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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

O TEMPLO DA TENTAÇÃO




O texto que vem a seguir é pura ficção, mas com incríveis verdades escondidas. Foi originalmente escrito por Ray Bradbury, o grande mestre americano da ficção cientifica. Para mim, Bradbury sempre foi mais que um simples ficcionista... O que vem a seguir foi retirado do filme O Templo da Tentação, de Jack Clayton. O texto do filme foi escrito pelo próprio Ray Bradbury e nosso trabalho é só uma aproximação do que originalmente ele escreveu. Incluímos esses dizeres em nosso trabalho porque Bradbury, fazendo simples ficção, é um dos mais que se aproximam dos ensinos dos grandes Mestres.
A personagem Sombra de que Bradbury fala pode ser vista como um Et nefasto, como um demiurgo que aparece de repente e se intromete numa cidadezinha norte-americana, disfarçado de dono de parque de diversões. De tempos em tempos faz-se presente em tal cidade, tentando arrebatar e carregar consigo o que pode, ou simplesmente desvirtuar o que não deve...

Por conseguinte, em determinado momento, o Sombra exclama:

- Aqueles dois garotos são o meu problema! Servo meu, apenas cuida para que eles não interfiram em nosso trabalho! (PODER)

Digo eu: todo adolescente, todo jovem, ele ou ela, entre 12 a 18 anos, é naturalmente uma força contrária, um freio para ao maus espíritos daqui mesmo e do além, e que muito amiúde se intrometem, mormente se as escolas, as igrejas, nas panelinhas, sociedades e as drogas ainda não moldaram ou acomodaram a cabeça deles. Todo e qualquer jovem é – e poderia continuar sendo – um obstáculo para muitos mal intencionados, se a vitalidade se seus vórtices ou “chacras” não fosse apagada ou anulada.

Na cidadezinha se apresenta pois, um velhinho simpático, chamado Tom Fury, vendendo para raios. Ele os vendia praticamente a troco de nada. Queria apenas proteger os habitantes do lugar, principalmente os jovens, dos ataques do Sombra, de eventuais contratempos e dos perigos de uma futura tempestade purificada. Tom Fury é na verdade a encarnação do deus Hefaísto ou deus Vulcano, da mitologia greco-romana, e que, de certo modo, na antiguidade clássica, protegia os seres humanos.

Sabendo que a fúria da tempestade ou Hefaísto estava na cidade, o sombra consegue rapta-lo, imobiliza-lo e depois o submete a um interrogatório, perguntando-lhe:

- Quando vem a tempestade?

E o velhinho, dando uma de desvairado, responde:

- Trevas, danação, morte e destruição... ! (isso é o que tu fazes maldito!)

O sombra retruca irritado :

- Me diga, seu idiota, quando é que vai ser a tempestade? Eu preciso saber! Os relâmpagos(os teus relâmpagos) revelam nosso cantos obscuros, nossos esconderijos, a chuva lava a nossa poeira( ou elimina nossas distorções e acréscimos)! Me diga, quando!
Exclama Tom Furi:

E o Sombra suscita uma descarga energética(magia) que faz Tom Fury ou Vulcano gemer de dor. E o velhinho exclama entre gemidos:
-A tempestade vem e Tom Fury não sabe quando!

       
Exclama Tom Furi:

- De onde vem o relâmpago? Para onde vai o raio quando morre? Que língua o vento fala, quem sabe?
O Sombra apela então para um subterfúgio, pois sabia que tom Furi ou Hefaísto gostava de Vênus, a deusa.
- E se eu mostrar a você, a sua noiva Vênus? (ou se mostrar a você aquele amor profundo que vira morte, morte ou Vênus essa que é exatamente a minha melhor aliada? Vênus, posteriormente se tornará aquela esposa de Hefaísto que sempre o trairá). Você me dirá quando começa a tempestade?

Exclama Tom Fury, vislumbrando a sua bem amada:

-Mais bonita, mais bonita que Cleópatra, que Helena de Tróia!
- Você vai-me dizer quando virá a tempestade, a tempestade quando virá?

-Ah, Ah! Tom Furi fiz que os relâmpagos vão rodar o mundo e fazer os homens pular e fugir!

- Imbecil! A tempestade vai fazer você pular e você vai me dizer quando a tempestade virá?

E o Sombra suscita uma descarga energética(magia) que faz Tom Fury ou Vulcano gemer de dor. E o velhinho exclama entre gemidos:

-A tempestade vem e Tom Fury não sabe quando!

Logo a seguir, o Sombra comenta com o espectro da morte.

- Aqueles garotos já viram demais! Vá pega-los! Traga-os de volta para cá!

Os dois meninos tinham ido ao circo a bisbilhotar o que não deviam, e lá descobrem segredos tenebrosos. Fogem então do circo e passam pelo cemitério carregando-se, quem sabe, de energia telúrica protetora...

Uma bruma mortal começa então a perseguir os garotos.
Diz o garoto ao próprio pai, dentro de casa:

- Eu acredito em demônios! Mas se você (pai) é uma pessoa boa, eles não podem te machucar! Eu acho que sou bom você não acha, pai?

- Não sei se sua mãe concorda, mas eu acho que você é bom!

- Pai, tem alguma coisa acontecendo. Olha, toma cuidado, ta!

A bruma da morte entra pela casa de Will. Um pára-raios comum, não forjado por Hefaísto(ou Tom Fury) tenta defender-se a casa, mas não consegue. Diante do estranho fenômeno ameaçador, Will foge do próprio quarto e se refugia na casa de Jim, seu vizinho. Na residência do amigo, há um para raios especial, fornecido por Tom Furi. Mesmo assim, a bruma penetra e o quarto de Jim se enche de aranhas, símbolo de poder tempo e morte.

Como se fosse uma proteção do céu, de repente salta um raio que incide no pára-raios de Jim e a agonia dos dois meninos acaba. Ambos despertam nos respectivos quartos, em suas casas vizinhas. Foi como se os dois tivessem tido um pesadelo comum, em cabeças iguais ao mesmo tempo.
O circo do Sombra desfila pela pequena cidade ao som de uma marcha fúnebre. Ele exibe ao público de cegos e desavisados o seu cortejo de criaturas hipnotizadas, subjugadas e escravizadas.
O pessoal do desfile carrega dois caixões. Will chama a atenção do amigo e comenta
com ele que os caixões são grandes( ou seja representa o tamanho deles mesmos)
Tom Fury é  mostrado sentado em uma cadeira, como se fosse um rei coroado, como se fosse o Deus Júpiter derrotado, como se fosse o Deus Hefaísto entronizado.

A mãe de Jim, cujo marido a abandonara quando ele era bebê, a eterna esperançosa, é convidada a visitar o parque e lhe dizem que se for irá encontrar-se com o marido.

Mas adiante, o Sombra, que dirigia o desfile, se encontra com um senhor e pergunta-lhe se havia visto os dois garotos cujos rostos estavam desenhados em sua tenebrosa mão. O senhor que é o próprio pai de Will, disfarça. O Sombra exige que o senhor diga onde Will e Jim estão. Nesse meio tempo, ele fecha a mão como se esmagasse algo. A mão do Sombra começa a gotejar sangue que cai no rosto de Will, que havia se escondido ambaixo, num subsolo. Por uma grade de ferro, rente ao chão e que escondia os dois garotos. Will pode me ouvir o que os dois estavam falando.


O pai de Will comenta para o Sombra:


- Eu tenho a honra de ser bibliotecário! 

O Sombra retruca:
-E a tem há muitos anos, eu presumo. Passou todo o tempo vivendo a vida de outros homens, sonhando sonhos de outros homens!

Que pena!

- As vezes um homem aprende mais nos sonhos dos outros do que nos seus!

-Mais adiante diz Will a seu pai:

- Foi por isso que nos escondemos, porque se gritássemos quem iria acreditar em nós!?
-Mas acredito diz o pai de Will

- Ouçam isto – acrescentou o pai de Will:

- Este é o diário de meu pai, pastor desta cidade, teu avô que já morreu. “Outubro de 1891. Desde que o parque de outubro chegou, aqui não temos mais tido alegria(ou Ananda). Parece estranho falar dessas coisas, nesses dias ensolarados. Mas uma pobre empregada  que mancava foi a uma cartomante do Parque, querendo ser curada. Curaram-na, sim, mas ela enlouqueceu. Esses seres do parque parecem que destroem as pessoas concedendo a elas seus maiores desejos. E este tem sido o trabalho do Diabo, desde que Deus criou o mundo.

Os moradores antigos dizem que eles configuram o parque do mal que tem vindo aqui, há vários outonos em que eles ainda eram jovens. Todos esses viajantes do parque juraram que voltariam em outro outono. A visita do Parque sempre termina com uma tempestade muito estranha!”

Da-se então o confronto entre o pai de Will e o Sombra dentro da biblioteca. Antes disso Will e Jim se escondem. Diz o pai de Will, qurendo se proteger do mau:
-Bem aventurados os mansos porque eles possuíram a Terra!

- Venham e toquem os sinos bem alto! Deus não esta morto nem esta dormindo! – retrucou o Sombra.

- Os maus falharam e os bons triunfarão! Paz na Terra aos homens de boa vontade!

- Esse Natal foi há mais de mil anos, meu amigo! – ironiza o Sombra...

- Engana-se: ele esta aqui nesta biblioteca e não pode ser destruído!

- Will e Jim trouxeram –no na sola dos sapatos? – pergunta o Sombra...

- Então terei que achar estes garotos!

- Will e Jim, como é! Vocês deram muitas voltas lá no carrossel do meu parque? O que você acha de ser o rei do parque Jim? O dono de todas as coisas? O que você cha de ser adulto, Jim? Não ser mais olhado por baixo! Não ser mais mandado embora para brincar! Ser de confiança, ser temido e saber o que os adultos fazem atrás das portas trancadas, quando as crianças estão dormindo!? Apareça para mim Jim! Eu sou o Pai que estava esperando o meu filho!

Exclama o pai de Will ao Sombra que se aproxima dele
- Eu conheço! são demônios do outono! De onde vocês vem? Do pó! Para onde vocês vão? Para os túmulos!

- Sim, somos os famintos! Seus tormentos nos atraem como os cães da noite! E vós nos alimentamos de ilusões, e muito bem retruca o Sombra.

Acrescenta o pai de Will:

Vocês penetram nos pesadelos de outras pessoas1 – E molhamos nosso pão com imenso prazer... ! Ah, então nos entende um pouco, velho safado!

- Vocês são conhecidos aqui! O avô de Will conhecia você!

- Quem, seu pai? O pregador, aquele fracassado!

- Ele viveu na bondade!

-Sim, vidas tristes, funerais, maus casamentos, amores perigosos, camas solitárias 

Essa é a nossa comida! Nós sugamos essa miséria toda e achamos doce...! Nós sempre queremos mais...! Sentimos o cheiro de garotos, implorando para serem homens hpa quilômetros de distância! E ouvimos os homens velhos como você gemendo na calada da noite, em todas as partes do mundo! Seus livros  não me atingem, seu velho! Sim velho! Porque seu coração é velho! Ouça-me diz onde os garotos de esconderam e eu o tornarei jovem de novo! Eu poderia voltar seus anos para trás, até os trinta!
-Pai! Não escute!- grita Will desde seu esconderijo, atrás de uma prateleira de livros.


Diz o Sombra:

-E essa voz não é a voz alegre da grama verde? Doce e jovem criança o inocente ruído de sua voz...! Meu velho você agora tem 52 anos, e já esta morto!

E o Sombra exclama:

- Will e Dim, onde estão? Jim, nome perfeito para um parque! Um parque de sombras e morte!
O Sombra consegue encontra-los e os captura. Diz então a Morte ou a Vênus, o amor carnal:

- Esta na hora de silenciar estes dois diabos! Esta na hora de silenciar estes tagarelas! Cale a boca deles atpe minha segunda ordem!

-Quietos seus diabinhos! Calai seus tagarelas! – Diz a morte.

A tempestade então se arma, e os raios caem do céu parta a terra.

O pai de will, malgrado ter sido torturado e quase morto, se recupera carregando-se provavelmente de energia telúrica.

O pai de Will chega ao parque. Entra no túnel de espelhos ou melhor atravessa uma porta que conduz a outras dimensões –situações. Seu filho Will também esta preso no túnel. A vos do sombra diz:
-Cada um que caiu na minha rede está preso a um espelho especial, tipo espelho da luxúria, espelho da ganância, espelho da vaidade, espelho da prepotência, espelho da autopíedade etc. Você meu velho esta preso no espelho da autopíedade e arrependimento inútil! A essência de seu espelho é o desespero! Veja as sombra, ouça os sons! Seu fracasso como pai e como homem! Não salvou seu filho quando era pequeno e estava quase se afogando! Seu filho o odeia! Ele é meu! E o jovem Dim, também! Mergulhe, meu caro, mergulhe no seu próprio desespero!

O pai de Will rompe então o espelho de seu próprio desespero e salva o filho das águas do passado! Feito isso, os demais espelhos começam a fragmentar-se em mil pedaços e o pai de Will, aqui e agora se reencontra com seu filho, dentro do labirinto, o qual logo desaparece.

O deus Vulcano, ou Hefaísto ou Tom Furi, também se liberta, graças ao auxilio de uma tempestade telúrica que se levanta. Pega um pára raios especial que usava como cetro e, lançando-o adiante, anula a deusa Morte, ou o outro lado da deusa Vênus, a deusa daquele amor carnal que, mesmo que bom, conduz ao envelhecimento, ao esgotamento e a morte, porque nunca flui livremente, como Eros, o filho dela, e sim sempre o manipulam.

O Sombra é destruído pela energia telúrica da mãe Terra ou Gaia e pelos raios de Vulcano...
Antes que o tufão carregue tudo, o androíde carrega o cadáver de seu senhor, o Sombra, para ressuscitá-lo e reativa-lo em outra ocasião oportuna, como se fosse um vampiro.
Assim o senhor do mal se perpetua, graças a sua criatura.                 

FONTE: trecho do Livro A Grande Conspiração Universal, de Ernesto Bonno
  

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