajudar os terráqueos, até sacrificando seus corpos para os homens poderem se alimentar com sua carne e beberem seu sangue. Um entre eles foi crucificado , sob a árvore Kilena, mas ressuscitou depois . . . É provável que os dogons tenham conservado o núcleo mais importante da sua astronomia. Em todo caso, Temple achou que valia a pena investigar até que época da pré-história se estende o conhecimento da astronomia, e até que ponto ela pode ser considerada "impossível" (tão "impossivel" quanto os mapas de Piri Reis). 0 resultado é simplesmente extraordinário. Um filósofo grego, Próclos (410-484), disse que no círculo fechado dos discípulos de Platão, até as vésperas da penetração definitiva , do cristianismo, tinha-se um conhecimento adiantadíssimo a respeito do universo. Somente mil anos mais tarde, com o impacto do Renascimento, esse conhecimento começou a se desenvolver novamente desde o início e com muitas dificuldades. Ou, talvez, esse conhecimento sempre tenha sido transmitido através de seitas secretas de iniciados em um mistério nunca totalmente perdido. Os egípcios identificaram Sírius a Ísis, sua deusa suprema. Quando o cristianismo se espalhou, o papel de Maria, mãe de Jesus, foi minimizado. Com o correr do tempo, porém, aconteceu uma osmose com a crença em Ísis, intensa em toda a região do Mediterrâneo e até nas terras ocupadas pelos romanos. Cada vez mais Maria foi sendo deificada. Podemos dizer que, em um determinado momento, ela se tornou muito mais popular que o próprio Cristo. Algumas vezes ela é venerada com sua imagem cercada de estrêlas, e é chamada SteIla Maris, em uma imagem estranha, sem que o povo fique ciente disso. Em alguns lugares da França, como por exemplo na catedral de Chartres, no Flandres (Halle), existe uma devoção antiqüíssima ao redor das Madonas Negras. Não se trata de estátuas enegrecidas sob a influêñcia do tempo, mas de estátuas propositadamente esculpidas com madeira preta. Todos os estudos dedicados a essas madonas mostram que os arqueólogos não sabem o que fazer com elas. Alguns especialistas pensam tratar-se de relíquias de Ísis datando dos primeiros tempos de veneração de Maria , mas admitem que a cor negra ainda não foi explicada. A esta altura , deve-se ter concluído conosco o segredo : Maria foi identificada com Nephtys, irmã negra de Ísis, a misteriosa estrela invisível que os dogons chamam Po Tolo , e nós , Sírius B .

Extraído de um artigo de Hubert Lampo - 1979

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O PROFESSOR DO MUNDO (Pachayachachi, “Tecsi-viracocha) Deus incompreensível





















Os incas também explicavam as origens do mundo e do homem através de lendas. Para aquele povo, o Criador (também conhecido como Pachayachachi, “professor do mundo”, ou Tesci-viracocha”, Deus Incompreensível”) Os incas acreditavam que o criador tinha dois filhos: Yamayama Viracocha e Topaco Viracocha. Ele teria ordenado que o primogênito, Yamayama atravessasse montanhas e florestas e percorresse o planeta, nomeando arvores e frutos e ensinando as pessoas a transformarem esses elementos em poções medicinais. Ao outro filho, Topaco, coube a tarefa de nomear rios e instruir a natureza. Após cumprirem as atribuições que lhes competiam, os filhos de Viracocha puderam ascender aos céus. Qualquer semelhança desta lenda com a mitologia Suméria e a história de Enki e Enlil não é mera coincidência. Os incas também mencionam um dilúvio universal, elemento que aparece de forma decorrente em documentos religiosos de varias civilizações. Outra semelhança da mitologia da civilização inca esta relacionada ao livro de Enoch, que é um personagem misterioso de que a tradição religiosa judaica se apropriou, mas de fato é muito anterior a civilização hebraica. Alguns eruditos asseguram que antes da Bíblia, como antes mesmo dos ‘Vedas’, dos ‘Brahmanas’, das ‘Leis de Manu’, dos ‘Purunas’ dos ‘King’ dos chineses, haviam manuscritos que serviam de modelo aos livros sagrados que conhecemos a começar pelos (Gênesis’) Moises fala, por varias vezes, de manuscritos mais antigos que o Pentateuco e cita passagens deles.

Moisés parece ter resumido estes livros antigos nos doze primeiros capítulos do “Gênesis Bíblico”.E aí até duas fontes diferentes para o Gênesis haviam: A eloísta e a jeovita. “A crer na tradição, Enoch seria originário da Alta Mesopotâmia ou da Armênia, porque é considerado iniciador ou par do lendário rei Kayou Marath, ou Kaiomers “Rei da Terra” e do Azerbaijão. Encontramos muitas semelhanças na mitologia Maia que foi um dos povos mais evoluídos que habitaram a Meso-America, o interesse dos Maias nos enigmas do Cosmo levou-os a confeccionar um poderoso sistema de calendário, assim como a matemática que antecipou o conceito do zero em muitos séculos(este foi redescoberto na Índia, muito tempo depois). Apesar de seu apego ao racionalismo, porém, os Maias desenvolveram uma mitologia riquíssima. Como os astecas, compartilhavam a crença de que inúmeros mundos haviam sido criados antes do atual – e que a terra seria destruída por um flagelo apocalíptico. Segundo os Maias a criação na criação do mundo duas divindades, Tepeu e Gugumatz, juntaram-se na escuridão, na noite. Falaram sobre a vida e a luz, sobre o que deveriam fazer para que houvesse luz e alvorada e sobre quem forneceria comida e sustento. Depois planejaram a criação e o crescimento das arvores e dos bosques. Como os egípcios, os Maias eram eméritos arquitetos(também construíram pirâmides e sepulcros imponentes) e muito interessados em ciências como astronomia e matemática – nesse quesito deixaram um importante legado, já que a eles se atribui o conceito da abstração matemática. De fato, os calendários da civilização atual são baseados em protótipos criados por aquele povo. Também estudavam a movimentação dos corpos celestes(como o sol e a lua)e estabeleceram um ano solar de 365 dias, inclusive com um ano bi-sexto a cada quatro anos. Qualquer semelhança não é mera coincidência com o livro de Enoch.

Vejam: Capítulo 8

1 Além disso, Azazyel ensinou os homens a fazerem espadas, facas, escudos, armaduras (ou peitorais), a fabricação de espelhos e a manufatura de braceletes e ornamentos, o uso de pinturas, o embelezamento das sobrancelhas, o uso de todo tipo selecionado de pedras valiosas, e toda sorte de corantes, para que o mundo fosse alterado.

3 Amazarak ensinou todos os sortilégios, e divisores de raízes:

4 Armers ensinou a solução de sortilégios;

5 Barkayal ensinou os observadores das estrelas, (9)

(9) Observadores das estrelas. Astrólogos (Charles, p. 67).

6 Akibeel ensinou sinais;

7 Tamiel ensinou astronomia;

8 E Asaradel ensinou o movimento da lua,

2) Como os egípcios os Maias também deixaram parte de sua história registrada em inscrições que intrigam os pesquisadores contemporâneos, que ainda não puderam decifra-las. Tampouco, há registros assim, já que estes se resumem a três livros: o Códice de Madri, o Códice de Dresde e o Códice de Paris.

3) Como outras ruínas deixadas pelos antigos, Palenque desafiou a imaginação de conquistadores e pesquisadores desde que foi descoberta. Não é de se surpreender que, ao avistar seus contornos, o primeiro europeu que divisou os despojos classificou-o como “um posto avançado de Atlântida”

4) Voltamos ao livro de Enoch.Vejam as semelhanças:

5) Estes homens famosos, gerados pelas primeiras mulheres terrestres e pelos “Filhos de Deus”, podemos muito bem identifica-los como os chefes das nações ou com heróis antigos ou semideuses [Hercules, Aquiles, Jason etc.]. Mas os tais’Filhos de Deus’? A não ser que pensemos que o céu é um covil de bandidos, honestamente não podemos aceitar esta teoria, visto é que difícil conceber anjos não apenas levados pelo namoro’ mas capazes de fisicamente satisfazerem aos seus desejos. Seriam estes anjos seres materiais? Livros apócrifos como O Combate de Adão e Eva, traduzido do etíope, insurgem-se contra esta teoria tão insensata e a desmentem categoricamente e com veemência, mas não fornecem outra teoria. Mas então, se não se trata de anjos, pode pensar-se em homens de grande porte, uma vez que deram origem a crianças gigantescas. Em uma época em que a descendência de Adão e Eva era facilmente identificável – porque pouco numerosa – esses homens não eram seguramente da Terra! Filhos de Deus..., sim como toda a gente! Mas não nascidos no planeta Terra!

6) Poderíamos pensar que tinham vindo de outra parte do globo. Mas a Bíblia é formal: eram Filhos de Deus, anjos vindos do céu, e todos os livros considerados apócrifos são unânimes em dizer que se tratava de seres vindos do céu, filhos de Deus e que desceram na Terra. Tais viajantes não podem ser senão homens voadores astronautas ou cosmonautas, provavelmente de uma raça diversa a nossa, já que seu aspecto físico incita muito a crer em sua origem terrestre.

7) O livro de Enoch, incluindo aí as interpolações de escribas judeus e cristãos, consagra em quase oitenta capítulos a esta histórias e as causas da ira divina. Existem três copias do livro de Enoch: duas estão na Inglaterra e a terceira em Paris, os escribas, os monges e religiosos dos dezesseis primeiros séculos da era cristã truncaram ou destruíram todos os documentos, manuscritos, pedras gravadas, livros etc- suscetíveis de introduzir a dúvida relativamente as verdades cristãs ortodoxas, esta imensa falsificação foi seguida também por padres de outros credos não católicos. Este livro de Enoch do qual foram trazidos da abissínia três exemplares, pelo grande erudito escocês Jacques Bruce por volta de 1772, foi copiado de um original redigido em hebraico, em caldeu ou armênio e que numerosos tradutores calculam seja o manuscrito mais antigo do mundo.