domingo, 28 de dezembro de 2008

A OPUS DEI E SUA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA NO BRASIL


O Vaticano, no seu empenho em eliminar o comunismo, fez alianças durante a Segunda Guerra Mundial com diversas sociedades secretas, grupos fascistas e agências de espionagem, e desde aquela época mantém esses contatos. 



O vínculo com os fascistas

Além do rigoroso fundamentalismo religioso, o Opus Dei sempre se alinhou aos setores mais direitistas e fascistas. Durante a Guerra Civil Espanhola, deflagrada em 1936, Escrivá deu ostensivo apoio ao general golpista Francisco Franco contra o governo republicano legitimamente eleito. Temendo represálias, ele se asilou na embaixada de Honduras, depois se internou num manicômio, "fingindo-se de louco", antes de fugir para a França. Só retornou à Espanha após a vitória dos golpistas. Desde então, firmou sólidos laços com o ditador sanguinário Francisco Franco. "O Opus Dei praticamente se fundiu ao Estado espanhol, ao qual forneceu inúmeros ministros e dirigentes de órgãos governamentais", afirma Henrique Magalhães.

Há também fortes indícios de que Jose María Escrivá nutria simpatias por Adolf Hitler e pelo nazismo. De forma simulada, advogava as idéias racistas e defendia a violência. Na máxima 367 do livro Caminho, ele afirma que seus fiéis "são belos e inteligentes" e devem olhar aos demais como "inferiores e animais". Na máxima 643, ensina que a meta "é ocupar cargos e ser um movimento de domínio mundial". Na máxima 311, ele escancara: "A guerra tem uma finalidade sobrenatural... Mas temos, ao final, de amá-la, como o religioso deve amar suas disciplinas". Em 1992, um ex-membro do Opus Dei revelou o que este havia lhe dito: "Hitler foi maltratado pela opinião pública. Jamais teria matado 6 milhões de judeus. No máximo, foram 4 milhões". Outra numerária, Diane DiNicola, garantiu: "Escrivá, com toda certeza, era fascista".

O poder no Vaticano

Josemaría Escrivá faleceu em 1975. Mas o Opus Dei se manteve e adquiriu maior projeção com a guinada direitista do Vaticano a partir da nomeação do papa polonês João Paulo II. Para o teólogo espanhol Juan Acosta, "a relação entre Karol Wojtyla e o Opus Dei atingiu o seu êxito nos anos 80-90, com a irresistível acessão da Obra à cúpula do Vaticano, a partir de onde interveio ativamente no processo de reestruturação da Igreja Católica sob o protagonismo do papa e a orientação do cardeal alemão Ratzinger". Em 1982, a seita foi declarada "prelazia pessoal" - a única existente até hoje -, o que no Direito Canônico significa que ela só presta contas ao papa, que só obedece ao prelado (cargo vitalício hoje ocupado por dom Javier Echevarría) e que seus adeptos não se submetem aos bispos e dioceses, gozando de total autonomia.



Pouco antes de morrer, Josemaría Escrivá realizou uma "peregrinação" pela América Latina. Ele sempre considerou o continente fundamental para sua seita e para os negócios espanhóis. Na região, o Opus Dei apoiou abertamente várias ditaduras. No Chile, participou do regime terrorista de Augusto Pinochet. O principal ideólogo do ditador, Jaime Guzmá, era membro ativo da seita, assim como centenas de quadros civis e militares. Na Argentina, numerários foram nomeados ministros da ditadura. No Peru, a seita deu sustentação ao corrupto e autoritário Alberto Fujimori. No México, ajudou a eleger como presidente seu antigo aliado, Miguel de La Madri, que extinguiu a secular separação entre o Estado e a Igreja Católica.



Em depoimento à Justiça Militar, em 1970, quando tinha 22 anos, Dilma afirmou ter sido ameaçada de novas torturas por dois militares chefiados por Lopes. Ao perguntar-lhes se estavam autorizados pelo Poder Judiciário, recebeu a seguinte resposta: “Você vai ver o que é o juiz lá na Operação Bandeirante” (um dos centros de tortura da ditadura militar).

Maurício Lopes Lima foi apontado pelo Ministério Público Federal (MPF), em ação civil pública ajuizada em novembro de 2010, como um dos responsáveis pela morte ou desaparecimento de seis pessoas e pela tortura de outras 20 nos anos de 1969 e 1970. Segundo o MPF, o militar foi “chefe de equipe de busca e orientador de interrogatórios” da Operação Bandeirante (Oban) e do DOI/Codi.

Em entrevista em 2003 ao jornalista Luiz Maklouf Carvalho, Dilma foi perguntada de quem apanhava quando estava presa e respondeu: “O capitão Maurício sempre aparecia”.

Dilma, que era uma das líderes da VAR-Palmares, foi presa em 16 de janeiro de 1970. Ela foi brutalmente torturada e seviciada, submetida a choques e pau-de-arara durante 22 dias. No depoimento à Justiça Militar, em Juiz de Fora, em 18 de maio, cinco meses depois de ser presa, Dilma deu detalhes da tortura no Dops. “Repete-se que foi torturada física, psíquica e moralmente; que isso de seu durante 22 dias após o dia 16 de janeiro (dia em que foi presa)”, diz trecho do depoimento. 






A TENTATIVA DE MANIPULAR A OPINIÃO PÚBLICA

O bispo de Guarulhos (SP), dom Luiz Gonzaga Bergonzini, disse em entrevista ao G1 que orientará os padres da cidade a pregar nas missas o voto contra a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. O motivo, segundo ele, é a defesa da legalização do aborto nos congressos de 2007 e 2010 do partido.
"Vou mandar uma circular para os padres da diocese pedindo que eles façam o pedido na missa, para que os nossos fiéis não votem na candidata do PT e em nenhum outro candidato que defenda o aborto. Desde o Antigo Testamento, temos que é proibido matar. Uma pessoa que defende o aborto não pode ser eleita. Eu tenho obrigação de orientar meus fiéis pelo que está certo e o que está errado", disse o bispo, de 74 anos, ao G1.



MANIPULAÇÃO POLÍTICA E RELIGIOSA PARA FAVORECER JOSÉ SERRA DO PSDB

Isto tudo foi uma manobra política para jogar os católicos contra a presidente Dilma, é tudo MENTIRA, e esta SEITA somente esta espalhando estes boatos para angariar votos para o candidato do PSDB a presidência da republica, a própria gráfica da filha de José Serra espalhou panfletos difamando a nossa presidente com este monte de mentiras, queriam manipular os católicos contra o PT usando esta mentira que o partido seria a favor do aborto! eu também sou católico, mas esta gente do PSDB paulista são membros de uma seita chamada OPUS DEI e seus membros são uma elite branca conservadora paulista, inclusive seu governador é membro da OPUS DEI verdade para mim que sou católico esta gente é muito maligna e sempre tentam manipular os outros católicos usando a Igreja e a imprensa para favorecer seus interesses políticos. Agora é a Revista Veja e o aparato de inteligência do Serra que estão tentando de forma criminosa difamar o governo do PT, eles não aceitam a derrota nas urnas, e sem falar que esta revista serve de referência para muito telejornais da TV aberta, uma revista manipulada pelo crime organizado, e isto não é de hoje e vem acontecendo a muito anos. Eu vou acrescentar ainda neste comentário mais uma denúncia, durante as eleições os professores das Escolas Particulares (administradas pela Igreja) chamaram os pais dos alunos e orientaram eles para não votarem na candidata do PT, e alegaram como motivo principal o fato de ela ser favorável ao aborto (mais mentiras) com a intenção de favorecer o candidato do PSDB José Serra.    
I

É fato notório que as divergências entre a Maçonaria e a Opus Dei estão, hoje, superadas - quem é, ou já foi, membro de uma dessas seitas sabe disso. Exemplos não faltam: recentemente, José Roberto Arruda afastou-se da Maçonaria, a qual exercia o grau de MESTRE (3º e último grau da Maçonaria Simbólica) para não comprometê-la no que diz respeito aos escândalos divulgados nacionalmente, no entanto, o mesmo Arruda e outros demo-tucanos (incluindo Geraldo Alckmin) ainda mantêm laços indissolúveis com a Loja Maçônica, independentemente de qualquer coisa. Na Itália, a célula maçônica de tendência fascista chamada P2 (Propaganda Due) está lado a lado com a Opus Dei - a P2 é inclusive uma das colaboradoras do banco papal, junto com a 'Cosa Nostra'. Na Bolívia, os envolvidos (todos racistas) naquela malfadada tentativa de golpe de Estado em 2008, liderado por Branko Marinkovic et caterva, eram (e continuam sendo) membros da Maçonaria e da Opus Dei, respectivamente. Sendo assim, não há divergências entre ambas as seitas no que tange os desígnios políticos, isto já foi superado pela história. 




Os Illuminati se infiltraram no próprio Vaticano, a Opus Dei é controlada pela organização. Antes da canonização do fundador da Opus Dei, José Maria Escrivã, a associação Católicos pelo Direito de Decidir publicou nota afirmando que “ a evidencia atual é que o Opus tem uma influencia cada vez maior. Com sua filiação à Obra(Opus Dei), um crescente número de intelectuais, médicos, parlamentares, juizes e jornalistas dão ao Vaticano uma força poderosa e oculta que pretende impor seu código moral não somente ao católicos, mas através das leis e da política. Adam Weishaupt foi educado em um colégio de jesuítas e acabou obtendo o título de professor dos cônegos. Os iluminados da Baviera são o alto comando da maçonaria e da propria Opus Dei.


Artigo 1: Alckmin: o candidato do Opus Dei

Em recente sabatina na Folha de S.Paulo, o candidato Geraldo Alckmin foi curto na resposta: "Não sou da Opus Dei. Respeito quem é, mas não a conheço". Os jornalistas deste órgão de imprensa, que se jacta de "não ter o rabo preso", nada mais perguntaram, talvez porque já satanizaram Lula ou temam o poder divino desta seita religiosa. No caso, o ex-governador mentiu descaradamente ao dizer que não conhece o Opus Dei (em latim, Obra de Deus) ou seus fanáticos. Uma reportagem bombástica, publicada na revista Época em janeiro de 2006 e que depois desapareceu misteriosamente do noticiário da mídia, deu provas cabais de que atual presidenciável é um fiel seguidor desta organização católica de cunho fascista.
"Alckmin é um dos políticos brasileiros com ligações mais estreitas com a Obra. Elegeu Caminho, o guia escrito pelo fundador Josemaría Escrivá, como o seu livro de cabeceira. ‘Acostuma-se a dizer que não’, é um dos ensinamentos que mais aprecia, conforme contou em entrevista à imprensa. Um popular sacerdote do Opus Dei, o padre José Teixeira, foi seu confessor. Nos últimos anos, Alckmin tem recebido formação cristã no Palácio dos Bandeirantes de um influente numerário, jornalista Carlos Aberto Di Franco", relata o artigo. Numerário é o adepto da seita obrigado a residir nos sinistros casarões da Obra, ser virgem e usar o cilício nas cochas (corrente com pontas) e chicotear as costas. Já o supernumerário pode até freqüentar a Daslu, antro de consumo da elite brasileira, e tem a missão divina de conquistar prestígio na sociedade.

A conversão na ditadura

Ainda segundo a reveladora matéria escrita por Eliane Brum e Ricardo Mendonça, a reunião semanal do Opus Dei "é chamada informalmente de Palestra do Morumbi, numa alusão ao bairro onde se localiza a sede do governo. Alckmin e um grupo de empresários, advogados e juristas recebem preleções de cerca de 30 minutos... Um dos participantes do encontro, o desembargador aposentado e professor de direito da USP, Paulo Fernando Toledo, diz que o governador tucano é um dos ‘alunos’ mais aplicados. ‘Ele toma nota de tudo’. Outro membro do grupo, José Conduta, dono da corretora Harmonia, relata que Alckmin não faltou a nenhuma reunião, mesmo quando disputava a reeleição em 2002".

O grau de detalhamento da reportagem não deixa margem a dúvidas - e confirma que o candidato tucano mentiu no convescote da Folha. Ela chega a listar outros influentes participantes da Palestra do Morumbi: João Guilherme Ometto, vice-presidente da Federação das Indústrias de São Paulo, Benjamin Funari Neto, ex-presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, e Márcio Ribeiro, ligado à indústria têxtil. Segundo revela, "os laços do governador com o Opus Dei iniciaram-se com a família. Seu tio, José Geraldo Rodrigues Alckmin, ministro do Supremo Tribunal Federal indicado ao cargo pelo então presidente, general Emílio Garrastazu Médici, foi o primeiro supernumerário do Brasil".

Inspirado por Escrivá

As ligações de Geraldo Alckmin com esta seita ultra-secreta já eram motivo de especulações há tempos, mas só adquiriram veracidade com a reportagem da Época, ela mesma decorrente do sucesso do livro "O Código da Vinci", do estadunidense Dan Brown, que desnudou seus mistérios. Em setembro de 2000, o repórter Mario César Carvalho já havia dados algumas pistas. Revelou que o pai de Alckmin "adquiriu o perfil erudito numa organização católica da qual fazia parte, o Opus Dei, criada em 1928, e que tem um viés político de direita - na Espanha, apoiou a ditadura de Francisco Franco. Em 1978, no cinqüentenário do Opus Dei, o pai de Geraldo Alckmin pediu ao filho [prefeito da cidade] que batizasse com o nome do fundador uma das ruas de Pindamonhangaba: Josemaría Escrivá de Balaguer y Albas. Assim foi feito".

Outro jornalista, Mário Simas Filho, também fez uma surpreendente descoberta. Num artigo à revista IstoÉ, de dezembro de 2003, descreve: "Quando completou 24 anos, em 7 de novembro de 1976, Geraldo Alckmin estava angustiado. Ele sonhava ser médico, cursava o quinto ano de medicina, era vereador em Pindamonhangaba e na semana seguinte disputaria a eleição para prefeito da cidade. Logo pela manha, recebeu um bilhete de seu pai... Hoje, em sua carteira, ainda carrega o bilhete recebido há 27 anos e se emociona cada vez que o lê". Este bilhete reproduz literalmente o ponto número 702 do livro Caminho, que aconselha o devoto a "olhar de longe e sem paixão os fatos e as pessoas" para ascender na sociedade.

Um livro indispensável

Conhecer os segredos e os adeptos do Opus Dei não é tarefa fácil. Esta seita sempre atuou da forma mais sigilosa possível. Seus integrantes são proibidos terminantemente de dar publicidade a sua adesão; nem os filhos podem contar aos pais que deram o "apito", termo usado para indicar a admissão na seita. Eles são recrutados em importantes faculdades ou em clubes das elites, como o Centro Cultural Pinheiros, já que o Opus Dei só se interessa por aqueles que tenham condições de ascender social e politicamente. A Obra de Deus também mantém instituições de fachada, como o Colégio Catamarã, internamente batizado de "cata-moleques", e a Editora Quadrante. Atualmente, ela possui 1.700 seguidores no Brasil e 80 mil no mundo.

Aos poucos, entretanto, seus segredos vão sendo desvendados com a edição de vários livros e alguns sites na internet. Uma obra indispensável para conhecer esta seita é "Opus Dei: os bastidores", escrita por três ex-numerários, Jean Lauand, Marcio da Silva e Dario Fortes. O livro é horripilante, revelando todo o obscurantismo e reacionarismo desta organização. Os autores, católicos praticantes que denunciam a seita como um cancro na Igreja Católica, descrevem as práticas de auto-flagelação - cilício, chicote e macacão antimasturbação -; listam os livros que são censurados, os filmes proibidos, a televisão que é chaveada; e denunciam o uso corriqueiro de remédios antipsicóticos para entorpecer os "atormentados". 

Eles também confirmam que a seita tem um projeto bem definido de ascensão na sociedade. "É decisivo para o Opus Dei que os seus membros ou colaboradores exerçam poder". No sétimo capítulo, intitulado "dominação e manipulação", os ex-numerários se referem explicitamente a Geraldo Alckmin. Lembram que o ex-governador "foi convidado para dar a palestra de abertura do VII Máster em Jornalismo para Editores (tema: "As relações entre governo e mídia", no dia 17 de março de 2003, no Centro de Extensão Universitária, entidade presidida pelo doutor Ives Gandra da Silva Martins (membro supernumerário do Opus Dei) e dirigida pelo professor Carlos Alberto Di Franco (membro numerário responsável pelas relações da Obra com a mídia), durante o qual o governador elogiou a iniciativa".


* No próximo artigo, a origem e as práticas fascistas e fundamentalistas do Opus Dei.



Artigo 2: Alckmin e o fanatismo do Opus Dei



O candidato Geraldo Alckmin realmente parece um "picolé de chuchu", segundo a famosa ironia de José Simão. Mas de inocente ele não tem nada. Conhece bem a história nefasta do Opus Dei e os seus métodos autoritários, tecnocráticos e "discretos" de agir batem com esta doutrina. Numerário ele não é, já que não reside nos casarões da Obra de Deus, não fez voto de castidade e, tudo indica, não usa duas vezes ao dia o cilício nas cochas (cinturão com pontas de metal) e nem a "disciplina", outro utensílio de auto-flagelação utilizado para chicotear as costas. Mas Alckmin se encaixa perfeitamente no figurino do supernumerário, o seguidor da seita com "disfarce civil" e a missão divina de conquistar poder político para o Opus Dei.

A origem fundamentalista

O Opus Dei (do latim, Obra de Deus) foi fundado em outubro de 1928, na Espanha, pelo padre Josemaría Escrivá. O jovem sacerdote de 26 anos diz ter recebido a "iluminação divina" durante a sua clausura num mosteiro de Madri. Preocupado com o avanço das esquerdas no país, este excêntrico religioso, visto pelos amigos de batina como um "fanático e doente mental", decidiu montar uma organização ultra-secreta para interferir nos rumos da Espanha. Segundo as suas palavras, ela seria "uma injeção intravenosa na corrente sanguínea da sociedade", infiltrando-se em todos os poros de poder. Deveria reunir bispos e padres, mas, principalmente, membros laicos, que não usassem hábitos monásticos ou qualquer tipo de identificação.

Reconhecida oficialmente pelo Vaticano em 1947, esta seita logo se tornou um contraponto ao avanço das idéias progressistas na Igreja. Em 1962, o papa João 23 convocou o Concílio Vaticano II, que marca uma viragem na postura da Igreja, aproximando-a dos anseios populares. No seu fanatismo, Escrivá não acatou a mudança. Criticou o fim da missa rezada em latim, com os padres de costas para os fiéis, e a abolição do Index Librorum Prohibitorum, dogma obscurantista do século 16 que listava livros "perigosos" e proibia sua leitura pelos fiéis. "Este concílio, minhas filhas, é o concílio do diabo", garantiu Escrivá para alguns seguidores, segundo relato do jornalista Emílio Corbiere no livro "Opus Dei: El totalitarismo católico".

O poder no Vaticano

Josemaría Escrivá faleceu em 1975. Mas o Opus Dei se manteve e adquiriu maior projeção com a guinada direitista do Vaticano a partir da nomeação do papa polonês João Paulo II. Para o teólogo espanhol Juan Acosta, "a relação entre Karol Wojtyla e o Opus Dei atingiu o seu êxito nos anos 80-90, com a irresistível acessão da Obra à cúpula do Vaticano, a partir de onde interveio ativamente no processo de reestruturação da Igreja Católica sob o protagonismo do papa e a orientação do cardeal alemão Ratzinger". Em 1982, a seita foi declarada "prelazia pessoal" - a única existente até hoje -, o que no Direito Canônico significa que ela só presta contas ao papa, que só obedece ao prelado (cargo vitalício hoje ocupado por dom Javier Echevarría) e que seus adeptos não se submetem aos bispos e dioceses, gozando de total autonomia.

O ápice do Opus Dei ocorreu em outubro de 2002, quando o seu fundador foi canonizado pelo papa numa cerimônia que reuniu 350 mil simpatizantes na Praça São Pedro, no Vaticano. A meteórica canonização de Josemaría Escrivá, que durou apenas dez anos, quando geralmente este processo demora décadas e até séculos, gerou fortes críticas de diferentes setores católicos. Muitos advertiram que o Opus Dei estava se tornando uma "igreja dentro da Igreja". Lembraram um alerta do líder jesuíta Vladimir Ledochowshy que, num memorando ao papa, denunciou a seita pelo "desejo secreto de dominar o mundo". Apesar da reação, o papa João Paulo II e seu principal teólogo, Joseph Ratzinger, ex-chefe da repressora Congregação para Doutrina da Fé e atual papa Bento 16, não vacilaram em dar maiores poderes ao Opus Dei.

Vários estudos garantem que esta relação privilegiada decorreu de razões políticas e econômicas. No livro "O mundo secreto do Opus Dei", o jornalista canadense Robert Hutchinson afirma que esta organização acumula uma fortuna de 400 bilhões de dólares e que financiou o sindicato Solidariedade, na Polônia, que teve papel central na débâcle do bloco soviético nos anos 90. O complô explicaria a sólida amizade com o papa, que era polonês e um visceral anticomunista. Já Henrique Magalhães, numa excelente pesquisa na revista A Nova Democracia, confirma o anticomunismo de Wojtyla e relata que "fontes da Igreja Católica atribuem o poder da Obra a quitação da dívida do Banco Ambrosiano, fraudulentamente falido em 1982".

O vínculo com os fascistas

Além do rigoroso fundamentalismo religioso, o Opus Dei sempre se alinhou aos setores mais direitistas e fascistas. Durante a Guerra Civil Espanhola, deflagrada em 1936, Escrivá deu ostensivo apoio ao general golpista Francisco Franco contra o governo republicano legitimamente eleito. Temendo represálias, ele se asilou na embaixada de Honduras, depois se internou num manicômio, "fingindo-se de louco", antes de fugir para a França. Só retornou à Espanha após a vitória dos golpistas. Desde então, firmou sólidos laços com o ditador sanguinário Francisco Franco. "O Opus Dei praticamente se fundiu ao Estado espanhol, ao qual forneceu inúmeros ministros e dirigentes de órgãos governamentais", afirma Henrique Magalhães.

Há também fortes indícios de que Jose María Escrivá nutria simpatias por Adolf Hitler e pelo nazismo. De forma simulada, advogava as idéias racistas e defendia a violência. Na máxima 367 do livro Caminho, ele afirma que seus fiéis "são belos e inteligentes" e devem olhar aos demais como "inferiores e animais". Na máxima 643, ensina que a meta "é ocupar cargos e ser um movimento de domínio mundial". Na máxima 311, ele escancara: "A guerra tem uma finalidade sobrenatural... Mas temos, ao final, de amá-la, como o religioso deve amar suas disciplinas". Em 1992, um ex-membro do Opus Dei revelou o que este havia lhe dito: "Hitler foi maltratado pela opinião pública. Jamais teria matado 6 milhões de judeus. No máximo, foram 4 milhões". Outra numerária, Diane DiNicola, garantiu: "Escrivá, com toda certeza, era fascista". 

Escrivá até tentou negar estas relações. Mas, no seu processo de ascensão no Vaticano, ele contou com a ajuda de notórios nazistas. Como descreve a jornalista Maria Amaral, num artigo à revista Caros Amigos, "ao se mudar para Roma, ele estimulou ainda mais as acusações de ser simpático aos regimes autoritários, já que as suas primeiras vitórias no sentido de estabelecer o Opus Dei com estrutura eclesiástica capaz de abrigar leigos e ordenar sacerdotes se deram durante o pontificado do papa Pio XII, por meio do cardeal Eugenio Pacelli, responsável por controverso acordo da Igreja com Hitler". Um outro texto, assinado por um grupo de católicas peruanas, garante que a seita "recrutou adeptos para a organização fascista ‘Jovem Europa’, dirigida por militantes nazistas e com vínculos com o fascismo italiano e espanhol". 

Pouco antes de morrer, Josemaría Escrivá realizou uma "peregrinação" pela América Latina. Ele sempre considerou o continente fundamental para sua seita e para os negócios espanhóis. Na região, o Opus Dei apoiou abertamente várias ditaduras. No Chile, participou do regime terrorista de Augusto Pinochet. O principal ideólogo do ditador, Jaime Guzmá, era membro ativo da seita, assim como centenas de quadros civis e militares. Na Argentina, numerários foram nomeados ministros da ditadura. No Peru, a seita deu sustentação ao corrupto e autoritário Alberto Fujimori. No México, ajudou a eleger como presidente seu antigo aliado, Miguel de La Madri, que extinguiu a secular separação entre o Estado e a Igreja Católica. 

Infiltração na mídia

Para semear as suas idéias religiosas e políticas de forma camuflada, Escrivá logo percebeu a importância estratégica dos meios de comunicação. Ele mesmo gostava de dizer que "temos de embrulhar o mundo em papel-jornal". Para isso, contou com a ajuda da ditadura franquista para a construção da Universidade de Navarra, que possuí um orçamento anual de 240 milhões de euros. Jornalistas do mundo inteiro são formados nos cursos de pós-graduação desta instituição. O Opus Dei exerce hoje forte influência sobre a mídia. Um relatório confidencial entregue ao Vaticano em 1979 pelo sucessor de Escrivá revelou que a influência da seita se estendia por "479 universidades e escolas secundárias, 604 revistas ou jornais, 52 estações de rádio ou televisões, 38 agências de publicidade e 12 produtores e distribuidoras de filmes".

Na América Latina, a seita controla o jornal El Observador (Uruguai) e tem peso nos jornais El Mercúrio (Chile), La Nación (Argentina) e O Estado de S.Paulo. Segundo várias denúncias, ela dirige a Sociedade Interamericana de Imprensa, braço da direita na mídia hemisférica. No Brasil, a Universidade de Navarra é comandada por Carlos Alberto di Franco, numerário e articulista do Estadão, responsável pela lavagem cerebral semanal de Geraldo Alckmin nas famosas "palestras do Morumbi". Segundo a revista Época, seu "programa de capacitação de editores já formou mais de 200 cargos de chefia dos principais jornais do país". O mesmo artigo confirma que "o jornalista Carlos Alberto Di Franco circula com desenvoltura nas esferas de poder, especialmente na imprensa e no círculo íntimo do governador Geraldo Alckmin". 

O veterano jornalista Alberto Dines, do Observatório da Imprensa, há muito denuncia a sinistra relação do Opus Dei com a mídia nacional. Num artigo intitulado "Estranha conversão da Folha", critica seu "visível crescimento na imprensa brasileira. A Folha de S.Paulo parecia resistir à dominação, mas capitulou". No mesmo artigo, garante que a seita "já tomou conta da Associação Nacional de Jornais (ANJ)", que reúne os principais monopólios da mídia do país. Para ele, a seita não visa a "salvação das almas desgarradas. É um projeto de poder, de dominação dos meios de comunicação. E um projeto desta natureza não é nem poderia ser democrático. A conversão da Folha é uma opção estratégica, política e ideológica".

A "santa máfia"

Durante seus longos anos de atuação nos bastidores do poder, o Opus Dei constituiu uma enorme fortuna, usada para bancar seus projetos reacionários - inclusive seus planos eleitorais. Os recursos foram obtidos com a ajuda de ditadores e o uso de máquinas públicas. "O Opus Dei se infiltrou e parasitou no aparato burocrático do Estado espanhol, ocupando postos-chaves. Constituiu um império econômico graças aos favores nas largas décadas da ditadura franquista, onde vários gabinetes ministeriáveis foram ocupados integralmente por seus membros, que ditaram leis para favorecer os interesses da seita e se envolveram em vários casos de corrupção, malversação e práticas imorais", acusa um documento de católico do Peru. 

A seita também acumulou riquezas através da doação obrigatória de heranças dos numerários e do dizimo dos supernumerários e simpatizantes infiltrados em governos e corporações empresariais. Com a ofensiva neoliberal dos anos 90, a privatização das estatais virou outra fonte de receitas. Poderosas multinacionais espanholas beneficiadas por este processo, como os bancos Santander e Bilbao Biscaia, a Telefônica e empresa de petróleo Repsol, tem no seu corpo gerencial adeptos do Opus. 

Para católicos mais críticos, que rotulam a seita de "santa máfia", esta fortuna também deriva de negócios ilícitos. Conforme denuncia Henrique Magalhães, "além da dimensão religiosa e política, o Opus Dei tem uma terceira face: da sociedade secreta de cunho mafioso. Em seus estatutos secretos, redigidos em 1950 e expostos em 1986, a Obra determina que ‘os membros numerários e supernumerários saibam que devem observar sempre um prudente silêncio sobre os nomes dos outros associados e que não deverão revelar nunca a ninguém que eles próprios pertencem ao Opus Dei’. Inimiga jurada da Maçonaria, ela copia sua estrutura fechada, o que frequentemente serve para encobrir atos criminosos".

O jornalista Emílio Corbiere cita os casos de fraude e remessa ilegal de divisas das empresas espanholas Matesa e Rumasa, em 1969, que financiaram a Universidade de Navarra. Há também a suspeita do uso de bancos espanhóis na lavagem de dinheiro do narcotráfico e da máfia russa. O Opus Dei esteve envolvido na falência fraudulenta do banco Comercial (pertencente ao jornal El Observador) e do Crédito Provincial (Argentina). Neste país, os responsáveis pela privatização da petrolífera YPF e das Aerolineas Argentinas, compradas por grupos espanhóis, foram denunciados por escândalos de corrupção, mas foram absolvidos pela Suprema Corte, dirigida por Antonio Boggiano, outro membro da Opus Dei. No ano retrasado, outro numerário do Opus Dei, o banqueiro Gianmario Roveraro, esteve envolvido na quebra da Parlamat.

"A Internacional Conservadora"

O escritor estadunidense Dan Brown, autor do best seller "O Código da Vinci", não vacila em acusar esta seita de ser um partido de fanáticos religiosos com ramificações pelo mundo. O Opus Dei teria cerca de 80 milhões de fiéis, muitos deles em cargos-chaves em governos, na mídia e em multinacionais. Henrique Magalhães garante que a "Obra é vanguarda das tendências mais conservadoras da Igreja Católica". Num livro feito sob encomenda pelo Opus Dei, o vaticanista John Allen confessa este poderio. Ele admite que a seita possui um patrimônio de US$ 2,8 bilhões - incluindo uma luxuosa sede de US$ 60 milhões em Manhattan - e que esta fortuna serve para manter as suas instituições de fachada, como a Heights School, em Washington, onde estudam os filhos dos congressistas do Partido Republicano de George W.Bush.

Numa reportagem que tenta limpar a barra do Opus Dei, a própria revista Superinteressante, da suspeita Editora Abril, reconhece o enorme influência política desta seita. E conclui: "No Brasil, um dos políticos mais ligados à Obra é o candidato a presidente Geraldo Alckmin, que em seus tempos de governador de São Paulo costumava assistir a palestras sobre doutrina cristã ministradas por numerários e a se confessar com um padre do Opus Dei. Alckmin, porém, nega fazer parte da ordem". Como se observa, o candidato segue à risca um dos principais ensinamentos do fascista Josemaría Escrivá: "Acostuma-se a dizer não".


O próximo artigo abordará os planos eleitorais do Opus Dei na América Latina, que incluem a eleição de Geraldo Alckmin no Brasil.



Artigo 3: Alckmin e a conspiração do Opus Dei



O presidenciável Geraldo Alckmin se encaixa perfeitamente nos planos políticos e eleitorais do Opus Dei na América Latina. Desde a sua chegada ao continente, nos anos 50, esta seita planeja ardilosamente a sua ascensão ao poder. O projeto só ganhou ímpeto com a onda de golpes militares na região a partir dos anos 60. Seguidores do Opus Dei presidiram ou assessoraram vários ditadores. Nos anos 90, com a avalanche neoliberal no continente, os tecnocratas fiéis a esta seita voltaram a gozar de prestígio. Agora, o Opus Dei torce e trabalha na "surdina" pela eleição de Geraldo Alckmin no segundo turno da sucessão presidencial.

A "catequese" na América Latina

Nos anos 50, a seita aliciou seus primeiros fiéis entre as velhas oligarquias que procuravam se diferenciar dos povos indígenas e pregavam o fundamentalismo religioso. Mas o Opus Dei só adquire pujança com a onda de golpes a partir dos anos 60. Até então, a sua ação ainda era dispersa. Segundo excelente artigo de Marina Amaral na revista Caros Amigos, "em 1970, Josemaría Escrivá viajou para o México dando início às ‘viagens de catequese’ pelas Américas que duraram até às vésperas de sua morte em Roma, em 1975".

Em 1974, o fundador do Opus Dei visitou a América do Sul, então dominada por ditaduras militares. "O clero progressista tentava utilizar o peso da Igreja para denunciar torturas e assassinatos e para lutar pelo restabelecimento da democracia. Em suas palestras, ele respondeu certa vez a um militar que perguntara como seguir o caminho da ‘santificação espiritual’ do Opus Dei: ‘Os militares já têm metade do caminho espiritual feito’", revela Marina Amaral. Neste período sombrio, a seita apoiou os golpes e participou de vários governos ditatoriais, segundo Emílio Corbiere, autor do livro "Opus Dei: El totalitarismo católico".

No Chile, a seita fascista foi para o ditador Augusto Pinochet o que fora para o franquismo na Espanha. O principal ideólogo deste regime sanguinário, Jaime Guzmá, era um membro ativo desta seita, assim como centenas de quadros civis e militares. Ela também apoiou os golpes militares e participou ativamente dos regimes autoritários na Argentina, Paraguai e Uruguai. Ainda segundo Corbiere, o Opus Dei financiou o regime do ditador nicaragüense Anastácio Somoza até sua derrota para os sandinistas. Na década de 90, ela ainda deu "ativa assistência" à ditadura terrorista e corrupta de Alberto Fujimori, no Peru.

O fundamentalismo neoliberal

Outra fase "próspera" do Opus Dei se dá com a ofensiva neoliberal na década de 90. Gozando da simpatia do papa e da total autonomia frente às igrejas locais, esta seita se beneficia da invasão das multinacionais espanholas, decorrente da privatização de estatais. Muitas delas são influenciadas por numerários do Opus Dei. Conforme relembra Henrique Magalhães, em artigo para a revista A Nova Democracia, "a Argentina entregou as suas estatais de telefonia, petróleo, aviação e energia à Telefônica, Repsol, Ibéria e Endesa, respectivamente. A Ibéria já havia engolido a LAN [aviação], do Chile, onde a geração de energia já era controlada pela Endesa. Os bancos espanhóis também chegaram ao continente neste processo".

"O Opus Dei é para o modelo neoliberal o que foram os dominicanos e os franciscanos para as cruzadas e os jesuítas para a Reforma de Lutero", compara José Steinsleger, colunista do mexicano La Jornada. Nos anos 90, a seita também emplacou vários bispos e cardeais na região. O mais famoso é Juan Cipriani, do Peru, amigo intimo do ditador Alberto Fujimori. Em 1997, quando da invasão da embaixada do Japão por militantes do Movimento Revolucionário Tupac Amaru, o bispo se valeu da condição de mediador e usou um aparelho de escuta no crucifixo, o que permitiu à polícia invadir a casa e matar todos seus ocupantes.

Os tentáculos no Brasil

No Brasil, o Opus Dei fincou a sua primeira raiz em 1957, na cidade de Marília, no interior paulista, com a fundação de dois centros. Em 1961, dada à importância da filial, a seita deslocou o numerário espanhol Xavier Ayala, segundo na hierarquia. "Doutor Xavier, como gostava de ser chamado, embora fosse padre, pisou em solo brasileiro com a missão de fortalecer a ala conservadora da Igreja. Às vésperas do Concílio Vaticano II, o clero progressista da América Latina clamava pelo retorno às origens revolucionárias do cristianismo e à ‘opção pelos pobres’, fundamentos da Teologia da Libertação", explica Marina Amaral.

Ainda segundo seu relato, "aos poucos, o Opus Dei foi encontrando seus aliados na direita universitária... Entre os primeiros estavam dois jovens promissores: Ives Gandra Martins e Carlos Alberto Di Franco, o primeiro simpático ao monarquismo e candidato derrotado a deputado; o segundo, um secundarista do Colégio Rio Branco, dos rotarianos do Brasil. Ives começou a freqüentar as reuniões do Opus Dei em 1963; Di Franco ‘apitou’ (pediu para entrar) em 1965. Hoje, a organização diz ter no país pouco mais de três mil membros e cerca de quarenta centros, onde moram aproximadamente seiscentos numerários".

Crescimento na ditadura

Durante a ditadura, a seita também concentrou sua atuação no meio jurídico, o que rende frutos até hoje. O promotor aposentado e ex-deputado Hélio Bicudo revela ter sido assediado duas vezes por juízes fiéis à organização. O expoente nesta fase foi José Geraldo Rodrigues Alckmin, nomeado ministro do STF pelo ditador Garrastazu Médici em 1972, e tio do atual presidenciável. Até os anos 70, porém, o poder do Opus Dei era embrionário. Tinha quadros em posições importantes, mas sem atuação coordenada. Além disso, dividia com a Tradição, Família e Propriedade (TFP) as simpatias dos católicos de extrema direita.

Seu crescimento dependeu da benção dos generais golpistas e dos vínculos com poderosas empresas. Ives Gandra e Di Franco viraram os seus "embaixadores", relacionando-se com donos da mídia, políticos de direita, bispos e empresários. É desta fase a construção da sua estrutura de fachada - Colégio Catamarã (SP), Casa do Moinho (Cotia) e Editora Quadrante. Ela também criou uma ONG para arrecadar fundos: OSUC (Obras Sociais, Universitárias e Culturais). Esta recebe até hoje doações do Itaú, Bradesco, GM e Citigroup. Confrontado com esta denúncia, Lizandro Carmona, da OSUC, implorou à jornalista Marina Amaral: "Pelo amor de Deus, não vá escrever que empresas como o Itaú doam dinheiro ao Opus Dei".

Ofensiva recente na região

Na fase recente, o Opus Dei está excitado, com planos ousados para conquistar maior poder político na América Latina. Em abril de 2002, a seita participou ativamente do frustrado golpe contra o presidente Hugo Chávez, na Venezuela. Um dos seus seguidores, José Rodrigues Iturbe, foi nomeado ministro das Relações Exteriores do fugaz governo golpista. A embaixada da Espanha, governada na época pelo neo-franquista Partido Popular (PP), de José Maria Aznar - cuja esposa é do Opus Dei -, deu guarita aos seus fiéis. Outro golpista ligado à seita, Gustavo Cisneiros, é megaempresário das telecomunicações no país.

Em dezembro do ano passado, o Opus Dei assistiu a derrota do seu candidato, Joaquim Laví, ex-assessor do ditador Augusto Pinochet, à presidência do Chile. Já em maio deste ano, colheu uma nova derrota com a candidatura de Lourdes Flores, declarada numerária do partido Unidade Nacional. Em compensação, a seita comemorou a vitória do narco-terrorista Álvaro Uribe na Colômbia, que também dispôs de milhões de dólares do governo George Bush. Já no México, outro conhecido simpatizante do Opus Dei, Felipe Calderon, ex-executivo da Coca-Cola, venceu uma das eleições mais fraudulentas da história deste país.

Um perigo sorrateiro

Agora, como afirma o estudioso Henrique Magalhães, "as esperança do Opus Dei se voltam para Geraldo Alckmin, que hoje é um dos seus quadros políticos de maior destaque. A Obra tenta fazer dele presidente e formar um eixo geopolítico com os governantes da Colômbia e do México, aos quais está intimamente associada". De maneira ardilosa, a seita usará todos os "recursos". Prova do seu método pode ser visto na recente eleição do Senado no Rio de Janeiro, onde foi desencadeada brutal campanha contra a candidatura da comunista Jandira Feghali. Não por acaso, dois dos principais numerários do país atuam neste estado: o bispo de Nova Friburgo, Rafael Cifuentes, e o bispo-auxiliar dom Antônio Augusto Dias Duarte.

Apesar de ter mentido numa recente sabatina ao jornal Folha de S.Paulo, quando afirmou que "não sou da Opus Dei; respeito quem é, mas não conheço", hoje são notórias as estreitas relações de Geraldo Alckmin com esta seita fascista - desde os tempos de infância, no convívio com seu pai e o tio-ministro do STF da ditadura, até as irregulares "palestras do Morumbi". Na excelente reportagem da revista Caros Amigos, a jornalista Marina Amaral lembra o constrangimento do padre Vicente Ancona, numerário do Opus Dei que lhe atendeu: "Quando perguntei ao padre Vicente Ancona se Alckmin estava recebendo orientação espiritual e desistiu por causa da repercussão, a resposta foi curta e grossa; ‘Exato’".

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

A LÍNGUA DOS ANJOS E O IMPRONUNCIÁVEL NOME DE DEUS





O impronunciável nome de Deus

 A tradição esotérica dos judeus, a cabala, considera o nome de Deus sagrado e impronunciável. Possivelmente, a origem deste conceito está no terceiro Mandamento: "Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão". (Êxodo - Capítulo XX - Versículo VII). Assim, um grupo de sábios judeus, conhecidos como Massoretas, incorporou "acentos" que funcionavam como vogais e viabilizavam a pronúncia do tetragrama, resultando na palavra Adonai (Senhor), que passou a ser utilizada para pronunciá-lo. Os nomes Jeová, Iehovah, Javé, Iavé, ou ainda Yahweh, são adaptações para a língua portuguesa da palavra Adonai, e não do tetragrama original.

Porém, há ainda uma crença entre os judeus do início do período cristão, que a própria palavra Torah seria parte do nome divino. Há outra relação interessante encontrada nos nomes originais de Adão e Eva, Yod e Chawah, respectivamente. Uma combinação entre estes dois nomes resulta numa das variações do tetragrama, YHWH, fato que sugere uma relação entre Criador e criatura. Com o decorrer do tempo, foram adotados outros termos para se referir ao Tetragrama: "O Nome", "O Bendito" ou "O Céu".

O místico cristão, Jacob Boehme, utilizando-se de uma cabala gráfica (conhecida como Árvore da Vida), encontrou os 72 Nomes de Deus (publicado em 1652, no livro Oedipus Aegypticus). Sendo que todos são formados por apenas quatro letras, o que caracteriza mais uma vez o tetragrama. Seguindo este raciocínio, encontramos também Tupã (divindade dos índios brasileiros), Yang (em chinês, possui vários significados, entre eles, Deus do bem), Bara (o equivalente à Deus na seita islâmica Beahismo) e Xiva (divindade Hindu).



A Bíblia não fala dessa “língua” com clareza. Há apenas imagináveis vislumbres, indícios ou relances a respeito, e, em uma igreja, lamentavelmente, bastante problemática – a de Corinto (I Cor. 14: 2).Consequentemente, sua aceitação e compreensão varia de pessoa para pessoa. Apenas temos que ficar atentos para não sermos envolvidos nas malhas de Lúcifer. Reitero com veemência que Paulo não era favorável a divulgação desta língua. Proibiu-a claramente. Ouça:

Portanto, não há “língua celestial” na Bíblia. Língua é uma forma clara de se expressar. Os coríntios é que, contrário a Paulo, “criaram” um som estranho, sem nexo, sem sentido para os infiéis.


“Porque o que fala língua estranha não fala aos homens, senão a Deus; porque NINGUÉM ENTENDE, e em espírito FALA DE MISTÉRIOS.”

Os irmãos pentecostais fazem deste texto a fortaleza inexpugnável para provar as “línguas estranhas” que falam. Interessante, a palavra “estranha”, aqui neste verso, adquire para eles uma aura de mistério, algo impenetrável, ininteligível. Dizem, por isso, ser a língua dos anjos ou língua celestial.
Não se deve esquecer entretanto que, o vocábulo “estranha” é uma adição especial dos tradutores (não consta do original) e o sentido que queriam dar é de desconhecido ou estrangeiro.

EXEMPLO: Uma pessoa estranha, não quer dizer que seja misteriosa, anormal, esquisita ou extraordinária, mas, simplesmente que é desconhecida.


Pois bem, o verdadeiro Dom de Línguas é a capacitação divina de se falar um idioma estrangeiro para pregar o evangelho, sem havê-lo estudado na escola e, isto é, circunstancialmente, visto e provado em Atos 2: 5-11 e ratificado pelos já citados líderes pentecostais Brumback e Donald Gee.

Entenda, por mais estes textos, o que é língua estranha:
Isaías 33: 19
]
“Não verás mais este povo cruel... de língua estranha que não se pode entender.”
Ezequiel 3: 5-6

“Por que tu não és enviado a um povo de estranha fala, nem de língua difícil... Nem a muitos povos de estranha fala, e de língua difícil, cujas palavras não possas entender...”

Portanto, língua estranha que “não se pode entender” é o idioma de uma outra nação, cuja língua desconhecemos. Contudo, ela deixa de ser estranha para aquele que a aprender na escola.


“NINGUÉM ENTENDE” – não está se referindo a todos os moradores da Terra, sabe por quê?

• O verdadeiro Dom de Línguas é entendível por aquele que fala e por quem ouve. O Pentecostes é a insofismável prova. Atos 2: 5-11. Todos os presentes à festa ENTENDERAM as línguas faladas.

• Se um crente falar uma das 3.000 línguas existentes no mundo, haverá alguém que a entenderá; quando nada por aqueles que pertencem ao seu grupo linguístico, ou seja, seus patrícios e conterrâneos. Portanto, já não será “estranha” para estes.



EXEMPLO: Numa igreja onde só há quem fale português, chega um crente da União Soviética. Em dado momento, ele começa a orar na língua russa. Nenhum dos presentes entende o que ele está falando, só Deus compreende porque foi Quem criou todos os idiomas. Para os demais, portanto, o russo “fala de mistérios” enquanto ouvem sem nada entender.

Só o russo se edificou em sua oração a Deus, ninguém mais (I Cor.14:4). Pode até acontecer de alguém dizer “amém”, porém, o fará simplesmente por impulsos emotivos, em virtude do seu desconhecimento deste idioma.

Paulo classifica de indouto aquele que diz “amém” ao ouvir uma oração ou uma pregação em língua estrangeira que não conhece (I Cor. 14: 16). E ele tem razão; como pode alguém concordar com alguma coisa que não entende?

Outrossim, fica claro que, a língua russa, conquanto estranha para muitos, é um idioma existente, falado na Rússia e em muitos outros países e por aquele que o aprendeu na escola. Não é, portanto, “som sem sentido”, sem nexo, estático, imperfeito ou misterioso. É um idioma. Uma língua estrangeira.




“E EM ESPÍRITO FALA DE MISTÉRIOS”

(a súplica do russo era mistério para os demais, porque ninguém falava esta língua na igreja, mas não era mistério para Deus).

Toda a dificuldade seria contornada se houvesse, na reunião, um crente apenas que falasse o idioma russo. Ele então funcionaria como tradutor para os demais, e, assim, a língua deixaria de ser estranha, o mistério também desapareceria e todos seriam confirmados na fé.

Assim pois, os coríntios não estavam falando um idioma estrangeiro como um dom do Céu, pois que, esse só é dado para um fim específico – pregar aos estrangeiros – e nunca para satisfação pessoal ou porque se quer, a todo custo, por capricho ou para simples exibicionismo.

O certo é que, Paulo, ainda que de maneira velada, estranhou o que estava acontecendo na igreja de Corinto. Não aprovou ele, de forma nenhuma, aqueles sons, por isso que, por orientação do Espírito Santo, para evitar a confusão generalizada, deu estes mandamentos:

•“Falem dois ou quando muito três, durante a reunião.”
•“Cada um por vez.”

•“Não havendo intérprete esteja calado na igreja.” I Coríntios 14: 27-28.

Esta é uma prova inequívoca de que aquela língua não tinha a aprovação de Paulo. Ele foi benévolo com os coríntios, não desejando dizer que seu dom era falso ou estranho; orientou-os apenas para que estivessemalertas, pois que, o verdadeiro Dom de Línguas é diferente; não precisa da interferência humana (tradutores) porque Deus é perfeito. Atos 2: 4, 6-11.
Irmãos, estes mandamentos são válidos, hoje, da mesma forma que o foram naquela ocasião. O Espírito Santo ainda é a autoridade na igreja. O Espírito Santo está vigilante e muito entristecido por ver o mesmo fenômeno de Corinto hoje nas igrejas, e as pessoas acharem que seja Ele o autor.

Observe:

O que acontece nas reuniões pentecostalistas hoje? Dezenas de pessoas, todas ao mesmo tempo, falando as chamadas “línguas estranhas”. Ninguém consegue manter o controle. Pelo contrário, em muitas igrejas, a ordem é gritar mais, gemer mais, se emocionar mais, pois que, assim entendem estar agradando ao Espírito Santo, ou quando nada, permitindo-se por Ele ser usado.

Ó, irmãos, é um equívoco. O desejo do Espírito Santo é outro. Ele não agiria de uma forma em Corinto e de outra forma no Brasil. Não, amados, lamentavelmente os Seus mandamentos são transgredidos. Parece que as pessoas não querem mesmo dar ouvidos à Sua voz cálida: “não havendo intérprete, cale-se”.

Sim, amado, a sinceridade me obriga a afirmar, e o faço por amor, creia: As gritarias ensurdecedoras de dezenas de pessoas balbuciando e gemendo com um zumbido dirigido, são manifestações da carne, “... pois não está sujeita a Lei de Deus, nem em verdade o pode estar”. Romanos 8: 7. Eu estou à vontade para dizer isso, porque tenho o apoio dos líderes pentecostais mencionados neste capítulo, que foram claros ao definir a “imitação falsa e fanática” do Dom de Línguas.

Diante disso, digo-lhe, com respeito e amor, não existe na Bíblia,“língua estranha”, “língua dos anjos”, nem “língua celestial”. O que há foi esta dificuldade criada em Corinto, pela contrafação do verdadeiro Dom de Línguas.

Provado está que, a condição espiritual da igreja de Corinto não favorecia a doação do Dom de Línguas pelo Espírito Santo (leia a pág. 233). Todavia, eles o queriam de qualquer forma. E quem faz ou deseja algo do Céu pela sua própria vontade, na carne, pode ser envolvido com facilidade pelo engano do diabo.

VERDADEIRO DOM DE LÍNGUAs

Capacidade de falar outros idiomas sem os haver estudado na escola. Recurso divino para facilitar a pregação do evangelho aos estrangeiros.


“A diferença de suas algaravias residia em produzir, ora sons guturais, ora nasais e outras vezes sibilante; numas predominando as sílabas ‘lá’ e ‘que’, noutras ‘ma’ e ‘si’, em desenfreado descontrole, mais ou menos o seguinte: ‘Laralaque, laque, laque! Lique! Lique! Lique! Lique! Salalaque, mamauá, meneasiri, si – sis – si – si – sisi... cára, cá, cá, que!’ etc. São assim, com variantes, as estruturas centrais das chamadas ‘línguas estranhas...!”’ – Idem, pág. 156.

Estas línguas não contêm substantivos, verbos, adjetivos nem outros componentes lógicos da linguagem humana. Por favor, o que é isso, então?

EXEMPLO: Se eu lhe disser:

“Páter Remond Ro En Tóis Uranóis”.

Você entenderia? Dirá que estou falando língua estranha? Bem, esta frase quer dizer: “Pai nosso que está no Céu”, em grego, um idioma conhecido. Aqui há concordâncias verbais traduzíveis, conquanto pareça e seja “língua estranha”.


“ALABAXÚ, ALABAXÚ, ALABAXAIA, ALABAXAIA - SURILABATAI”
(Pentecostal)

Notou a diferença das línguas estranhas faladas por irmãos pentecostais, num espaço de 50 anos entre sí? Não houve uniformidade entre as línguas, muito embora o Espírito Santo seja perfeito. Por isso, as línguas relatadas por Elemer Hasse e Dr. Tancredo Vilhena, se assemelham tanto que deve preocupar os sinceros.

Agora, ouça as línguas faladas no candomblé, e veja a incrível semelhança com as línguas pentecostais, predominando a sílaba “ma” e “lá”:
“Terra de Cantarinamaia. Rimaracaxô Select manaios.”

Um querido irmão, egresso do candomblé, hoje membro atuante da Igreja Adventista do Sétimo Dia, disse que, realmente, lá se falam línguas idênticas, tremendamente semelhantes; e outro afirmou que “MANAIOS” é origem de outra palavra que quer dizer: árvore da mata. No candomblé, prosseguiu, MATA está muito ligada com Exú,

O Dr. Fernando Pretti, funcionário do Governo do Espírito Santo, foi, durante onze anos, membro super atuante da Igreja Pentecostal Maranata. Relatou no livro que escreveu e editamos – A IGREJA DO MONTE, sua incrível conversão à Igreja Adventista do Sétimo Dia onde está há três anos. No dia 4/1/1996, esteve em minha casa e mencionou as línguas que se falam na Igreja Pentecostal Maranata:

“I Uandalamarrai I Chirrai Sirraz (Balabarrás)

I Ulaissí, Ôh Surriei”

Ele disse que todos lá falam estas línguas, mas fez questão de frisar: “A língua Balabarrás era exclusiva minha.”

– Então eu lhe perguntei: O que ela quer dizer?
– Ele respondeu: “Não Sei!”

As línguas do Movimento Carismático Católico são produzidas após cantarem uma linda canção pedindo que o Espírito Santo desça como o fogo, na hora da oração pela cura. A pessoa que as fala e interpreta, o faz em nome de Jesus, em nome da virgem Maria e em nome de outros santos, que menciona à medida que fala. As línguas soam bastante repetitivas e intermitentes, assim:

“SHALABABALALA... BABALABABALA... BALABAIAM... BALABAIAM... BALABAIAM...”

No dia posterior à reunião que estive, conversei com a pessoa que falou tais línguas e pedi-lhe que as repetisse para mim. Ela informou ser impossível, pois era um influxo do Espírito Santo quando descia na reunião.
Então lhe falei: No início do século este “dom” era uma reivindicação apenas pentecostalista, depois foi visto no espiritismo e agora no meio católico carismático. Ela então me disse: “Os cristãos vão se unir. Não diz a Bíblia que haverá um só rebanho e um só pastor?” (A propósito, leia algo interessante na pág. 261).

Meu amado, leia com carinho e tire as conclusões corretas:
Tiago 1: 17 – “Toda a boa dádiva e todo o DOM PERFEITO vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.”

Agora ouça o que disse Robert J . MacDonald discursando para os fidei-comissários, dirigentes e delegados da Septuagésima Sétima Convenção

Anual Espírita:

“Um dos mais recentes fenômenos observados no campo da religião é o interesse pela glossolália (dom de línguas estranhas), que já atinge as Igrejas Protestantes tradicionais... Quando o espiritismo moderno surgiu, em 1848, muitos médiuns de então, experimentaram o fenômeno, e até hoje ele segue manifestando-se em certa extensão em nosso meio.” – The Summit 07 Understanding (O Clima da Compreensão Espiritual), Novembro de 1964. Todo cuidado é pouco, não acha?

O saudoso Pastor Roberto Rabelo, orador emérito da Voz da Profecia, conhecido, amado e respeitado pelos evangélicos em geral, afirma o seguinte:

“Competentes linguistas têm ouvido centenas de gravações destes sons e opinam que eles nada têm em comum com qualquer das três mil línguas faladas na Terra. Um deles, de fama mundial, o Dr. Willian Welmers, professor de línguas africanas da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, diz:

‘Até o presente nenhum linguista identificou qualquer emissão ‘destes sons’ como qualquer língua humana real, existente hoje, no passado ou no futuro’ (These Times, 4/70 p. 11). O professor Welmers, que é cristão, crê também que elas não representam línguas dos anjos. Citamo-lo de novo:
‘Mesmo uma língua celestial se ela for traduzível, deve mostrar algo das características da linguagem como a conhecemos. Deus não é irracional, e a linguagem humana existe simplesmente por que fomos criados à Sua imagem.’” – Atalaia 3/76, pág. 11.

Efetivamente, não foi glossolália, não foi língua dos anjos e não foi língua Celestial, o som que os coríntios emitiram, e sim, as mesmas línguas mono-silábicas ouvidas em reuniões carismáticas de hoje, instigados por um descontrole total de suas emoções. E o que é pior, correndo o grande perigo de serem enlaçados pelas artimanhas e ciladas de Satanás. E hoje, milhares caem na esparrela de Lúcifer, indo pelo mesmo caminho doscoríntios. Que você não seja um destes.

OBSERVAÇÃO CURIOSA:

I Coríntios 14: 21
“Está escrito na lei: Por gente DOUTRAS LÍNGUAS, e por outros lábos, falarei a este povo; e ainda assim não Me ouvirão, diz o Senhor.”
Este texto entrou neste famoso capítulo 14 de I Coríntios como uma ilustração feita por Paulo para deixar claro que, quando ele menciona o termo “línguas” quer se referir a idioma e nunca a sons sem sentidos. Se não for assim, este verso está perdido (frase anacoluta), pois não tem nenhuma ligação lógica com o pensamento discorrido pelo apóstolo. Meu amado, o Dom perfeito vem do Alto (Tiago 1: 17). Lógicamente, o dom imperfeito vem de baixo. Por favor, medite nisto com carinho, lendo todo o capítulo com calma.

ENCONTRO ÍNTIMO COM DEUS

Não questiono que cada crente tenha seu “encontro íntimo” com o Senhor. Conforme as circunstâncias, podemos nos “embriagar” de Deus, experimentando momentos de profundo prazer espiritual, que se dá como um sentimento expressivo, entusiasmo agudo e momentâneo, porque nós fomos feitos para Deus, e só nEle encontramos completa satisfação. Isso ocorre bastante comigo.

Entendo também que esta ânsia por Deus, varia de intensidade de pessoa para pessoa no vigor de sua faixa etária. A experiência pessoal com Cristo é inexplicável, pois é vivida e sentida bilateralmente: o crente e Cristo.
Alguns são de vibração intensa. Sua comunhão com Deus é um amplexo vibrante; não raro trata-se de pessoas muito emocionáveis e impulsivas. Porém, não se perde o controle mental se o Espírito Santo atua em sua vida.

Na verdade, quando fechamos a porta de nosso quarto (Mat. 6: 6) e, a sós com o Pai Celeste, podemos entreter uma maior e melhor comunhão; e dependendo do estado d’alma e do sentimentalismo de cada um, podem ocorrer momentos de indizível gozo. E, neste supremo deleite podemos nos alegrar muito, traduzindo os anseios de nosso coração nas vibrações do mais profundo de nosso ser, porém, desacompanhados de contorções, explosões, convulsões ou empurrões; muito menos palavras ininteligíveis.
Assim como o Espírito Santo intercede por nós com gemidos inexprimíveis (Rom. 8: 26), não será demais que, no ápice de nossa comunhão com Deus, Ele nos inunde de gozo, satisfação plena, paz confortante, confiança, tudo isso em meio a copiosas e benfazejas lágrimas.

Nós devemos nos colocar em condições para que as delícias deste “encontro íntimo” ocorra conosco. Se acontecer, será uma experiência a mais em nossa vida cristã. Se, contudo, não ocorrer, não nos fará falta, pois que não as buscamos como se nos faltasse alguma coisa para nos confirmar como cristãos verdadeiros, reais herdeiros do Rei Jesus, ou para sermos salvos.

Nunca devemos buscar nada do Céu através de emoção para fortificar nossa fé. Fé não é emoção. A emoção geralmente é aproveitada por Lúcifer para criar suas sutís contrafações.

Compreendo também que, só devemos buscar esse “encontro íntimo” no recesso do lar, a sós com Deus, longe de tudo que se possa tornar motivo de vanglória, escárnio, exibicionismo ou vaidade.

Ao agirmos assim, uma coisa fatalmente ocorrerá, mesmo que não experimentemos todo o gozo deste profundo colóquio com o Senhor: iremos fortalecer o processo vital da oração particular (sangue da vida espiritual). E não será sem tempo, advertir que, ainda ali, há possibilidade segura de Satanás interferir e enganar o crente, pois ele tem acesso ao quarto do cristão, caso este não ande em toda a Verdade, de maneira que os anjos de Deus levantem uma “barreira de fogo” ao seu redor. Com esta “cobertura”, estará o crente protegido e em condições de ouvir a voz cálida e suave do Espírito Santo. Aleluia! Glória a Deus!


TRANSE

Transe é o transpasse psíquico de arrebatamento, do estado consciente para o subconsciente. O arroubo então chega a alcançar o clímax, o ponto máximo, que é a linha de passagem de um estado d’alma para outro. É o seguinte:

A pessoa se excita de emoção em emoção, clamando, gritando, chorando, implorando, gemendo. De repente há o desequilíbrio mental. As emoções ficam descontroladas e a pessoa neste “gozo” faz caretas, trejeitos, ri,chora, grita e geme; então ocorre a dificuldade em articular as palavras. Aí surgem as “línguas estranhas”.

Em tal estado, tudo pode acontecer; por vias normais e sobrenaturais. Pelo lado normal (físico) a pessoa extravasa seus arroubos de emoção (muitos gritos, choro, sorrisos, etc.); pelo lado espiritual, o malígno aproveita o estado emocional e lança sua contrafação. (Há fatos comprovados de crentes que, nestas circunstâncias – cheios do “espírito” – até crimes cometeram. Os jornais noticiaram).

Os crentes de temperamento muito forte chegam com mais facilidade ao clímax do transe. E deste estado contagiante ninguém escapa, ou pelo menos quase ninguém, porque os mais emocionáveis contagiam os menos emotivos.

Fato singular é que as pessoas que foram espíritas ou têm tendências neuróticas e histéricas, ao entrarem para uma igreja de fé pentecostal, falam línguas na primeira reunião (isto é uma realidade comprovada); o que não ocorre com crentes de temperamento pacato e que não têm a facilidade de se emocionarem. Amado, isso é fruto de pesquisa. Fatos comprovados.

PORTAS FECHADAS PARA FACILITAR

Você já pode ter ouvido alguém dizer:

• “O irmão fulano quase foi batizado com o Espírito Santo. Eu o estava observando. Se ele tivesse orado um pouco mais, teria recebido o batismo”. Isto equivale dizer:

• “Se ele tivesse se excitado um pouco mais, teria caído em transe.”
Você sabe porque há aquelas reuniões pentecostalistas de portas fechadas, só para eles? Alguém observou que isto ocorre porque, se tiver um descrente ali, poderá perturbar ou impedir de o crente chegar ao ápice ou êxtase de sua “emoção diferente” (“batismo do espírito”).
Ora, ficaria o Espírito Santo inibido de manifestar-Se só por causa da presença de um estranho? – Aí está a razão porque creio que tais manifestações são inteiramente carnais.

O que ocorre é, que, todos sabemos que pessoas estranhas inibem nossos sentimentos, sufocando assim, lágrimas e sorrisos.

Outro fato a considerar é que, sem entusiasmo, barulho, grito ou gemido, não há o desencadeamento emocional. Quando não há muita música e muita excitação, há menos “batismos”.

As pessoas então ficam anos praticando este ritual: Gritos + barulho + gemidos = emoções fortes que resultam em “línguas”. E a mente, assim, vai sendo deteriorada.

Para facilitar a excitação e precipitar o transe, os crentes são ensinados com insistência a não “resistir” ao Espírito Santo, a “entregar-se”, a “deixar a mente vaga”, etc. Ouvi dizer que tais conselhos são os mesmos do espiritismo e do hipnotismo. Fui conferir e é verdade mesmo!

PORQUE É DIFÍCIL PARAR DE FALAR LÍNGUAS?

Depois de anos repetindo a “língua”, o sistema nervoso passa a funcionar como uma chave elétrica – “liga” e “desliga” – automaticamente.
Em muitos casos há uma deterioração da mente pelo excesso desta prática, de modo que a pessoa se torna incapaz de controlar seu sistema nervoso. Sempre que ela deseja se expressar em seu idioma natural, o órgão da fala desanda em língua estranha. Nesses casos, há necessidade de um reexercício da mente. Uma reeducação mental.

Um irmão que foi de uma dessas igrejas renovadas (que se tornou Adventista, lendo o Assim Diz O Senhor), disse haver lá uma senhora que, constantemente enrolava a língua, soltando uma imensidão de estranhos sons, que ninguém entendia. Isto acontecia quase que involuntário à sua vontade. O diácono então, conhecedor que era do fenômeno, tocava-lhe ordenando-a a calar-se, o que ocorria de imediato. Ela “ligava” e o diácono “desligava”.

Querido irmão, a Verdade pura do Criador, pela atuação do Espírito Santo, tem que entrar no coração através das faculdades mentais pelo processo racional do pensamento, e produzir mudanças radicais na vida. Deteriorar a mente é plano de Satanás, para que ela não alcance a Verdade que liberta, salva, traz paz e gozo no Espírito Santo.

CULTO RACIONAL

A religião de que o homem precisa entrar em transe para sentir gozo espiritual, alegria, contentamento, e penetrar uma “nova realidade”, não se coaduna com os princípios cristãos, porque, tais emocionalismos e êxtases são, fundamentalmente, reminiscências dos cultos pagãos do passado que a Bíblia relata haver Deus ordenado sua destruição total (I Reis 18:22-39). Hoje, entretanto, imperceptivelmente, o diabo está misturando o santo com o profano, o certo com o errado, o calmo e equilibrado com o nervoso, irritadiço e barulhento. Lamentavelmente, existem cultos rotulados de evangélicos que mais parecem cerimônias pagãs do remoto passado, ou, quando nada, muito se assemelham.

Os cultos pagãos (religiões de mistério) praticados pelos magos do velho Egito e feiticeiros primitivos, eram rituais com muita música e participação física de seus adeptos, coletivamente. Não diferem também hoje, senão veja:

As tribos africanas promovem seus rituais com danças exaustivas, intenso ruído de tambores, bebidas e provas de força e coragem.

Os faquires da Índia, misturam mágica e sofrimento (cama de pregos); encantamentos e manuseio de serpentes venenosas, com muita música, canções, bebidas e cerimônias.

As modernas sessões de espiritismo, consistem em uma mesa grande onde, os adeptos, assentados, começam a cantar músicas (pontos) batendo palmas intermitentemente.

No candomblé, os tambores rufam, acompanhados de outros instrumentos musicais, com palmas, batidas de pé, rodopio do corpo, cabeça para frente e para trás, etc.

Na umbanda , a “gira” (cerimônia), geralmente se inicia com invocações das falanges (linhas dos santos) através de “pontos cantados” (cânticos com ritmo marcado por atabaque – tambor).

Todos esses rituais são extremamente contagiantes porque exigem a participação física do adepto ao compasso de estridentes e ritimadas músicas, fazendo-o chegar ao transe espírita que é, sem sombras de dúvida, produzido pelos espíritos de demônios (Apoc. 16:14).]



A música que tem a propriedade de excitar e “mexer” o corpo, a cabeça, os ombros, o pé... FORA COM ELA – esta música é do malígno. A música divina e que deve fazer parte de nossa adoração é aquela que enleva o crente espiritualmente. Que o faz sentir-se junto a Deus, em suaves acordes de melodia eterna.



Ademais, levando-se em conta que nossa mente é por demais influenciável pela sua própria estrutura, temos que trazê-la cativa aos princípios santificadores, subjugando-a ao Senhor em santidade e reverente adoração, porque, música altissonante, ruído intenso, palmas, luzes, rituais e cerimônias emocionantes e excitadas são artifícios que facilitam romper as barreiras da realidade cotidiana e entrar em transe, pois tais artifícios, são potencialmente capazes de provocar alterações no nosso sistema sensor. Abra os olhos amado, e...

Leia a página seguinte com atenção e carinho.


“Há no ministério homens que obtêm êxito dominando os espíritos por meio de influência humana. Eles jogam à vontade com as emoções fazendo os ouvintes chorar, e dentro de alguns minutos sorrir. Com um trabalho desta espécie, muitos são, por impulso, levados a professar a Cristo, e supõe-se haver um maravilhoso reavivamento; mas, ao sobrevir a prova, o trabalho não perdura. Os sentimentos são excitados, e muitos são levados com a onda que parece dirigir-se para o Céu; mas, na forte corrente da tentação, volvem atrás, como um galho flutuando. O obreiro se engana a si mesmo, e extravia seus ouvintes.” – Ellen Gould White.


PARAPSICOLOGIA, diz o dicionário: “Ciência que estuda
experimentalmente os fenômenos ditos ocultos, considerando-os fenômenos psíquicos.” Ouça o que a parapsicologia diz sobre as “línguas”:
“O chamado fenômeno glossolálico, ocorre em casos coletivos (reuniões) e em casos individuais (fora das reuniões). Em qualquer caso, não passa de um condicionamento psicológico que acaba extravasando. Nas reuniões há uma excitação coletiva, avivada, por sugestões verbais, sermões, mensagens, orações, ‘glórias’ (no caso pentecostal), que forma uma ‘corrente’ mental, denominada campo magnético. Os mais sugestionáveis têm o cérebro induzido pelas impulsões do inconsciente, o qual tem armazenada a idéia obsedante de manifestar o ‘dom’, ou ser ‘selado’, como dizem. Então sobrevem o êxtase psíquico, e a pessoa falacoisas sem nexo. Extravasou-se o condicionamento. Ao sair do transe, sente um alívio indescritível, que supõe ser o ‘gozo do Espírito Santo’. Satisfez a doutrina e seu desejo.

“Nas reuniões espíritas, o mecanismo difere um pouco. A concentração, pelo silêncio, produz uma tensão-ambiente, que todos percebem. O ar parado e pesado, indica que algo vai ocorrer, e predispõe à expectativa. O campo magnético já se formou, desta vez sem os estímulos verbais. A idéia dinâmica leva o sensitivo (médium) ao transe, com fungações, algumas perturbações motoras, e depois o extravasamento num linguajar que, praticamente não difere do pentecostal. Outras vezes ocorrem ‘incorporações’ e o médium fala mensagens claras e inteligíveis. Pode ocorrer, embora raríssimamente, que o sensitivo fale língua estrangeira conhecida, mas isto situa-se noutra área que refoge ao caso que estamos considerando.

“O fenômeno das línguas extáticas também ocorre numa pessoa fora das reuniões. Neste caso, o indivíduo fica condicionado pelo monodeísmo (idéia fixa, de falar línguas, no caso), e forma, em torno de si, ainda que inconscientemente, uma aura ‘magnética’. Forma seu campo mental com o pensamento concentrado em falar línguas, em ser ‘selado’, e esse pensamento se vitaliza e se planifica com orações persistentes em busca do ‘dom’. Haverá um dia em que se romperá o represamento do inconsciente, extravasa-se o condicionamento e ocorrerá o fenômeno. É o transbordamento da energia contida. E fala coisas que ignora, em expressões desconexas, articuladas em sílabas geralmente repetidas.” – RA, 10/76.

PENTECOSTALISMO CATÓLICO

Meu irmão, será que não podemos visualizar o maior acontecimento da história, isto é, a vinda gloriosa do Senhor Jesus cercado de todos os anjos? Será que tudo que a mídia apresentou recentemente a respeito da posição tomada pelo Vaticano, não o leva a uma profunda reflexão religiosa? Tenho algo para você, leia:

“Cresce o Pentecostalismo na Igreja Católica.” A cada domingo, pelo menos 50.000 brasileiros renegam uma parte do sono matinal para acompanhar as orações que a Renovação Carismática – uma corrente pentecostal fundamentalista da igreja – leva ao ar às 8:30 h pela Rede Bandeirantes de Televisão... Os carismáticos já passam de 2 milhões e mantêm comunidades de preces em todo o território nacional. A Renovação ainda conta com um programa semanal na Rádio São Paulo, que é retransmitido por outras 52 emissoras...

“CURAS – Durante suas reuniões, os carismáticos alegam manter um contato direto com o Espírito Santo. Essa aproximação da divindade lhes daria poderes de cura, profecias, discernimento... Outro fenômeno nessas sessões é o exercício do dom de línguas – locução e interpretação de preces e dialetos extintos ou desconhecidos... Hoje, 135 das 245 dioceses brasileiras já aprovam oficialmente os trabalhos de Renovação Carismática. Mais de 1.500 sacerdotes já passaram pelos cursos e retiros promovidos pela organização... O bispo de Formosa, em Goiás, Dom Victor Tielbeek, afirma que a Renovação é um caminho de retorno aos ensinamentos bíblicos,... mas nem por isso descuidamos dos mandamentos da igreja e do louvor à figura de Nossa Senhora.” – Veja, 23/3/88. Grifos meus.

CONFUSÃO PERIGOSA?!

As Igrejas Pentecostais e renovadas tem, nas suas lideranças, pessoas que unanimente afirmam ser a Igreja Católica Romana, uma igreja herética, idólatra e “mariólatra”. Mas,... como será agora?

Esta igreja que combatem, está também produzindo curas, exorcismo, milagres, êxtases, línguas estranhas, revelações “divinas”, palmas e danças nos seus cultos. E como dizem, o agente é o Espírito Santo, porém, com a mediação de Maria.

Amado, faria o Espírito Santo alguma coisa contrária à vontade de Jesus? É inegável que há um engodo satânico solapando a fé de milhares de pessoas sinceras.

PRESTE ATENÇÃO: Comentando no Jornal Espírita de 6/91, o decréscimo de adeptos do catolicismo romano e a evidente preocupação da Igreja Católica, o sr. Durval Ciamponi, encabeça sua matéria com o expressivo título: “ESPÍRITOS AGORA ENTRAM NA IGREJA”. Disse ele: “Com o movimento amplo do espiritismo e sua crescente aceitação pelo povo; o crescente movimento das Igrejas Pentecostais (que aceitam as manifestações mediúnicas, sob a égide do Espírito Santo);... Para evitar a fuga dos fiéis a igreja busca o misticismo e o sincretismo religioso. Conforme (diz) o bispo Dom Aloisio Sinésio Bom. – ‘O Globo’, de 18/4/91: ‘Isto significa valorizar experiências místicas, utilizar elementos das religiões orientais e até realizar rituais de cura.’”

O sr. Durval concluiu: “O movimento carismático nada mais é que um conjunto de práticas espíritas: captação e doação de fluídos, mediante cura por imposição de mãos (passe).” Grifos meus.

Meu irmão, esta autoridade espírita está dizendo simplesmente que, o que ocorre no Centro Espírita, é o mesmo fenômeno que acontece nas Igrejas Evangélicas Renovadas e agora invade a Igreja Católica em sua área carismática.

Analise, confronte os fatos e veja se não está mais igual que parecido. Pois é!

Aliás, isto não é novo nem novidade. Um espírito maligno já, ao tempo de Paulo, ardilosamente tentou confundir e enganá-lo operando maravilhas, confessando, inclusive, o Nome de Jesus e dando testemunho do Altíssimo.

O apóstolo, porém, discernindo tratar-se do diabo, expulsou-o em Nome de Jesus. Atos 16:16-19.

O Espírito Santo foi dado para “guiar a toda Verdade” (João 16:13); se o espírito que está fazendo milagres, curas, sinais, prodígios e produzindo línguas estranhas não revelar ao povo que o Sábado é o Dia do Senhor e que a alma é mortal, não pode ser jamais o Espírito de Deus. João 14:26.

Preste atenção:

Católicos Espíritas Evangélicos
Línguas Estranhas falam falam falam
Libertação pregam pregam pregam
curas fazem fazem fazem
Exorcismo praticam praticam praticam
Revelação Divina dizem ter dizem ter
Batismo no Espírito Santo ensinam ensinam

Meu amado irmão pentecostal, meu querido irmão católico pentecostal, como vê, há nisto tudo algo muito comum. O que está ocorrendo por trás de tudo isto? Eu sei que você já começa a desconfiar desta igualdade. Sabe, a segurança está somente na obediência à Palavra de Deus. Não tema em decidir ao lado da Verdade.

PENSE NISTO: Se o que separava católicos e evangélicos já não existe mais, podemos visualizar passos largos na caminhada para um decreto religioso, sancionado pelo Estado, onde o domingo, com o apoio dos crentes, vai tornar-se a pedra de tropeço. Aí então estará formada a “imagem da besta” (união da igreja e do Estado, usando o poder secular para alcançar objetivos religiosos – Apoc. 14:9), então caberá a você, procurar a Igreja da Verdade, que mantém a Verdade, por amor à Verdade.
Há, no mundo, um processo silencioso, para a união das igrejas. Muitos evangélicos, membros de tais igrejas garantem: “Não nos uniremos!” Partindo da premissa de que o arcabouço doutrinário fala mais forte e, se nele há uniformidade na sua própria base (domingo - imortalidade da alma), como recusar esta união? Grave isto:

“Papa quer cristãos unidos no ano 2000” – O Globo 22/05/1995. “...O porta-voz do Vaticano Joaquin Navarro-Valls afirmou que o Papa ‘quer eliminar as distâncias cavadas nas lutas históricas’ para a união dos cristãos no limiar do terceiro milênio...’”

No dia 24/11/96 o líder mundial dos Batistas, esteve com o Papa. O Jornal do Brasil publicou a foto de ambos e o Pastor Fanini disse: “... As diferenças entre a fé batista e a fé católica são menores do que se imagina...”
“Em nova Encíclica, Papa defende união de cristãos” – O Globo 31/05/1995. “O Vaticano divulgou ontem a 12ª. encíclica do Papa João Paulo II, Ut unum sint (Que todos sejam um), dedicada totalmente ao ecumenismo. Nas suas 114 páginas, o Papa afirma que o compromisso da Igreja Católica com a unidade de todos os cristãos é irreversível... Mas o problema mais complicado, a que a encíclica dedica mais de dez parágrafos, é o da primazia do Papa sobre a igreja universal. João Paulo II reconhece que esse é um tema delicado para a maioria dos cristãos, mas lembra que, nos evangelhos, Pedro aparece como o chefe e porta-voz do colégio de apóstolos designados por Jesus. Como sucessor de Pedro, o bispo de Roma – isto é, o Papa – deve assegurar a comunhão de todas as igrejas. Ele tem o dever de advertir, alertar, declarar às vezes que uma ou outra opinião são incompatíveis com a unidade da fé; deve falar em nome de todos os bispos e, em determinadas circunstâncias, pode declarar que uma doutrina é fé...” – (Grifos meus).

Compreende como é “irreversível” esta união!

E como será conquistada? As profecias se cumprirão fatalmente. Aqui, um prenúncio do desfecho final. Ouça:

O Globo – 2ª edição, 8/7/98, pág. 30.
“O Papa João Paulo II lançou ontem um apelo... aos católicos do mundo inteiro: que voltem a considerar o domingo um dia sagrado... O apelo do Papa foi feito em Carta Apostólica de cem páginas, intitulada ’Dies Domini’ (Dia do Senhor)... Em nome de todos os cristãos, o Pontífice pediu para que todas as legislações civis levem em conta o dever... de santificar o domingo.” – Grifos meus.

Em sua encíclica Veritatis Splendor (O Esplendor da Verdade), o Papa João Paulo II, dirigindo-se específicamente aos bispos disse: “A oposição aos ensinamentos dos pastores da Igreja não pode ser vista como legítima expressão nem de liberdade cristã nem de diversidade de dons espirituais. É proibido violar tais preceitos. A eles devem submeter-se todos, não importa a que custo.” Percebeu?! Ouça mais:

“LEI DOMINICAL NOS EUA? – Vida moderna, tempos de liberdade. Ditadura, nem pensar. Passado, nunca mais!?? Mas, se de repente tivéssemos uma guinada de 180 graus na História e retornássemos ao totalitarismo medieval, como você reagiria?... Chega-nos a notícia de que os Estados Unidos terão, em breve, talvez já no próximo mandato que se inicia em Janeiro de 97, uma nova constituição, com profundas alterações nos direitos individuais. Os autores da proposta alegam ser a liberdade responsável pela imoralidade crescente no país. E pela primeira vez discutirão, tentando colocar em prática, assuntos relacionados com a religião, tema antes evitado de se misturar com política.” – Jornal O Estado do Paraná, 01/05/96.

Anote o que disse o presidente mundial dos Adventistas, Pastor Robert S. Folkenberg, em Agosto/96, Edição Especial do From The G.C. President:
“ALERTA LEGISLATIVO: No dia 16 de Julho, a liderança da Câmara dos Deputados revelou sua tão esperada revisão da assim chamada emenda da ‘igualdade religiosa’ à Constituição dos Estados Unidos (HJR 184).A emenda proposta é expressada em termos benígnos mas representa um ataque às noções fundamentais da liberdade religiosa e da separação da igreja do estado ao requerer do governo que subsisdie difusamente atividades sectaristas e entidades e que autorize práticas potencialmente coercivas tais como sancionar oficialmente a oração nas escolas e o reconhecimento governamental da religião.

“A emenda proposta porá por terra a prática consagrada da neutralidade governamental nas questões religiosas e a substituirá por um favoritismo estadual à religião. Como tal, essa proposta ameaça a liberdade religiosa de todos os americanos ao perturbar o delicado equilíbrio entre as relações igreja-estado que tem se comprovado ser um grau sem paralelos de proteção para todas as fés, por mais de 200 anos. Espera-se a votação para setembro! Essa iniciativa deve captar a atenção dos Adventistas do Sétimo Dia dada nossa compreensão dos eventos dos últimos dias como descritos nos capítulos finais do livro O Grande Conflito e o capítulo sobre Liberdade Religiosa no livro Serviço Cristão [Ambos de E. G. White].

“De acordo com a informação e análise provida por Wintley Phipps e Alan Reinach, o Departamento de Deveres Cívicos e de Liberdade Religiosa da Associação Geral e União do Pacífico, respectivamente, essa emenda proposta irá efetivamente anular a Cláusula Sobre Igreja Oficial, na Constituição, permitindo ao governo reprimir, controlar e desacreditar a religião nos seguintes termos:

“1) A emenda autoriza (a nível federal, estadual, municipal, regional, etc.) os oficiais do governo a atuarem em sua capacidade oficial para favorecer uma fé religiosa sobre a outra. Os estudantes das escolas públicas podem estar sujeitos ao ensino religioso, quer ou não sua fé seja ensinada. O princípio da regra da maioria irá esmagar os direitos e liberdade das minorias. Isso é dominação religiosa e não igualdade religiosa. Assim cada nível do governo pode experimentar uma intensa competição entre as religiões que buscarão uma condição de favorecimento tendo suas crenças e práticas promovidas pelo governo.

“2) O governo pode declarar a América, ou qualquer porção disso, uma nação ou Estado ou Município Cristão, ou Mórmon ou Nova Era e promover as tais práticas e ensinos da fé dominante. As minorias religiosas em cada comunidade poderão ser pressionadas a se mudarem e viverem onde poderão ser maioria a fim de proteger sua liberdade religiosa. Purificação religiosa? Uma outra Bósnia?

“3) O governo poderá ser requerido a financiar a religião, sujeitando inevitavelmente os grupos religiosos à regulamentação, monitoração e prestação de contas. Atualmente, os grupos religiosos podem e, de fato, recebem fundos para serviços não-sectaristas, especialmente os serviços sociais desde que não façam proselitismo ou estejam engajados em atividades sectárias. A emenda, inicialmente, permitiria às igrejas promoverem sua religião com os fundos governamentais.

“4) Os fundos governamentais para grupos religiosos inevitavelmente conduzirá à uma competição pecaminosa por dinheiro. Uma vez que o governo não pode financiar a todos, os grupos mais fortes provavelmente receberão uma porção desproporcional dos fundos provendo uma vantagem injusta em sua capacidade de competir no mercado das idéias.

5) A emenda violará a liberdade de consciência dos contribuintes, uma vez que serão compelidos a financiar religiões nas quais descrêem.

“6) A emenda dá a entender que proíbe a discriminação governamental contra os indivíduos devido as suas crenças ou práticas religiosas. Mas tal discriminação já está proibida na Cláusula do Exercício da Liberdade e da Lei de Restauração da Liberdade Religiosa.

“A emenda, falsamente, alega ‘esclarecer’ a lei existente. Antes, ela pode lançar a lei em meio a uma confusão de miríades de demandas judiciais e conflitos. A Constituição já protege contra os abusos que se está buscando ‘corrigir’ por meio dessa emenda. Verdadeiramente a oração voluntária sempre foi permitida nas escolas públicas. As pregações e atividades religiosas já estão protegidas da coerção governamental.
“Ao requerer tratamento igual para as religiões e atividades seculares, os grupos religiosos podem perder muitos dos benefícios atualmente desfrutados sob muitas provisões legais. Os grupos religiosos podem ficar sujeitos às leis de não-discriminação, requerendo que se engajem em atividades que estarão em conflito com suas crenças.

“Para informações adicionais, contatem Wintley Phipps do Departamento de Deveres Cívicos e de Liberdade Religiosa da Associação Geral: 12501 Old Columbia Pike, Silver Spring, MD – 20904, USA; Telefone: (301) 680-6000.”

Vai anotando isso aí:
Tempos atrás uma comitiva Adventista visitou o então presidente dos EUA, Ronaldo Reagan. Este, informou que a plenitude de liberdade ameaça a estabilidade do país. Que os EUA ganharam a guerra atômica contra o Japão, mas está perdendo a guerra econômica com este pequeno país. Que a dívida interna dos EUA é muito grande. Que o desequilíbrio econômico prejudica os pobres. Que a soberana Constituição americana não pode continuar intocável.

Disse mais o presidente Reagan: Que os muçulmanos guardam a sexta-feira. Que os judeus e Adventistas o Sábado e os Católicos e Protestantes o domingo. Que o sucesso do Japão é o trabalho, e uma nação endividada não pode deixar de trabalhar três dias por semana. Tudo verdade! Isto equivale dizer: O domingo será o motivo para equacionar este grave problema mundial. – Quem viver, verá!

Tomás de Aquino, eminente católico do século 13, ensinou algo que nunca foi repudiado. Ouça:

“Em relação aos hereges, dois pontos devem ser observados: um, quanto a eles, e outro quanto à igreja. Quanto a eles, há o pecado, pelo qual devem ser separados da igreja pela excomunhão e também afastados do mundo pela morte... Se falsificadores de dinheiro e outros malfeitores são condenados à morte pela autoridade secular, muito mais razão com relação aos hereges, depois de convencidos da heresia, não somente serem excomungados como também mortos.” – Tomás de Aquino, Summa Theologica, Parte 2 da 2ª Parte, Questão XI, Artigo 3º.
Herege, para este teólogo, é todo aquele que insiste em viver de acordo com a Bíblia e não de acordo com a tradição.

Existe, hoje, uma enorme pressão nos EUA para reduzir a separação entre Estado e igreja. O tempo para o desfecho derradeiro no conflito entre o bem e o mal se aproxima. Logo, todos terão que optar: Verdade ou Inverdade.

– Que é a Verdade? Leia a página 93.
Três grandes poderes no
fim do tempo tentarão subverter a
Verdade e des truir o Seu povo. São eles:

“O dragão (Apoc. 12), a besta semelhante ao leopardo (Apoc. 13:1-10), e a besta semelhante ao cordeiro (Apoc. 13: 11-18). Em geral, no Apocalipse, são chamados de ‘o dragão’, ‘a besta’ e ‘o falso profeta’ (Apoc. 16: 13). O dragão é Satanás (Apoc. 12: 9), que usou o império romano (verso 4) e a igreja medieval (versos 6, 14 e 15) na tentativa de destruir a Cristo e Seu povo. A besta semelhante ao leopardo de Apocalipse 13:1-10 representa o papado, tanto em sua fase medieval, quanto no final dos tempos. A besta semelhante ao cordeiro (Apoc. 13:11-18) representa o protestantismo apostatado o qual, em cooperação com o papado, irá provocar o governo dos Estados Unidos para aprovar leis religiosas em oposição às verdades bíblicas.” – Lição da Escola Sabatina, nº 9, 3º Trim./96, pág. 2.

Agora, ouça o que está no jornal O Globo de 05/08/96.
“O Senado aprovou
 o projeto do senador Pedro Simon (PMDB-RS) que cria o número único de registro civil, pelo qual cada cidadão será identificado em todas as suas relações com a sociedade e organismos governamentais e privados.

“Cinco anos após a promulgação da lei que passará antes pela Câmara, os números dos atuais documentos perderão a validade. Documentos como certidão de nascimento, carteira de identidade, carteira profissional, título de eleitor, CIC/CPF, carteira de motorista, passaporte, conta bancária, cartão de crédito, certidão de casamento ou separação, registro no INPS, PIS/Pasep, FGTS e até certidão de óbito deverão ter um extenso número. Todos terão que refazer seus documentos dentro deste prazo.

“A atribuição de um número para cada pessoa vai facilitar o controle e dificultar fraudes na Previdência Social, por exemplo. Se o cidadão morreu, o número morre com ele, não pode ser ressuscitado para outro cidadão.
“– Modéstia à parte, esse meu projeto é fantástico. É o ovo de Colombo.

Essa super-abundância de números, cada qual para uma finalidade, é irracional e contra-producente. A convivência com essa pletora de números deixa o cidadão aturdido – defendeu o autor do projeto.”

Agora anote o que extraí do livro O Grande Conflito:
“... Quando, porém, a observância do domingo for imposta por lei, e o mundo for esclarecido relativamente à obrigação do verdadeiro Sábado, quem então transgredir o mandamento de Deus para obedecer a um preceito que não tem autoridade maior que a de Roma, honrará desta maneira ao papado mais do que a Deus. Prestará homenagem a Roma, e ao poder que impõe a instituição que Roma ordenou. Adorará a besta e a sua imagem...” – Pág. 449, Ellen G. White.

“Como o Sábado se tornou o ponto especial de controvérsia por toda a cristandade, e as autoridades religiosas e seculares se combinaram para impor a observância do domingo, a recusa persistente de uma pequena minoria em ceder à exigência popular, fará com que a minoria seja objeto de execração universal.” – Pág. 614, Ellen G. White. Grifos meus.
E os direitos humanos tão popularmente defendidos? A liberdade de consciência? E os líderes religiosos que se gabavam de nunca ceder a pressões eclesiásticas contra qualquer credo? Meu amado, lembra-se do que disse o Sumo Sacerdote Caifás para a violenta turba em Jerusalém? Ouça-o: “Convém que um homem morra pelo povo, e que não pereça toda a nação.” S. João 11:50. Este é o destino glorioso da Igreja de Deus – o pequeno rebanho, nos momentos finais da história do pecado. “Lembre-se de que Jesus morreu às mãos de pessoas que professavam ser religiosas”. – Lição da Escola Sabatina, 11/6/98.

O profeta Sofonias falou que um decreto sairia em situação idêntica, e então as pessoas deveriam se congregar entre o povo de Deus. Sofonias 2:1-2: “Congrega-te, sim, congrega-te ó nação... Antes que saia o decreto e o dia passe como a pragana...”. Os acontecimentos finais serão rápidos e logo esta igreja militante se tornará a igreja triunfante, sob a égide de Seu Grande Comandante – o Senhor Jesus. Glória a Deus. Aleluia!
Trouxeram aqui na Editora ADOS, dia 26/5/96, um convite, formato ofício, letras grandes de computador: (Copiei na íntegra, parágrafos, aspas, letras bold, vírgulas e parêntesis).


AS PROFECIAS DO DR. FRITZ

Observe este artigo da Revista Destino, nº 66/94, pág. 4.

“Além de realizar curas milagrosas, com a ajuda de seres extraterrestres, o espírito do Dr. Fritz faz revelações impressionantes, que vão marcar a passagem para a Nova Era.

“Há quase dez anos, o espírito do Dr. Fritz, um médico alemão que morreu em 1918, realiza curas fantásticas por meio do pintor de paredes João Perez... mais que esses milagres, o que chama a atenção no trabalho realizado pelo Dr. Fritz são as mensagens que transmite nas suas palestras. Nelas, esse mensageiro do astral afirma que a Terra vai passar por mudanças climáticas, numa espécie de purificação necessária para a construção de um mundo novo, no qual a violência e o medo não terão lugar... as curas serão feitas sem instrumentos cortantes, apenas com energia de seres de luz e Et’s... de acordo com o Dr. Fritz já existe uma nave-laboratório instalada a 4 mil metros acima (da Terra) e, sob ela, há uma pirâmide de cristal transparente. Esta nave projeta energia para a pirâmide, que por sua vez, emite raios capazes de curar qualquer tipo de enfermidade. O médico explica que, por estar numa dimensão diferente da nossa, esses objetos só podem ser vistos por pessoas sensitivas.

“O Dr. Fritz afirma que os seres que estão por trás destas naves viveram um processo semelhante ao nosso, e também obtiveram ajuda de habitantes de outros planetas.

“E a ajuda que recebemos deles é necessária porque a Terra está vivendo um momento de transmutação, o final de um ciclo. Por isso, além de proporcionar alívio físico aos doentes, ele procura utilizar as curas como um instrumento para modificar o modo de pensar das pessoas... De acordo com o médico, esses seres vão reencarnar em outro planeta, ainda desconhecido, onde ficarão por mil anos.

“Quando há muitas pessoas para serem atendidas, o Dr. Fritz atua no chacra cardíaco de cada paciente, uma forma de tratamento que age sobre doenças de qualquer parte do corpo. Em situações especiais, quando for necessário um atendimento em massa, será possível medicar as pessoas sem nem mesmo tocar nelas, apenas com a ajuda dos extraterrestres. Quanto ao tempo de cura, ele varia de pessoa para pessoa: para umas, a cura ocorre instantaneamente; para outras, demora algum tempo. E há também aquelas que não conseguem ser curadas, por terem um débito cármico a resgatar.”

Amados, vivemos em um momento histórico. Deus está Se antecipando para que Sua Igreja avance vitoriosamente. Derrubando muros e rasgando cortinas de ferro, acabando com os “aparteides” seculares, abrindo caminho para a vitória final. Pense bem: Quem poderia imaginar que o “Kremlim” se tornasse um Centro Evangelístico, onde Cristo é exaltado como o Salvador? Logo, muito breve, o conflito final se dará, e, então, prepare-se: Você verá tantas maravilhas que só não se deixará enganar se estiver firmado em toda a Verdade de Deus. Aleluia

A medicina avança modernizando equipamentos e descobrindo drogas potentes para a cura que, efetivamente, aumenta a longevidade do ser humano. Todavia, os governos não priorizando a saúde deixam o povo a mercê de sua própria sorte.

Quando faltar o pão, nem a religião dará jeito. Conflitos e revoltas explodirão. Amargura, tristeza, decepção e doenças, especialmente de fundo neurológico, causadas pela carência total, tornarão as pessoas sensívesaos “ventos de doutrinas”. Então Lúcifer sabe, definitivamente, que chegou a hora de ceifar. Afinal, um povo sofrido, relegado à própria sorte, não quer saber de onde venha a solução de seus problemas. Por isso, Lúcifer fará das curas “...um instrumento para modificar o pensamento das pessoas”, como ele mesmo garantiu ao Dr. Fritz.

Descrer que Lúcifer não realiza curas, e, curas sobrenaturais é recusar a luz do Sol ao meio-dia. Há contundentes relatos bíblicos que provam sua tremenda ca-pacidade pela – hipnose, persuação, mentira, engodo e fraude, realizar curas, milagres, sinais e maravilhas. Confira na Bíblia:

“A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais e prodígios de mentira.” II Tes. 2:9.

“E não é maravilha, porque o próprio Satanás, se transfigura em anjo de luz.” II Cor. 11:14.
“E faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do Céu à terra, à vista dos homens.” Apoc. 13:13.
“E Faraó também chamou os sábios e encantadores e os magos do Egito fizeram o mesmo com seus encantamentos...” Êxo. 7:11-12.
“Porém os magos do Egito também fizeram o mesmo com seus encantamentos: de maneira que o coração de Faraó se endureceu, e não os ouviu, como o Senhor tinha dito.” Êxo. 7:22.
“Então saiu Satanás da presença do Senhor, e feriu à Jó de tumores malígnos, desde a planta do pé ao alto da cabeça.” Jó 2:7. (Se o diabo põe a doença, pode tira-lá!)

“Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.” Mat. 24:24.

Logo, muito em breve, as curas, milagres, sinais e maravilhas de Satanás deixarão de existir para dar espaço aos milagres, curas, sinais e maravilhas de Deus, definitivamente. A contrafação luciferiana cairá impotente diante da majestade de Deus. Para o fim, será um passo rápido. Aleluia.
Cabe a nós, amados, como representantes do Céu, baluartes da Verdade, viver uma vida consagrada, santa e separada. Coloquemo-nos no altar Divino para que, revestidos do poder do Espírito Santo, sejamos os instrumentos que Deus usará para Se revelar ao mundo neste momento final. A vitória é nossa pelo Sangue de Jesus. Amém. Glória a Deus!