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sábado, 25 de outubro de 2014

BOA MADRUGADA LEITORES SÃO 03:24 DESTE SÁBADO 25/10/2014 E FALTANDO UM DIA PARA A ELEIÇÃO ESTÃO BLOQUEANDO O ACESSO AO MEU BLOG DE FORMA ILEGAL E SEM NENHUMA AUTORIZAÇÃO JUDICIAL





O que esta acontecendo aqui é uma perseguição política por motivos ideológicos partidários e não existe nenhuma autorização ou mandato judicial para bloquearem o acesso ao meu blog e não permitirem que as pessoas aqui no Brasil acessem o meu blog e segundo as minhas estatísticas é somente aqui no Brasil que esta acontecendo isto, estão violando a nossa constituição e a Lei de Liberdade de Imprensa e tentando claramente beneficiar o candidato Aécio Neves e a todo momento estão tentando calar a imprensa e bloquear qualquer veículo de comunicação que fale sobre os escândalos do PSDB... nós vivemos em uma democracia e o que estão fazendo são práticas fascistas e não existe nenhuma ordem judicial para fazerem isto e peço ajuda aqui das autoridades competentes.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

BOM DIA LEITORES SÃO 08:10 DESTA SEXTA FEIRA 24/10/2014 E POLÍTICOS DA DIREITA E ALIADOS DE AÉCIO NEVES VOLTARAM A PASSAR TROTES E DENÚNCIAS FALSAS E ESTÃO BLOQUEANDO O ACESSO AO MEU BLOG DE FORMA ILEGAL E SEM NENHUMA AUTORIZAÇÃO JUDICIAL




Eles acham que eu sou criança ainda 

Eu não sou criança tenho 41 anos e minha ficha limpa e o que esta acontecendo aqui é uma conspiração para beneficiar Aécio Neves 



O que esta acontecendo aqui é uma perseguição política por motivos ideológicos partidários e não existe nenhuma autorização ou mandato judicial para bloquearem o acesso ao meu blog e não permitirem que as pessoas aqui no Brasil acessem o meu blog e segundo as minhas estatísticas é somente aqui no Brasil que esta acontecendo isto, estão violando a nossa constituição e a Lei de Liberdade de Imprensa e tentando claramente beneficiar o candidato Aécio Neves e a todo momento estão tentando calar a imprensa e bloquear qualquer veículo de comunicação que fale sobre os escândalos do PSDB... nós vivemos em uma democracia e o que estão fazendo são práticas fascistas e não existe nenhuma ordem judicial para fazerem isto e peço ajuda aqui das autoridades competentes.         

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

UMA MENSAGEM PARA OS JORNALISTAS DE MINAS GERAIS QUE FORAM AMORDAÇADOS PELO SENADOR AÉCIO NEVES (QUEM PROTEGE ELE)

O SENADOR AÉCIO NEVES NA REUNIÃO COM OS MAÇONS GRAU 33   

Participando de seus convênios e juramentos de que se protegeriam e preservariam mutuamente em quaisquer circunstancias difíceis em que se encontrassem, para não serem castigados por seus assassinatos e suas pilhagens e seus roubos. E aconteceu que tinham seus sinais, sim, seus sinais secretos e suas palavras secretas; e isto para que pudessem reconhecer seu irmão que tivesse entrado no convênio, para que, qualquer que fosse a iniqüidade cometida por ele, não fosse prejudicado pelos irmãos nem por qualquer dos que pertenciam a seu bando e que tivessem feito esse convênio. E assim podiam matar e saquear e roubar e entregar-se a luxúria e a toda sorte de iniqüidades contrarias as leis de seu país e também as leis de seu Deus. Ora, eis que esses “juramentos e convênios secretos não chegaram a Gadiânton por meio dos registros confiados a Helamã: mas eis que foram postos no coração de Gadiânton pelo mesmo ser que induziu nossos primeiros pais a comerem o fruto proibido – Sim, aquele mesmo ser que conspirou com “Caim, dizendo-lhe que, se matasse seu irmão Abel, o mundo não o saberia. E conspirou com Caim e seus seguidores daí em diante. E foi também esse mesmo ser que pôs no coração do povo a idéia de “construir uma torre tão alta que alcançasse o céu. E foi esse mesmo ser que enganou o povo que veio daquela torre para esta terra; que espalhou obras de trevas e abominações por toda a face da terra. Sim o mesmo ser que inculcou no coração de “Gadiânton a continuação de obras tenebrosas e assassinatos secretos; e tem-nas propagado desde o principio do homem até agora. 

E sei que “andais segundo o orgulho de vosso coração; e poucos há que não exaltam no orgulho de seu coração, a ponto de se vestirem com “trajes finos, entregaram-se a inveja e contendas e malícia e perseguições e a toda sorte de iniqüidades; e vossas igrejas, sim todas elas se tornaram corruptas por causa do orgulho de vosso coração. Pois eis que amasse o dinheiro e vossos bens e vossos trajes finos e o adorno de vossas igrejas mais do que amais os pobres e os necessitados, os doentes e os aflitos. Sim, porque estabeleceis vossas “abominações secretas, com o fito de obter lucro.



Os verdadeiros maçons são pois os que persistem em querer construir. o templo, segundo o plano de Hiran. Tal é a grande e principal lenda da maçonaria; as outras são menos belas e menos profundas luas não pensamos dever divulgar os mistérios, e se bem que não tenhamos recebido a iniciação senão de Deus e de nossos trabalhos, consideramos o segredo da alta maçonaria como o nosso. Chegado por nossos esforços a um gráu científico que nos impõe silêncio, não nos julgamos melhor empenhados por nossas convicções do que por um juramento.

A ciência é uma nobreza que obriga a não desmerecemos a coroa principesca dos rosa-cruzes. . Os ritos da maçonaria são destinados a transmitir a lembrança das lendas da iniciação e a conservá-la entre nossos irmãos. Permita-nos- talvez como, se a maçonaria é tão sublime e tão santa, pôde ela ser proscrita e tantas vezes condenada pela igreja. Já respondemos a esta questão, falando das cisões e das profanações da maçonaria.

A maçonaria é a gnose e os falsos gnósticos fizeram condenar os verdadeiros. O que os obriga a esconder-se, não é o temor da luz, a luz é o que eles querem o que eles procuram, o que eles adoram. Mas eles temem os profanadores, isto é, os falsos intérpretes, os caluniadores, os céticos de sorriso estúpido, os inimigos de toda crença e de toda moralidade. Em nosso tempo aliás um grande numero de homens que se julgam francos-maçons, ignoram o sentido que seus ritos e perderam a chave de seus mistérios. 



Eles não compreendem mesmo mais seus quadros simbólicos, e não entendem mais nada dos sinais hieroglifos com que são pintados os tapetes de suas lojas. Estes quadros e estes sinais são páginas do livro da ciência absoluta e universal. Podem ser lidas com o auxílio das chaves cabalísticas e não têm nada de oculto para o iniciado que possui as clavículas de Salomão. A maçonaria foi não somente profanada mas serviu mesmo de véu e de pretexto às cabalas da anarquia, pela influência oculta dos vingadores de Jaques de Molay, e dos continuadores da obra cismática do templo. Em lugar de vingar a morte de Hiram, vingaram-se seus assassinos. Os anarquistas retomaram a régua, o esquadro e a malheta e em cima escreveram liberdade, igualdade e fraternidade. Isto é, liberdade para as cobiças, igualdade na baixeza e fraternidade para destruir.



O templo é a realização e a figura do reino hierárquico da verdade e da razão sobre a terra. Hiram é o homem que chegou ao domínio pela ciência e pela sabedoria. Ele governa pela justiça e pela ordem, dando a cada um segundo suas obras. 


terça-feira, 21 de outubro de 2014

(REUNIÃO EM LOJA MAÇÔNICA COM AÉCIO NEVES, GERALDO ALCKMIN, JOSÉ SERRA E GRUPO DE AÇÃO POLÍTICA DAS TRÊS POTÊNCIAS MAÇÔNICAS DO BRASIL TODOS 33 VEJAM O VÍDEO

ATENÇÃO LEITORES ME ENVIARAM ESTE VÍDEO ((REUNIÃO EM LOJA MAÇÔNICA COM AÉCIO NEVES, GERALDO ALCKMIN, JOSÉ SERRA E GRUPO DE AÇÃO POLÍTICA DAS TRÊS POTÊNCIAS MAÇÔNICAS DO BRASIL TODOS 33 VEJAM O VÍDEO




AÉCIO NEVES NA REUNIÃO MAÇÔNICA 

GERALDO ALCKMIN ANUNCIANDO AÉCIO NEVES PARA OS MAÇONS GRAU 33 

JOSÉ SERRA NA LOJA MAÇÔNICA JUNTO COM GERALDO E AÉCIO NEVES  






As imagens são reais e aparecem Aécio Neves fazendo referência a Maçonaria, Igreja Católica, e algumas Igrejas Evangélicas e haviam dezenas de Cavaleiros todos Grau 33, Pastores Evangélicos e Lideranças da Igreja Católica, o próprio Governador de São Paulo Geraldo Alckmin faz durante a Reunião referência a Grupo de Ação Política e apresenta Aécio Neves para os outros maçons presentes na Reunião entre eles José Serra, o vídeo me foi enviado e me parece claramente também que foi produzido e narrado por evangélicos devido a interpretação da Simbologia feita, eu tenho outra opinião a respeito desta Simbologia e dos mitos da maçonaria, mas tenho que falar aqui que me parece claramente uma conspiração contra o Governo do PT e isto é fato (uma reunião secreta entre Geraldo Alckmin, Aécio Neves e José Serra e dezenas de lideranças maçônicas é de fato uma conspiração e devo denunciar isto aqui porque apoio o Governo Popular do Brasil e apoio a Reeleição de Dilma Rousseff e não quero o Brasil sendo totalmente controlado pelo povo maçônico e pelas elites e aqueles banqueiros que os apoiam, vejam o vídeo.      

Eu recebi ordens e meus superiores desconhecidos querem a Dilma na PRESIDÊNCIA e estas reuniões e acordos da maçonaria com o PSDB é perda de energia e de tempo... a ordem é Dilma na presidência e ponto final e aviso aqui ao Serra que Deus não o ajudou nas ultimas eleições e o Grande Arquiteto do Universo também não vai ajudar o Aécio.  



É fato notório que as divergências entre a Maçonaria e a Opus Dei estão, hoje, superadas - quem é, ou já foi, membro de uma dessas seitas sabe disso. Exemplos não faltam: recentemente, José Roberto Arruda afastou-se da Maçonaria, a qual exercia o grau de MESTRE (3º e último grau da Maçonaria Simbólica) para não comprometê-la no que diz respeito aos escândalos divulgados nacionalmente, no entanto, o mesmo Arruda e outros demo-tucanos (incluindo Geraldo Alckmin) ainda mantêm laços indissolúveis com a Loja Maçônica, independentemente de qualquer coisa. Na Itália, a célula maçônica de tendência fascista chamada P2 (Propaganda Due) está lado a lado com a Opus Dei - a P2 é inclusive uma das colaboradoras do banco papal, junto com a 'Cosa Nostra'. Na Bolívia, os envolvidos (todos racistas) naquela malfadada tentativa de golpe de Estado em 2008, liderado por Branko Marinkovic et caterva, eram (e continuam sendo) membros da Maçonaria e da Opus Dei, respectivamente. Sendo assim, não há divergências entre ambas as seitas no que tange os desígnios políticos, isto já foi superado pela história. 

Na América Latina, a seita controla o jornal El Observador (Uruguai) e tem peso nos jornais El Mercúrio (Chile), La Nación (Argentina) e O Estado de S.Paulo. Segundo várias denúncias, ela dirige a Sociedade Interamericana de Imprensa, braço da direita na mídia hemisférica. No Brasil, a Universidade de Navarra é comandada por Carlos Alberto di Franco, numerário e articulista do Estadão, responsável pela lavagem cerebral semanal de Geraldo Alckmin nas famosas "palestras do Morumbi". Segundo a revista Época, seu "programa de capacitação de editores já formou mais de 200 cargos de chefia dos principais jornais do país". O mesmo artigo confirma que "o jornalista Carlos Alberto Di Franco circula com desenvoltura nas esferas de poder, especialmente na imprensa e no círculo íntimo do governador Geraldo Alckmin". 

Artigo 1: Alckmin: o candidato do Opus Dei

Em recente sabatina na Folha de S.Paulo, o candidato Geraldo Alckmin foi curto na resposta: "Não sou da Opus Dei. Respeito quem é, mas não a conheço". Os jornalistas deste órgão de imprensa, que se jacta de "não ter o rabo preso", nada mais perguntaram, talvez porque já satanizaram Lula ou temam o poder divino desta seita religiosa. No caso, o ex-governador mentiu descaradamente ao dizer que não conhece o Opus Dei (em latim, Obra de Deus) ou seus fanáticos. Uma reportagem bombástica, publicada na revista Época em janeiro de 2006 e que depois desapareceu misteriosamente do noticiário da mídia, deu provas cabais de que atual presidenciável é um fiel seguidor desta organização católica de cunho fascista.
"Alckmin é um dos políticos brasileiros com ligações mais estreitas com a Obra. Elegeu Caminho, o guia escrito pelo fundador Josemaría Escrivá, como o seu livro de cabeceira. ‘Acostuma-se a dizer que não’, é um dos ensinamentos que mais aprecia, conforme contou em entrevista à imprensa. Um popular sacerdote do Opus Dei, o padre José Teixeira, foi seu confessor. Nos últimos anos, Alckmin tem recebido formação cristã no Palácio dos Bandeirantes de um influente numerário, jornalista Carlos Aberto Di Franco", relata o artigo. Numerário é o adepto da seita obrigado a residir nos sinistros casarões da Obra, ser virgem e usar o cilício nas cochas (corrente com pontas) e chicotear as costas. Já o supernumerário pode até freqüentar a Daslu, antro de consumo da elite brasileira, e tem a missão divina de conquistar prestígio na sociedade.

A conversão na ditadura

Ainda segundo a reveladora matéria escrita por Eliane Brum e Ricardo Mendonça, a reunião semanal do Opus Dei "é chamada informalmente de Palestra do Morumbi, numa alusão ao bairro onde se localiza a sede do governo. Alckmin e um grupo de empresários, advogados e juristas recebem preleções de cerca de 30 minutos... Um dos participantes do encontro, o desembargador aposentado e professor de direito da USP, Paulo Fernando Toledo, diz que o governador tucano é um dos ‘alunos’ mais aplicados. ‘Ele toma nota de tudo’. Outro membro do grupo, José Conduta, dono da corretora Harmonia, relata que Alckmin não faltou a nenhuma reunião, mesmo quando disputava a reeleição em 2002".

O grau de detalhamento da reportagem não deixa margem a dúvidas - e confirma que o candidato tucano mentiu no convescote da Folha. Ela chega a listar outros influentes participantes da Palestra do Morumbi: João Guilherme Ometto, vice-presidente da Federação das Indústrias de São Paulo, Benjamin Funari Neto, ex-presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, e Márcio Ribeiro, ligado à indústria têxtil. Segundo revela, "os laços do governador com o Opus Dei iniciaram-se com a família. Seu tio, José Geraldo Rodrigues Alckmin, ministro do Supremo Tribunal Federal indicado ao cargo pelo então presidente, general Emílio Garrastazu Médici, foi o primeiro supernumerário do Brasil".


O veterano jornalista Alberto Dines, do Observatório da Imprensa, há muito denuncia a sinistra relação do Opus Dei com a mídia nacional. Num artigo intitulado "Estranha conversão da Folha", critica seu "visível crescimento na imprensa brasileira. A Folha de S.Paulo parecia resistir à dominação, mas capitulou". No mesmo artigo, garante que a seita "já tomou conta da Associação Nacional de Jornais (ANJ)", que reúne os principais monopólios da mídia do país. Para ele, a seita não visa a "salvação das almas desgarradas. É um projeto de poder, de dominação dos meios de comunicação. E um projeto desta natureza não é nem poderia ser democrático. A conversão da Folha é uma opção estratégica, política e ideológica"



COMO NO GOLPE MILITAR DE 1964 A IGREJA CATÓLICA A MAÇONARIA E AGORA ALGUNS PASTORES EVANGÉLICOS NA REUNIÃO SECRETA COM AÉCIO NEVES     


A Maioria dos maçons apoiou inicialmente o golpe militar de 1964, por consciência que parte da população tinha perante o estado político do Brasil que era de caos. Cabe saber que esse caos foi um discurso criado pela classe dominante, uma nova Doutrina de Segurança Nacional. Por meio deste, estimulou-se a formação continua dos agentes sócio - políticos que a partir de então incumbem-se de engendrar o caos econômico político social – que não existia – só na cabeça da população. Foi uma manipulação ideológica para dar abertura a realização do golpe com apoio populacional. Nesta fase de argumentações, optou-se por abordar “a concretização da elite orgânica” devido a sua extrema importância. A “elite orgânica”, ou seja, associados que formaram um contexto político – militares, intelectuais orgânicos de interesses econômicos multinacionais – era representada, principalmente pelo IPES(centro estratégico, voltado para algo mais secreto) e pelo IBAD(unidade tática um pouco mais aberta se comparada com o primeiro). A “elite orgânica” possuía muitos maçons em seus quadros e tinha como objetivo agir contra o governo nacional reformista de João Goulart e apresentava em, sua base, estudos técnico – empresariais com fundamentações políticas liberais, portanto eram contra as reformas propostas pelo presidente. A elite orgânica passou a existir no Rio de Janeiro e em São Paulo, efetivamente, em 29 de novembro de 1961, na renúncia de Jânio Quadros, tornando-se ma rede nacional de militantes grupos de ação de diferentes backgrounds ideológicos. A elite unia-se por suas relações econômicas multinacionais e associadas, pelo posicionamento anticomunista e pela ambição de readequar e reformar o Estado. 


Foi recebida fervorosamente pela mídia, assim como por figuras políticas eclesiásticas e intelectuais. Rapidamente se expandiu em diversos pólos do Brasil. A evidencia de atuação dos interesses multinacionais e associados foi o estabelecimento de uma supremacia sobre o bloco populista oligárquico – industrial no poder; e contiveram as classes trabalhadoras, que naquele momento eram emergentes. No lado encoberto dos IPES e IBAD estava uma sofisticada e multifacetária campanha política ideológica militar. Tinham o poder da manipulação de opinião e da guerra psicológica, calcada em operações secretas, ou ao menos discretas aos olhos de alguns. Nos IPES/IBAD, a elite orgânica se constituía em um poderoso aparelho de classe, era capaz de exercer ações estrategicamente planejadas e manobras táticas através de uma campanha elaborada que, vitoriosamente, opunha seu organizado poder de classe ao poder de Estado do bloco histórico populista e a impaciente formação militante das classes trabalhadoras. Partindo dessas considerações, fica evidente o relevante intermédio dos especializados grupos de ação, e ouso de todos os meios disponíveis. É através disso que o complexo IPES/IBAD conseguia estabelecer a presença política, ideológica e militar do bloco de poder multinacional e associado em toda relevante área social de conflitos de disputa. É curioso observar atuação da “elite orgânica”: ela possuía um aparelho de classe capaz de desenvolver operações de natureza pública, bem como atividades vedadas ao alcance público. Conduziu atividades especificas, notórias e encobertas, táticas e estratégias que tinham por objetivo conter forças populares, desagregar o bloco histórico populista e levar os interesses multinacionais e associados ao governo político através de um golpe de Estado civil – militar.

Em críticas condições calcadas na crise político – econômica e colapso do regime, a “elite orgânica” encontra um contexto propicio para sua atuação. Essa doutrina leva o Brasil a romper relações com Cuba (1964) e apoiar militarmente a intervenção americana, reafirmando a aliança que subordinava o Brasil a Washington. Articulando todo o contexto que foi criado pelos agentes, o qual continha membros de uma burguesia nacional e internacional, o Brasil, pós - golpe, passa a possuir um novo sistema nervoso central, o qual beneficiava “elites” brasileiras e estrangeiras. Esse grupo era formado por pessoas que ocupavam cargo de alto teor em multinacionais, continha tecno – empresários, nos aparelhos de políticos e burocráticos do Estado, era um instrumento de extremo valor para o estabelecimento e desenvolvimento de um complexo financeiro e industrial integrado de produção e domínio. Formavam um bloco econômico burguês moderno – conservador, a “elite orgânica” Tornaram-se centrais para o bloqueio das forças populares na década de 60 e articuladores – chave para a conquista do Estado na representação do próprio grupo de conveniência. O mais hábil e preparado, teórica e politicamente, dos agentes sócio – políticos era o Coronel Golbery Couto de Silva. Partia como filosofia central o afloramento na população brasileira do sentimento de nacionalismo, Golbery, que era maçom utilizava argumentos fortes sem deixar em aberto a possibilidade de reflexão. Valia-se do argumento lealdade para a manipulação ante o nacionalismo; e, dessa maneira, com o auxilio em peso da mídia, a construção ideológica foi configurada, alegando a existência do perigo comunista e dos problemas que o presidente da República – João Goulart – estava por instaurar. O caos passou a existir, porem somente na cabeça da população. 

Dentro deste parâmetro, na mente da sociedade o país estava caótico e precisava de ordem, e essa era aparentemente a proposta dos militares. A Maçonaria juntamente com os militares, expurga os radicais de esquerda. No governo de Ernesto Geisel, no dia 15 de maio de 1974, o próprio Grão – Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil sendo senador e do partido situacionista, leu um oficio em que o Grande Oriente reafirmava o seu apoio ao regime de governo que se havia instalado em 1964. “(CASTELLANI, 2001, p156). Mas o “povo” maçônico já não condizia em sua maioria ao apoio aos governantes vigentes. Portanto, pode-se afirmar que a Maçonaria como instituição esteve ao lado das atuações militares, do governo instituído pós-golpe de 1964. Isso, porem, não exclui a existência de maçons que eram contra as atuações militares.Foram em grande número os que tiveram de se abster de questionamentos, indagações e afins dentro das lojas. Aos que abertamente desafiaram a instituição, a Ordem Maçônica reservou o expurgo e um lugar entre os denunciados ao governo ditatorial. O golpe começa dia 31 de março de 1964 em Juiz de Fora e se espalha com a adesão de varias tropas ao movimento. A revolução foi aprovada as duas da manhã dos dia 2 de abril. Ás 3h45 min, Mazzilli afinal foi empossado. Logo em seguida, desembarcavam tropas de elite para garanti-lo no poder. O golpe estava consumado. Um dos primeiros atos de Ranieri Mazzilli, dos comandantes Artur da Costa e Silva, Francisco Correia e Mello e Augusto Rademaker foi a implantação do AI-1(ato institucional n 1) Assim é eleito Humberto de Alencar Castello Branco para o cargo de presidente da República. Seu governo dura até 1967, quando assume o poder Artur da Costa e Silva, substituído por Médici, posteriormente por Ernesto Geisel em 1974 e, finalmente por João Batista Figueiredo em 1978. 
Poucas pessoas tiveram coragem de se opor a ditadura, pois uma oposição seria um convite para perseguições e ameaças e cassações, as oposições foram usadas para manipulações da situação.

(1964, de Dreifuss, é a obra mais completa para compreender o golpe militar no Brasil.)

Alexandre Barbosa * 

Este texto faz uma análise e resumo da obra DREIFUSS, René Armand. 1964: a conquista do Estado. Ação Política, Poder e Golpe de Classe, Vozes, Petrópolis, Rio de Janeiro, 1981.

Contextualização


Autor

René Armand Dreifuss – uruguaio, formado em Ciências Políticas e História pela Universidade de Haifa, Israel. Em 74, obteve o mestrado em Política na Leeds University, na Grã-Bretanha. Em 80, obteve o PhD em Ciência Política na Universidade de Glasgow, também na Grã-Bretanha. Desta pesquisa resultou o livro. No Brasil, realizou pesquisas sobre Forças Armadas, empresariado, formação de diretrizes e sistema de poder no Brasil. Na data de publicação do livro tinha 36 anos. A edição brasileira teve tradução pelo Laboratório de Tradução da Faculdade de Letras da UFMG.


Condições de produção

O livro é resultado de uma pesquisa realizada entre 76 e 80 para a tese de doutorado na Universidade de Glasgow, Inglaterra. O interessante é que o autor aborda um tema (o golpe de 64 que instalou o regime militar no Brasil) ainda presente durante a produção. No entanto, Dreifuss teve acesso a importante e farta documentação sobre fatos e personagens ligados ao golpe militar. 

No período de produção a intelectualidade brasileira estava impossibilitada de estudar a Ditadura por diversos motivos: exílio; mortes e prisões; censura e (pré) conceitos formados pelos anos de luta.

Interpretação de Michel de Certeau: Dreiffuss está presente na sociedade à qual se refere a problemática. No entanto, seu trabalho não está comprometido pelo acesso aos documentos. O objetivo central foi identificar as forças sociais que emergiram na sociedade brasileira com o processo de industrialização e internacionalização da Economia e que desempenharam uma forte intervenção no Estado e na sociedade. 

Além de dar “nome aos bois”, a pesquisa mostra o papel das diferentes forças sociais que correspondem a valores, objetivos e estratégias de atuação no cenário político. Ele mostra as formas concretas pelas quais a elite orgânica fez prevalecer seus interesses.

Interpretação Gramsciana

O autor usa Gramsci para interpretar os acontecimentos. (Pág.105). “De acordo com Gramsci, em situações históricas críticas, o elemento decisivo é o poder de classe organizado em formas civis e militares. Tal poder de classe é predisposto para a eventualidade de um período crítico, permitindo que ele avance quando a situação for considerada favorável e necessária. Uma situação é favorável desde que existam tais agentes de domínio de Estado e de ação de classe e que esses sejam minuciosamente preparados. É nesse sentido que se pode entender o Estado como uma construção de classe resultante de um processo no qual valores específicos de classe tornam-se normas sociais, organizações de classe políticas e ideológicas tornam-se autoridade e força orgânicas de Estado, e é nesse sentido que se pode falar de um classe ‘vir a ser’ Estado.” (...) “Com a formação do IPES (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais), como uma organização político-militar, a elite orgânica dos interesses multinacionais e associados alcançava o que Gramsci chamava de ‘a fase mais genuinamente política’, quando ‘ideologias previamente desenvolvidas se tornavam partido’. (...) Quando os canais político-partidários e administrativos não obtiveram (total) êxito em atingir as reformas necessárias prenunciadas pelo bloco modernizante-consevador, e quando os interesses multinacionais e associados notaram as dificuldades crescentes em se conseguir conter a massa popular dentro do sistema populista, o bloco de poder emergente ter de recorrer a outros meios”.

Principais pontos

O livro é denso de informações. A cada parágrafo são construídas afirmações sobre a formação do Estado brasileiro. Essas características foram se conjugando até formar o cenário que resultou no golpe de 31 de março de 64. 

• Surgimento da burguesia nacional – “A burguesia emergente (décadas de 20 e 30) não destruiu, nem política nem economicamente, as antigas classes agrárias para impor sua presença no Estado, pelo contrário, aceitou em grande parte os valores da elite rural.

• “O Estado Novo (1937) garantiu a supremacia econômica da burguesia industrial e moldou as bases de um bloco histórico burguês, concentrando as energias nacionais e mobilizando recursos legitimados por noções militares de orem nacional de progresso (...) e a intervenção do aparelho burocrático-militar na vida política, assegurava a coesão do sistema”.

• Leis trabalhistas: “em nome da defesa da ‘paz social’, o Estado Novo intervinha na ‘regulamentação da força de trabalho através da promulgação de ‘leis trabalhistas’, cumprindo assim um quesito básico no processo de acumulação. O estabelecimento de um salário mínimo em 1939 permitiu um nivelamento pelo grau mais baixo possível (subsistência)”. Efeitos: cooptação da classe trabalhadora e cálculo econômico que não incorpora o aumento de produtividade. O descontentamento popular era esvaziado e as lideranças eram absorvidas pela burocratização das demandas por meio de instrumentos da repressão pacífica, como os fornecidos pelo Estado patrimonial.

• Burguesia “nacional” x burguesia “entreguista”: pela ótica do PCB havia 2 burguesias: uma considerada entreguista, diretamente ligada ao capital transnacional e outra, nacionalista, oposta à ação de interesses estrangeiros. Essa burguesia nacional era procurada como “aliada” pelo PCB. Na verdade, a motivação da burguesia era uma só: acumulação de capital.

• Campanha de 45: estreitamento dos laços entre oficiais do Exército brasileiro e americanos.

• Governo Dutra: apoiado pelo bloco de poder oligárquico-empresarial. Fiesp e Ciesp se engajaram no apaziguamento das demandas dos trabalhadores. Criação do SESI com o objetivo de combater o reaparecimento de organizações autônomas entre as classes trabalhadoras e de construir n seio do operariado urbano uma base ideológica de comportamento político em consonância com a sociedade industrial capitalista. (* Nota: “Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas. Mas jamais vão deter a Primavera – Che Guevara: greves de 78 e eleição do Lula em 2002).

• UDN/PSD: na UDN estava a centro-direita, conjunto de anticomunistas, antinacionalistas, formados pela classe média, profissionais liberais e empresário. O PSD era formado por industriais de São Paulo e chefes oligárquicos regonais (coronéis).

• Segundo governo de Vargas: o Congresso tornou-se mais forte e politicamente mais importante. Era o lugar onde as diferentes frações das classes dominantes compartilhavam o governo. Era uma instituição regulada por conciliações e alianças. Apesar da supremacia industrial-financeira, a proeminência econômica dos empresários não se traduzia em hegemonia nacional política e ideológica. O general café ainda estava no poder. Os interesses rurais permaneciam economicamente poderosos.

• Petrobrás: tentativa de Getúlio de impor uma política nacionalista de desenvolvimento capitalista. Os empresários temiam uma forma de desenvolvimento nacionalista liderada pelo Estado. 

• Suicídio de Vargas: vitória dos interesses multinacionais que reingressaram na economia brasileira.

• Governo JK: aliança PSD/PTB – coligação de forças sociais baseada na expansão da indústria no Brasil. Incorporava a burguesia industrial, um setor da burguesia comercial especializado no comércio de produtos industriais locais, profissionais liberais e administradores, políticos urbanos e sindicalistas.

• Jango, o vice: herdeiro de Vargas, campanha com programa estatizante, nacionalista e aberto a reformas.

• Política de desenvolvimento de JK: as indústrias automobilística, de construção naval, produtos químicos, farmacêuticos, maquinaria, produtos elétricos e celulose foram a matriz da formação de uma burguesia associada ao capital estrangeiro. O acesso à tecnologia e técnicas gerenciais estrangeiras e à ajuda financeira transnacional seria a solução para a falta de acumulação primitiva de capital e também tratamento de choque para uma economia ainda agro-exportadora. 

• Conseqüências da política de desenvolvimento: maior sofisticação do mercado interno, crescimento das empresas, expansão das indústrias básicas, tendência para urbanização e crescimento das desigualdades sociais e regionais.

• Congresso: oposição ao Executivo pela presença do clientelismo, de interesses tradicionais e da oligarquia rural. No Congresso também era o foro para a denúncia da penetração multinacional e, ao mesmo tempo, era onde as classes trabalhadoras se manifestavam e controlavam o Executivo.

• Administração Paralela: para implantar o plano de metas foi criada uma gama de organismos de planejamento e consultoria e comissões de trabalho, composta por diretores de empresas privadas, técnicos e oficiais militares. Essa administração paralela permitia que os interesses multinacionais e associados ignorassem os canais tradicionais de diretrizes políticas e tomadas de decisão. Ela favorecia ou bloqueava a ajuda financeira a diferentes grupos e organizações. Mas como a eficiência dessa administração paralela defindia da atitude positiva do Executivo, tornava-se necessário que os interesses multinacionais e associados conseguissem o comando do Estado e ocupasse os postos burocráticos na administração.

• Capital transnacional: controlava o processo de expansão capitalista. Militares e empresários tinham como bandeira de luta a posse privada dos meios de produção.

• Repressão: foi no Governo JK que o aparelho repressivo do Estado se desenvolveu e ocorreu a crucial mudança ideológica das Forças Armadas, passando da defesa do território nacional para uma estratégia de contra-insurreição e hostilidade internas.

• Classes trabalhadoras: crescimento da consciência coletiva dos trabalhadores proporcionado pelo desenvolvimento industrial. Fortalecimento das Ligas Camponesas, mobilizando as massas trabalhadoras rurais.

• Início da década de 60: debate entre as classes trabalhadoras urbanas e rurais cada vez mais incontroláveis e os interesses multinacionais e associados. Para evitar os controles do Congresso e a pressão popular, estes interesses multinacionais estimularam a criação de uma administração paralela para os representar. Os interesses foram endossados pela Escola Superior de Guerra.

• Renúncia de Jânio Quadros: tentativa frustrada de manobra “bonapartista civil” para tentar resolver as contradições entre a classe trabalhadora que fazia do Congresso uma plataforma cada vez mais eficiente para expressão de seu interesse em oposição direta ao bloco oligárquico industrial e contra interesses multinacionais.

• Governo João Goulart: Jango liderava um bloco nacional-reformista, uma situação totalmente desfavorável ao bloco multinacional e associado que lançou uma engenhosa e bem arquitetada campanha para conseguir um novo arranjo político que expressasse seus interesses então bloqueados.

• Campanha para o golpe de 64: englobou a maioria das classes dominantes, incluindo a burguesia “nacional”, da qual muitos, inclusive o PCB, esperava um comportamento nacionalista e reformista. Contrariando tal expectativa a burguesia “nacional” assistiu passivamente e até mesmo apoiou a queda de Jango, condenando a alternativa nacionalista. A burguesia, a despeito de sua própria posição, ajudou a ancorar firmemente o Estado brasileiro à estratégia global das corporações multinacionais. “É interessante notar que companhias participantes da Adela Investimentos Co. estavam a frente da campanha contra o governo Jango.

• ADELA – Atlantic Comnunity Development Group for Latin America – grupo multibilionário formado em 62, encabeçado pelos vice-presidentes dos grupos Rockfeller, Fiat. Reunia cerca de 240 cias. Industriais e bancos.

• O capital monopolítico transnacional tormou um novo bloco de poder baseado não somente em seu volume, grau de concentração e integração de capital, mas também na qualidade de sua administração e organização política, bem como na sua infra-estrutura oligopolista.

• Ao assumir a liderança dos principais setores da economia, o bloco multinacional e associado organizou grupos de pressão e federações de classe, escritórios técnicos e anéis burocrático-empresariais, com o objetivo de conseguir que seus interesses tivessem expressão no governo. Somente lhe serviria um regime “técnico”, com uma tônica autoritária, em razão das fortes demandas que o capital transnacional faria sobre as classes trabalhadoras e os interesses tradicionais.

• Os interesses multinacionais e associados consideraram outras formas de representação de interesses além do controle da administração paralela ou do uso de lobbying sobre o Executivo. Eles desejavam compartilhar do governo político e moldar a opinião pública , assim o fazendo através da criação de grupos de ação política e ideológica. O primeiro desses grupos a ter notoriedade nacional em fins da década de 50 foi o IBAD – Instituto Brasileiro de Ação Democrática.

• O complexo IPES/IBAD – nele, a elite orgânica se constituía em um poderoso aparelho de classe e, como tal, era capaz de exercer ações estrategicamente planejadas e manobras táticas por meio de uma campanha cuidadosa e elaborada que, vitoriosamente, opunha seu organizado poder de classe ao poder do Estado do bloco histórico populista e à incipiente formação militante das classes trabalhadoras.

Resultados – apesar de sua rica ação política nos vários setores de opinião pública e de suas tentativas de reunir as classes dominantes sob seu comando o IPES/IBAD foi incapaz de impor-se na sociedade por consenso. Mas obteve êxito por meio de sua campanha ideológica e política de esvaziar o apoio ao Executivo e foi capaz de estimular uma reação generalizada contra o bloco que estava no poder.

• No ME – o IPES/IBAD estimulou a formação de organizações e grupos paramilitares de direita, mas não deteve as tendências de esquerda na UNE.

• Nos trabalhadores da cidade e do campo - estimulou organizações e sindicatos de direita existentes e criou novos grupos úteis à campanha para adiar a solidariedade e consciência de classe. Mas não bloqueou a constituição de organizações nacionais esquerdistas.

• No campo eleitoral, elegeu grande número de políticos conservadores de centro-direita na Câmara, Senado e nos governos estaduais. Mas não conseguiu impedir a formação de um bloco nacional-reformista que foi ceifado no golpe de 31 de março.

• Os maiores sucessos do IPES/IBAD – Clima de crise e atmosfera de inquietação política. O maior êxito foi de promover a intervenção das Forças Armadas contra o “caos, a corrupção populista e a ameaça comunista”. 
O Golpe de 31 de março de 64
O complexo IPES/IBAD estava no centro dos acontecimentos, como a ligação e organizador do movimento civil-militar dando apoio material e preparando o clima para intervenção militar. O que aconteceu em 31 de março não foi um mero golpe militar, mas um movimento civil-militar. O complexo IPES/IBAD e os oficiais da ESG organizaram a tomada do aparelho do Estado e estabeleceram uma nova relação de forças políticas no poder.

Homens-chave dos grandes empreendimentos industriais, financeiros e dos interesses multinacionais acumularam vários postos na nova administração. A maioria dos empresários que ocupava cargos-chave estava envolvida em atividades comerciais privadas, relacionadas de perto com suas funções públicas. (pág. 481)

“Os associados e colaboradores do IPES moldaram o sistema financeiro e controlaram os ministérios e principais órgãos de administração pública, permanecendo em cargos privilegiados durante o governo de Castello Branco, exercendo sua mediação no poder. Com um programa de governo que emergia da direita, os ativistas do IPES impuseram uma modernização da estrutura sócio-econômica e uma reformulação do aparelho do Estado que beneficiou as classes empresariais e os setores médios da sociedade em detrimento da massa”.



(Bibliografia) para entender o processo de luta armada no Brasil.
Saiba mais sobre a MPB durante a ditadura militar.

Em 1932, vivia, o Brasil, sob o regime implantado pelo golpe de 1930. Neste ano, o país já enfrentara uma conturbada situação político-social, quando a oposição ao governo da República já vinha se movimentando desde as eleiçes de março --- vencida pelo candidato oficial, Júlio Prestes de Albuquerque --- conspirando, para promover o levante armado contra o governo. O estopim da revolta fora o assassinato de João Pessoa, governador da Paraíba, o qual fora candidato a vice-presidente na chapa de oposição, encabeçada por Getúlio Vargas. Pessoa foi morto a tiros, por João Duarte Dantas, por simples quest&oilde;es familiares da Paraíba --- muito comuns, na região Nordeste, na época --- e sem qualquer motivo político, mas o fato foi, matreiramente , aproveitado pela oposição. A revolta ocorreria a 3 de outubro, partindo dos três Estados ligados pela Aliança Liberal : do Rio Grande do Sul, partiam as tropas do Exército e da Polícia, comandadas pelo tenente-coronel Góis Monteiro ; partindo da Paraíba, o capitão Juarez Távora conseguia dominar todos os Estados do Norte e do Nordeste; e, em Minas Gerais, eram dominados os focos fiéis ao governo federal e as tropas ameaçavam os governos do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.

Alguns anos atras houve uma nova tentativa de manipulação usando a mídia aqui do Rio grande do Sul e com uma matéria paga no Jornal Zero Hora, leiam a matéria de 2009

FONTE:


DREIFUSS, René Armand. 1964: a conquista do Estado. Ação Política, Poder e Golpe de Classe, Vozes, Petrópolis, Rio de Janeiro, 1981.
TRECHO DA REVISTA Leituras Da História ano 1 n 2 Editora Escala.ano 2007


BOA NOITE LEITORES SÃO 21:31 DESTA TERÇA FEIRA 21/10/2014 EM PORTO ALEGRE E VOLTARAM A BLOQUEAR O ACESSO AO MEU BLOG DE FORMA ILEGAL E SEM NENHUM MANDATO JUDICIAL




Estão passando trotes e fazendo denúncias falsas e isto é por causa das novas pesquisas para intenção de votos porque nunca houve nenhuma violação do regulamento do Google e o meu blog esta de acordo com as leis Brasileiras e internacionais e o que esta acontecendo aqui é uma perseguição política ilegal e por motivos partidários ideológicos, não existe nenhuma ordem ou mandato judicial para fazerem isto e estão violando a nossa Constituição e a Lei de Liberdade de Imprensa e são políticos da oposição que estão fazendo isto ou pagando subornos ou inventando trotes e mentiras e peço ajuda aqui das autoridades competentes, tenho o meu nome limpo e nunca houve nenhum processo contra a minha pessoa ou contra o meu blog.        

ATENÇÃO LEITORES SÃO 08:10 DESTA TERÇA FEIRA 21/10 DE 2014 EM PORTO ALEGRE E ALIADOS POLÍTICOS DA AÉCIO NEVES VOLTARAM A BLOQUEAR O ACESSO AO MEU BLOG DE FORMA ILEGAL E SEM NENHUMA AUTORIZAÇÃO JUDICIAL (ATENÇÃO AUTORIDADES COMPETENTES)


Eu já estou farto desta gente... deve ser por causa das novas pesquisas de intenção de votos na qual a minha candidata Dilma Rousseff aparece na frente de Aécio Neves e isto me deixa muito feliz e todos sabem que eu nunca mais quero ver a turma do FHC, Geraldo, Serra etc... no governo do meu país e digo mais.,. tem muito jornalista vendido que deve ter ficado recalcado com as novas pesquisas e não adianta passarem trotes e fazerem denúncias falsas contra o meu blog porque as coisas vão ficar muito piores para vocês... o meu blog esta e sempre de acordo com as leis brasileiras e internacionais e nunca houve nenhuma violação e tenho o meu direito a liberdade de expressão e a liberdade absoluta de pensamento...  vivemos em uma democracia e a derrota de Aécio Neves é inevitável e sem falar nas manchetes internacionais sobre ele... que vergonha para o Brasil... tenham todos uma ótima noite.     


REPETINDO O MEU COMENTÁRIO DA SEMANA PASSADA PORQUE A SITUAÇÃO ESTA SE REPETINDO 

ALIADOS DE AÉCIO NEVES ESTÃO BLOQUEANDO SITES QUE APOIAM DILMA ROUSSEFF (ATENÇÃO MILITÂNCIA PETISTA E ATENÇÃO POLICIA FEDERAL E DELEGACIAS DE COMBATE A CRIMES DE INTERNET)


Vivemos em uma democracia e os tucanos não sabem disto e estão usando de práticas criminosas e cometendo crimes de internet ao invadirem contas de pessoas que apoiam a nossa presidente Dilma Rousseff de forma ilegal e inclusive utilizando serviços de inteligência de Delegacias e Batalhões de Policia em estados governados pelo PSDB e até mesmo subornando pessoas para fazerem isto, ontem a noite durante o debate eles tiraram do ar um site do Tribunal de Conta de Minas Gerais e estão fazendo isto também em sites pessoais como no meu blog e onde venho recebendo denúncias de leitores de vários países da Europa onde eles me informaram que seus familiares não conseguem acessar o meu blog aqui no Brasil, eu sou acessado diariamente por pessoas de dezenas de países e todos os meus leitores espalhados pelo mundo estão atentos e isto é uma situação completamente absurda e uma prática de ditadores e fascistas, as autoridades competentes aqui no Brasil devem tomar uma atitude para defender a Democracia, a Liberdade de Imprensa e a Liberdade de Expressão, o que estas pessoas que apoiam Aécio Neves estão fazendo é ILEGAL e contras as nossas leis e a nossa Constituição.  

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

BOA NOITE LEITORES SÃO 23:20 DESTA SEGUNDA FEIRA 20/10/2014 E VOLTARAM A BLOQUEAR O ACESSO AO MEU BLOG DE FORMA ILEGAL E SEM NENHUMA AUTORIZAÇÃO JUDICIAL E AINDA MAIS POR ORDENS DE POLÍTICOS DA OPOSIÇÃO




Eu já estou farto desta gente... deve ser por causa das novas pesquisas de intenção de votos na qual a minha candidata Dilma Rousseff aparece na frente de Aécio Neves e isto me deixa muito feliz e todos sabem que eu nunca mais quero ver a turma do FHC, Geraldo, Serra etc... no governo do meu país e digo mais.,. tem muito jornalista vendido que deve ter ficado recalcado com as novas pesquisas e não adianta passarem trotes e fazerem denúncias falsas contra o meu blog porque as coisas vão ficar muito piores para vocês... o meu blog esta e sempre de acordo com as leis brasileiras e internacionais e nunca houve nenhuma violação e tenho o meu direito a liberdade de expressão e a liberdade absoluta de pensamento...  vivemos em uma democracia e a derrota de Aécio Neves é inevitável e sem falar nas manchetes internacionais sobre ele... que vergonha para o Brasil... tenham todos uma ótima noite.     

domingo, 19 de outubro de 2014

RODRIGO VERONEZI GARCIA E A CONSPIRAÇÃO : O GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO

RODRIGO VERONEZI GARCIA E A CONSPIRAÇÃO : O GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO: Acompanhe a descrição de alguns elementos do Tetragrammaton: Pentagrama O pentagrama assume diversos significados de acordo com o...

RODRIGO VERONEZI GARCIA E A CONSPIRAÇÃO : O GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO

RODRIGO VERONEZI GARCIA E A CONSPIRAÇÃO : O GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO: Acompanhe a descrição de alguns elementos do Tetragrammaton: Pentagrama O pentagrama assume diversos significados de acordo com o...

RODRIGO VERONEZI GARCIA E A CONSPIRAÇÃO : O GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO

RODRIGO VERONEZI GARCIA E A CONSPIRAÇÃO : O GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO: Acompanhe a descrição de alguns elementos do Tetragrammaton: Pentagrama O pentagrama assume diversos significados de acordo com o...

AS 3 POTÊNCIAS MAÇÔNICAS DO BRASIL E A REUNIÃO SECRETA COM AÉCIO NEVES E GERALDO ALCKMIN OS CONSPIRADORES REUNIDOS CONTRA O GOVERNO POPULAR DO BRASIL (A ELITE ORGÂNICA X A CLASSE TRABALHADORA COMO EM 64) VEJAM O VÍDEO SE AÉCIO NEVES E GERALDO ALCKMIN NA REUNIÃO COM OS CAVALEIROS DE GRAU 33)



AÉCIO NEVES NA LOJA MAÇÔNICA DE SÃO PAULO 

GERALDO ALCKMIN APRESENTANDO AÉCIO NEVES PARA A MAÇONARIA 

JOSÉ SERRA SAUDANDO OS GRÃOS MESTRES 33 





ESTÃO VIOLANDO A CONSTITUIÇÃO DE ANDERSON E APOIANDO AÉCIO NEVES E AINDA POR CIMA A TODO O MOMENTO ATACANDO O MEU BLOG 33 PARA MIM VOCÊS NUNCA FORAM INVISÍVEIS



  “Entretanto, os nossos irmãos ingleses não tiraram desta superabundante riqueza , todo o partido que normalmente se poderia esperar. Isto é devido, e darei exemplos, ao temperamento particular dos maçons ingleses, para quem todas as discussões relativas a assuntos políticos e religiosos são estritamente proibidas em Loja. Veremos mais adiante que uma discussão sobre o aspecto religioso do pensamento de Anderson não pode ser levada a fundo, por causa dessa proibição.”

Esta grave advertência de Lepage nos deve obrigar a séria meditação porque, segundo minha pessoal observação, é, também, salvo melhor juiz, o ponto fraco de determinadas correntes maçônicas e de certos maçons brasileiros. E isto pode arrastar-se a uma verdadeira estagnação, contrariando, por conseguinte frontalmente, uma das diretrizes das Const. Que determina A INVESTIGAÇÃO CONSTANTE DA VERDADE. Prova-o inquérito feito em 1973 pela CNBB, ao qual responderam 182 maçons. Pode não se decisivo, já que para ser decisivo dever-se-ia inquirir todos os maçons brasileiros, mas já é um resultado provisório apreciável, que nos deve levar a meditação. Porque, dos 182, 81 responderam que a Maçonaria em nada influi em sua religião quando em nosso parecer, deveria ter influenciado, e influenciado para melhor.

Ora,meus caros ex alunos, como disse então, e repito agora, para esta afirmação também registrada: se devemos INVESTIGAR a verdade sob todos os ângulos e em todos os seus aspectos e em todos os terrenos – no histórico, como estão fazendo superabundantemente os maçons, no geográfico, no das ciências positivas, no da sociologia, economia, na Política, com P maiúsculo, excluindo, por conseguinte a partidária, no filosófico, etc. Sobretudo no que toca mais profundamente o homem, no religioso.


É fato notório que as divergências entre a Maçonaria e a Opus Dei estão, hoje, superadas - quem é, ou já foi, membro de uma dessas seitas sabe disso. Exemplos não faltam: recentemente, José Roberto Arruda afastou-se da Maçonaria, a qual exercia o grau de MESTRE (3º e último grau da Maçonaria Simbólica) para não comprometê-la no que diz respeito aos escândalos divulgados nacionalmente, no entanto, o mesmo Arruda e outros demo-tucanos (incluindo Geraldo Alckmin) ainda mantêm laços indissolúveis com a Loja Maçônica, independentemente de qualquer coisa. Na Itália, a célula maçônica de tendência fascista chamada P2 (Propaganda Due) está lado a lado com a Opus Dei - a P2 é inclusive uma das colaboradoras do banco papal, junto com a 'Cosa Nostra'. Na Bolívia, os envolvidos (todos racistas) naquela malfadada tentativa de golpe de Estado em 2008, liderado por Branko Marinkovic et caterva, eram (e continuam sendo) membros da Maçonaria e da Opus Dei, respectivamente. Sendo assim, não há divergências entre ambas as seitas no que tange os desígnios políticos, isto já foi superado pela história. 

Na América Latina, a seita controla o jornal El Observador (Uruguai) e tem peso nos jornais El Mercúrio (Chile), La Nación (Argentina) e O Estado de S.Paulo. Segundo várias denúncias, ela dirige a Sociedade Interamericana de Imprensa, braço da direita na mídia hemisférica. No Brasil, a Universidade de Navarra é comandada por Carlos Alberto di Franco, numerário e articulista do Estadão, responsável pela lavagem cerebral semanal de Geraldo Alckmin nas famosas "palestras do Morumbi". Segundo a revista Época, seu "programa de capacitação de editores já formou mais de 200 cargos de chefia dos principais jornais do país". O mesmo artigo confirma que "o jornalista Carlos Alberto Di Franco circula com desenvoltura nas esferas de poder, especialmente na imprensa e no círculo íntimo do governador Geraldo Alckmin". 

Artigo 1: Alckmin: o candidato do Opus Dei

Em recente sabatina na Folha de S.Paulo, o candidato Geraldo Alckmin foi curto na resposta: "Não sou da Opus Dei. Respeito quem é, mas não a conheço". Os jornalistas deste órgão de imprensa, que se jacta de "não ter o rabo preso", nada mais perguntaram, talvez porque já satanizaram Lula ou temam o poder divino desta seita religiosa. No caso, o ex-governador mentiu descaradamente ao dizer que não conhece o Opus Dei (em latim, Obra de Deus) ou seus fanáticos. Uma reportagem bombástica, publicada na revista Época em janeiro de 2006 e que depois desapareceu misteriosamente do noticiário da mídia, deu provas cabais de que atual presidenciável é um fiel seguidor desta organização católica de cunho fascista.
"Alckmin é um dos políticos brasileiros com ligações mais estreitas com a Obra. Elegeu Caminho, o guia escrito pelo fundador Josemaría Escrivá, como o seu livro de cabeceira. ‘Acostuma-se a dizer que não’, é um dos ensinamentos que mais aprecia, conforme contou em entrevista à imprensa. Um popular sacerdote do Opus Dei, o padre José Teixeira, foi seu confessor. Nos últimos anos, Alckmin tem recebido formação cristã no Palácio dos Bandeirantes de um influente numerário, jornalista Carlos Aberto Di Franco", relata o artigo. Numerário é o adepto da seita obrigado a residir nos sinistros casarões da Obra, ser virgem e usar o cilício nas cochas (corrente com pontas) e chicotear as costas. Já o supernumerário pode até freqüentar a Daslu, antro de consumo da elite brasileira, e tem a missão divina de conquistar prestígio na sociedade.

A conversão na ditadura

Ainda segundo a reveladora matéria escrita por Eliane Brum e Ricardo Mendonça, a reunião semanal do Opus Dei "é chamada informalmente de Palestra do Morumbi, numa alusão ao bairro onde se localiza a sede do governo. Alckmin e um grupo de empresários, advogados e juristas recebem preleções de cerca de 30 minutos... Um dos participantes do encontro, o desembargador aposentado e professor de direito da USP, Paulo Fernando Toledo, diz que o governador tucano é um dos ‘alunos’ mais aplicados. ‘Ele toma nota de tudo’. Outro membro do grupo, José Conduta, dono da corretora Harmonia, relata que Alckmin não faltou a nenhuma reunião, mesmo quando disputava a reeleição em 2002".

O grau de detalhamento da reportagem não deixa margem a dúvidas - e confirma que o candidato tucano mentiu no convescote da Folha. Ela chega a listar outros influentes participantes da Palestra do Morumbi: João Guilherme Ometto, vice-presidente da Federação das Indústrias de São Paulo, Benjamin Funari Neto, ex-presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, e Márcio Ribeiro, ligado à indústria têxtil. Segundo revela, "os laços do governador com o Opus Dei iniciaram-se com a família. Seu tio, José Geraldo Rodrigues Alckmin, ministro do Supremo Tribunal Federal indicado ao cargo pelo então presidente, general Emílio Garrastazu Médici, foi o primeiro supernumerário do Brasil".


O veterano jornalista Alberto Dines, do Observatório da Imprensa, há muito denuncia a sinistra relação do Opus Dei com a mídia nacional. Num artigo intitulado "Estranha conversão da Folha", critica seu "visível crescimento na imprensa brasileira. A Folha de S.Paulo parecia resistir à dominação, mas capitulou". No mesmo artigo, garante que a seita "já tomou conta da Associação Nacional de Jornais (ANJ)", que reúne os principais monopólios da mídia do país. Para ele, a seita não visa a "salvação das almas desgarradas. É um projeto de poder, de dominação dos meios de comunicação. E um projeto desta natureza não é nem poderia ser democrático. A conversão da Folha é uma opção estratégica, política e ideológica"



COMO NO GOLPE MILITAR DE 1964 A IGREJA CATÓLICA A MAÇONARIA E AGORA ALGUNS PASTORES EVANGÉLICOS NA REUNIÃO SECRETA COM AÉCIO NEVES     


A Maioria dos maçons apoiou inicialmente o golpe militar de 1964, por consciência que parte da população tinha perante o estado político do Brasil que era de caos. Cabe saber que esse caos foi um discurso criado pela classe dominante, uma nova Doutrina de Segurança Nacional. Por meio deste, estimulou-se a formação continua dos agentes sócio - políticos que a partir de então incumbem-se de engendrar o caos econômico político social – que não existia – só na cabeça da população. Foi uma manipulação ideológica para dar abertura a realização do golpe com apoio populacional. Nesta fase de argumentações, optou-se por abordar “a concretização da elite orgânica” devido a sua extrema importância. A “elite orgânica”, ou seja, associados que formaram um contexto político – militares, intelectuais orgânicos de interesses econômicos multinacionais – era representada, principalmente pelo IPES(centro estratégico, voltado para algo mais secreto) e pelo IBAD(unidade tática um pouco mais aberta se comparada com o primeiro). A “elite orgânica” possuía muitos maçons em seus quadros e tinha como objetivo agir contra o governo nacional reformista de João Goulart e apresentava em, sua base, estudos técnico – empresariais com fundamentações políticas liberais, portanto eram contra as reformas propostas pelo presidente. A elite orgânica passou a existir no Rio de Janeiro e em São Paulo, efetivamente, em 29 de novembro de 1961, na renúncia de Jânio Quadros, tornando-se ma rede nacional de militantes grupos de ação de diferentes backgrounds ideológicos. A elite unia-se por suas relações econômicas multinacionais e associadas, pelo posicionamento anticomunista e pela ambição de readequar e reformar o Estado. 


Foi recebida fervorosamente pela mídia, assim como por figuras políticas eclesiásticas e intelectuais. Rapidamente se expandiu em diversos pólos do Brasil. A evidencia de atuação dos interesses multinacionais e associados foi o estabelecimento de uma supremacia sobre o bloco populista oligárquico – industrial no poder; e contiveram as classes trabalhadoras, que naquele momento eram emergentes. No lado encoberto dos IPES e IBAD estava uma sofisticada e multifacetária campanha política ideológica militar. Tinham o poder da manipulação de opinião e da guerra psicológica, calcada em operações secretas, ou ao menos discretas aos olhos de alguns. Nos IPES/IBAD, a elite orgânica se constituía em um poderoso aparelho de classe, era capaz de exercer ações estrategicamente planejadas e manobras táticas através de uma campanha elaborada que, vitoriosamente, opunha seu organizado poder de classe ao poder de Estado do bloco histórico populista e a impaciente formação militante das classes trabalhadoras. Partindo dessas considerações, fica evidente o relevante intermédio dos especializados grupos de ação, e ouso de todos os meios disponíveis. É através disso que o complexo IPES/IBAD conseguia estabelecer a presença política, ideológica e militar do bloco de poder multinacional e associado em toda relevante área social de conflitos de disputa. É curioso observar atuação da “elite orgânica”: ela possuía um aparelho de classe capaz de desenvolver operações de natureza pública, bem como atividades vedadas ao alcance público. Conduziu atividades especificas, notórias e encobertas, táticas e estratégias que tinham por objetivo conter forças populares, desagregar o bloco histórico populista e levar os interesses multinacionais e associados ao governo político através de um golpe de Estado civil – militar.

Em críticas condições calcadas na crise político – econômica e colapso do regime, a “elite orgânica” encontra um contexto propicio para sua atuação. Essa doutrina leva o Brasil a romper relações com Cuba (1964) e apoiar militarmente a intervenção americana, reafirmando a aliança que subordinava o Brasil a Washington. Articulando todo o contexto que foi criado pelos agentes, o qual continha membros de uma burguesia nacional e internacional, o Brasil, pós - golpe, passa a possuir um novo sistema nervoso central, o qual beneficiava “elites” brasileiras e estrangeiras. Esse grupo era formado por pessoas que ocupavam cargo de alto teor em multinacionais, continha tecno – empresários, nos aparelhos de políticos e burocráticos do Estado, era um instrumento de extremo valor para o estabelecimento e desenvolvimento de um complexo financeiro e industrial integrado de produção e domínio. Formavam um bloco econômico burguês moderno – conservador, a “elite orgânica” Tornaram-se centrais para o bloqueio das forças populares na década de 60 e articuladores – chave para a conquista do Estado na representação do próprio grupo de conveniência. O mais hábil e preparado, teórica e politicamente, dos agentes sócio – políticos era o Coronel Golbery Couto de Silva. Partia como filosofia central o afloramento na população brasileira do sentimento de nacionalismo, Golbery, que era maçom utilizava argumentos fortes sem deixar em aberto a possibilidade de reflexão. Valia-se do argumento lealdade para a manipulação ante o nacionalismo; e, dessa maneira, com o auxilio em peso da mídia, a construção ideológica foi configurada, alegando a existência do perigo comunista e dos problemas que o presidente da República – João Goulart – estava por instaurar. O caos passou a existir, porem somente na cabeça da população. 

Dentro deste parâmetro, na mente da sociedade o país estava caótico e precisava de ordem, e essa era aparentemente a proposta dos militares. A Maçonaria juntamente com os militares, expurga os radicais de esquerda. No governo de Ernesto Geisel, no dia 15 de maio de 1974, o próprio Grão – Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil sendo senador e do partido situacionista, leu um oficio em que o Grande Oriente reafirmava o seu apoio ao regime de governo que se havia instalado em 1964. “(CASTELLANI, 2001, p156). Mas o “povo” maçônico já não condizia em sua maioria ao apoio aos governantes vigentes. Portanto, pode-se afirmar que a Maçonaria como instituição esteve ao lado das atuações militares, do governo instituído pós-golpe de 1964. Isso, porem, não exclui a existência de maçons que eram contra as atuações militares.Foram em grande número os que tiveram de se abster de questionamentos, indagações e afins dentro das lojas. Aos que abertamente desafiaram a instituição, a Ordem Maçônica reservou o expurgo e um lugar entre os denunciados ao governo ditatorial. O golpe começa dia 31 de março de 1964 em Juiz de Fora e se espalha com a adesão de varias tropas ao movimento. A revolução foi aprovada as duas da manhã dos dia 2 de abril. Ás 3h45 min, Mazzilli afinal foi empossado. Logo em seguida, desembarcavam tropas de elite para garanti-lo no poder. O golpe estava consumado. Um dos primeiros atos de Ranieri Mazzilli, dos comandantes Artur da Costa e Silva, Francisco Correia e Mello e Augusto Rademaker foi a implantação do AI-1(ato institucional n 1) Assim é eleito Humberto de Alencar Castello Branco para o cargo de presidente da República. Seu governo dura até 1967, quando assume o poder Artur da Costa e Silva, substituído por Médici, posteriormente por Ernesto Geisel em 1974 e, finalmente por João Batista Figueiredo em 1978. 
Poucas pessoas tiveram coragem de se opor a ditadura, pois uma oposição seria um convite para perseguições e ameaças e cassações, as oposições foram usadas para manipulações da situação.

(1964, de Dreifuss, é a obra mais completa para compreender o golpe militar no Brasil.)

Alexandre Barbosa * 

Este texto faz uma análise e resumo da obra DREIFUSS, René Armand. 1964: a conquista do Estado. Ação Política, Poder e Golpe de Classe, Vozes, Petrópolis, Rio de Janeiro, 1981.

Contextualização


Autor

René Armand Dreifuss – uruguaio, formado em Ciências Políticas e História pela Universidade de Haifa, Israel. Em 74, obteve o mestrado em Política na Leeds University, na Grã-Bretanha. Em 80, obteve o PhD em Ciência Política na Universidade de Glasgow, também na Grã-Bretanha. Desta pesquisa resultou o livro. No Brasil, realizou pesquisas sobre Forças Armadas, empresariado, formação de diretrizes e sistema de poder no Brasil. Na data de publicação do livro tinha 36 anos. A edição brasileira teve tradução pelo Laboratório de Tradução da Faculdade de Letras da UFMG.


Condições de produção

O livro é resultado de uma pesquisa realizada entre 76 e 80 para a tese de doutorado na Universidade de Glasgow, Inglaterra. O interessante é que o autor aborda um tema (o golpe de 64 que instalou o regime militar no Brasil) ainda presente durante a produção. No entanto, Dreifuss teve acesso a importante e farta documentação sobre fatos e personagens ligados ao golpe militar. 

No período de produção a intelectualidade brasileira estava impossibilitada de estudar a Ditadura por diversos motivos: exílio; mortes e prisões; censura e (pré) conceitos formados pelos anos de luta.

Interpretação de Michel de Certeau: Dreiffuss está presente na sociedade à qual se refere a problemática. No entanto, seu trabalho não está comprometido pelo acesso aos documentos. O objetivo central foi identificar as forças sociais que emergiram na sociedade brasileira com o processo de industrialização e internacionalização da Economia e que desempenharam uma forte intervenção no Estado e na sociedade. 

Além de dar “nome aos bois”, a pesquisa mostra o papel das diferentes forças sociais que correspondem a valores, objetivos e estratégias de atuação no cenário político. Ele mostra as formas concretas pelas quais a elite orgânica fez prevalecer seus interesses.

Interpretação Gramsciana

O autor usa Gramsci para interpretar os acontecimentos. (Pág.105). “De acordo com Gramsci, em situações históricas críticas, o elemento decisivo é o poder de classe organizado em formas civis e militares. Tal poder de classe é predisposto para a eventualidade de um período crítico, permitindo que ele avance quando a situação for considerada favorável e necessária. Uma situação é favorável desde que existam tais agentes de domínio de Estado e de ação de classe e que esses sejam minuciosamente preparados. É nesse sentido que se pode entender o Estado como uma construção de classe resultante de um processo no qual valores específicos de classe tornam-se normas sociais, organizações de classe políticas e ideológicas tornam-se autoridade e força orgânicas de Estado, e é nesse sentido que se pode falar de um classe ‘vir a ser’ Estado.” (...) “Com a formação do IPES (Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais), como uma organização político-militar, a elite orgânica dos interesses multinacionais e associados alcançava o que Gramsci chamava de ‘a fase mais genuinamente política’, quando ‘ideologias previamente desenvolvidas se tornavam partido’. (...) Quando os canais político-partidários e administrativos não obtiveram (total) êxito em atingir as reformas necessárias prenunciadas pelo bloco modernizante-consevador, e quando os interesses multinacionais e associados notaram as dificuldades crescentes em se conseguir conter a massa popular dentro do sistema populista, o bloco de poder emergente ter de recorrer a outros meios”.

Principais pontos

O livro é denso de informações. A cada parágrafo são construídas afirmações sobre a formação do Estado brasileiro. Essas características foram se conjugando até formar o cenário que resultou no golpe de 31 de março de 64. 

• Surgimento da burguesia nacional – “A burguesia emergente (décadas de 20 e 30) não destruiu, nem política nem economicamente, as antigas classes agrárias para impor sua presença no Estado, pelo contrário, aceitou em grande parte os valores da elite rural.

• “O Estado Novo (1937) garantiu a supremacia econômica da burguesia industrial e moldou as bases de um bloco histórico burguês, concentrando as energias nacionais e mobilizando recursos legitimados por noções militares de orem nacional de progresso (...) e a intervenção do aparelho burocrático-militar na vida política, assegurava a coesão do sistema”.

• Leis trabalhistas: “em nome da defesa da ‘paz social’, o Estado Novo intervinha na ‘regulamentação da força de trabalho através da promulgação de ‘leis trabalhistas’, cumprindo assim um quesito básico no processo de acumulação. O estabelecimento de um salário mínimo em 1939 permitiu um nivelamento pelo grau mais baixo possível (subsistência)”. Efeitos: cooptação da classe trabalhadora e cálculo econômico que não incorpora o aumento de produtividade. O descontentamento popular era esvaziado e as lideranças eram absorvidas pela burocratização das demandas por meio de instrumentos da repressão pacífica, como os fornecidos pelo Estado patrimonial.

• Burguesia “nacional” x burguesia “entreguista”: pela ótica do PCB havia 2 burguesias: uma considerada entreguista, diretamente ligada ao capital transnacional e outra, nacionalista, oposta à ação de interesses estrangeiros. Essa burguesia nacional era procurada como “aliada” pelo PCB. Na verdade, a motivação da burguesia era uma só: acumulação de capital.

• Campanha de 45: estreitamento dos laços entre oficiais do Exército brasileiro e americanos.

• Governo Dutra: apoiado pelo bloco de poder oligárquico-empresarial. Fiesp e Ciesp se engajaram no apaziguamento das demandas dos trabalhadores. Criação do SESI com o objetivo de combater o reaparecimento de organizações autônomas entre as classes trabalhadoras e de construir n seio do operariado urbano uma base ideológica de comportamento político em consonância com a sociedade industrial capitalista. (* Nota: “Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas. Mas jamais vão deter a Primavera – Che Guevara: greves de 78 e eleição do Lula em 2002).

• UDN/PSD: na UDN estava a centro-direita, conjunto de anticomunistas, antinacionalistas, formados pela classe média, profissionais liberais e empresário. O PSD era formado por industriais de São Paulo e chefes oligárquicos regonais (coronéis).

• Segundo governo de Vargas: o Congresso tornou-se mais forte e politicamente mais importante. Era o lugar onde as diferentes frações das classes dominantes compartilhavam o governo. Era uma instituição regulada por conciliações e alianças. Apesar da supremacia industrial-financeira, a proeminência econômica dos empresários não se traduzia em hegemonia nacional política e ideológica. O general café ainda estava no poder. Os interesses rurais permaneciam economicamente poderosos.

• Petrobrás: tentativa de Getúlio de impor uma política nacionalista de desenvolvimento capitalista. Os empresários temiam uma forma de desenvolvimento nacionalista liderada pelo Estado. 

• Suicídio de Vargas: vitória dos interesses multinacionais que reingressaram na economia brasileira.

• Governo JK: aliança PSD/PTB – coligação de forças sociais baseada na expansão da indústria no Brasil. Incorporava a burguesia industrial, um setor da burguesia comercial especializado no comércio de produtos industriais locais, profissionais liberais e administradores, políticos urbanos e sindicalistas.

• Jango, o vice: herdeiro de Vargas, campanha com programa estatizante, nacionalista e aberto a reformas.

• Política de desenvolvimento de JK: as indústrias automobilística, de construção naval, produtos químicos, farmacêuticos, maquinaria, produtos elétricos e celulose foram a matriz da formação de uma burguesia associada ao capital estrangeiro. O acesso à tecnologia e técnicas gerenciais estrangeiras e à ajuda financeira transnacional seria a solução para a falta de acumulação primitiva de capital e também tratamento de choque para uma economia ainda agro-exportadora. 

• Conseqüências da política de desenvolvimento: maior sofisticação do mercado interno, crescimento das empresas, expansão das indústrias básicas, tendência para urbanização e crescimento das desigualdades sociais e regionais.

• Congresso: oposição ao Executivo pela presença do clientelismo, de interesses tradicionais e da oligarquia rural. No Congresso também era o foro para a denúncia da penetração multinacional e, ao mesmo tempo, era onde as classes trabalhadoras se manifestavam e controlavam o Executivo.

• Administração Paralela: para implantar o plano de metas foi criada uma gama de organismos de planejamento e consultoria e comissões de trabalho, composta por diretores de empresas privadas, técnicos e oficiais militares. Essa administração paralela permitia que os interesses multinacionais e associados ignorassem os canais tradicionais de diretrizes políticas e tomadas de decisão. Ela favorecia ou bloqueava a ajuda financeira a diferentes grupos e organizações. Mas como a eficiência dessa administração paralela defindia da atitude positiva do Executivo, tornava-se necessário que os interesses multinacionais e associados conseguissem o comando do Estado e ocupasse os postos burocráticos na administração.

• Capital transnacional: controlava o processo de expansão capitalista. Militares e empresários tinham como bandeira de luta a posse privada dos meios de produção.

• Repressão: foi no Governo JK que o aparelho repressivo do Estado se desenvolveu e ocorreu a crucial mudança ideológica das Forças Armadas, passando da defesa do território nacional para uma estratégia de contra-insurreição e hostilidade internas.

• Classes trabalhadoras: crescimento da consciência coletiva dos trabalhadores proporcionado pelo desenvolvimento industrial. Fortalecimento das Ligas Camponesas, mobilizando as massas trabalhadoras rurais.

• Início da década de 60: debate entre as classes trabalhadoras urbanas e rurais cada vez mais incontroláveis e os interesses multinacionais e associados. Para evitar os controles do Congresso e a pressão popular, estes interesses multinacionais estimularam a criação de uma administração paralela para os representar. Os interesses foram endossados pela Escola Superior de Guerra.

• Renúncia de Jânio Quadros: tentativa frustrada de manobra “bonapartista civil” para tentar resolver as contradições entre a classe trabalhadora que fazia do Congresso uma plataforma cada vez mais eficiente para expressão de seu interesse em oposição direta ao bloco oligárquico industrial e contra interesses multinacionais.

• Governo João Goulart: Jango liderava um bloco nacional-reformista, uma situação totalmente desfavorável ao bloco multinacional e associado que lançou uma engenhosa e bem arquitetada campanha para conseguir um novo arranjo político que expressasse seus interesses então bloqueados.

• Campanha para o golpe de 64: englobou a maioria das classes dominantes, incluindo a burguesia “nacional”, da qual muitos, inclusive o PCB, esperava um comportamento nacionalista e reformista. Contrariando tal expectativa a burguesia “nacional” assistiu passivamente e até mesmo apoiou a queda de Jango, condenando a alternativa nacionalista. A burguesia, a despeito de sua própria posição, ajudou a ancorar firmemente o Estado brasileiro à estratégia global das corporações multinacionais. “É interessante notar que companhias participantes da Adela Investimentos Co. estavam a frente da campanha contra o governo Jango.

• ADELA – Atlantic Comnunity Development Group for Latin America – grupo multibilionário formado em 62, encabeçado pelos vice-presidentes dos grupos Rockfeller, Fiat. Reunia cerca de 240 cias. Industriais e bancos.

• O capital monopolítico transnacional tormou um novo bloco de poder baseado não somente em seu volume, grau de concentração e integração de capital, mas também na qualidade de sua administração e organização política, bem como na sua infra-estrutura oligopolista.

• Ao assumir a liderança dos principais setores da economia, o bloco multinacional e associado organizou grupos de pressão e federações de classe, escritórios técnicos e anéis burocrático-empresariais, com o objetivo de conseguir que seus interesses tivessem expressão no governo. Somente lhe serviria um regime “técnico”, com uma tônica autoritária, em razão das fortes demandas que o capital transnacional faria sobre as classes trabalhadoras e os interesses tradicionais.

• Os interesses multinacionais e associados consideraram outras formas de representação de interesses além do controle da administração paralela ou do uso de lobbying sobre o Executivo. Eles desejavam compartilhar do governo político e moldar a opinião pública , assim o fazendo através da criação de grupos de ação política e ideológica. O primeiro desses grupos a ter notoriedade nacional em fins da década de 50 foi o IBAD – Instituto Brasileiro de Ação Democrática.

• O complexo IPES/IBAD – nele, a elite orgânica se constituía em um poderoso aparelho de classe e, como tal, era capaz de exercer ações estrategicamente planejadas e manobras táticas por meio de uma campanha cuidadosa e elaborada que, vitoriosamente, opunha seu organizado poder de classe ao poder do Estado do bloco histórico populista e à incipiente formação militante das classes trabalhadoras.

Resultados – apesar de sua rica ação política nos vários setores de opinião pública e de suas tentativas de reunir as classes dominantes sob seu comando o IPES/IBAD foi incapaz de impor-se na sociedade por consenso. Mas obteve êxito por meio de sua campanha ideológica e política de esvaziar o apoio ao Executivo e foi capaz de estimular uma reação generalizada contra o bloco que estava no poder.

• No ME – o IPES/IBAD estimulou a formação de organizações e grupos paramilitares de direita, mas não deteve as tendências de esquerda na UNE.

• Nos trabalhadores da cidade e do campo - estimulou organizações e sindicatos de direita existentes e criou novos grupos úteis à campanha para adiar a solidariedade e consciência de classe. Mas não bloqueou a constituição de organizações nacionais esquerdistas.

• No campo eleitoral, elegeu grande número de políticos conservadores de centro-direita na Câmara, Senado e nos governos estaduais. Mas não conseguiu impedir a formação de um bloco nacional-reformista que foi ceifado no golpe de 31 de março.

• Os maiores sucessos do IPES/IBAD – Clima de crise e atmosfera de inquietação política. O maior êxito foi de promover a intervenção das Forças Armadas contra o “caos, a corrupção populista e a ameaça comunista”. 
O Golpe de 31 de março de 64
O complexo IPES/IBAD estava no centro dos acontecimentos, como a ligação e organizador do movimento civil-militar dando apoio material e preparando o clima para intervenção militar. O que aconteceu em 31 de março não foi um mero golpe militar, mas um movimento civil-militar. O complexo IPES/IBAD e os oficiais da ESG organizaram a tomada do aparelho do Estado e estabeleceram uma nova relação de forças políticas no poder.

Homens-chave dos grandes empreendimentos industriais, financeiros e dos interesses multinacionais acumularam vários postos na nova administração. A maioria dos empresários que ocupava cargos-chave estava envolvida em atividades comerciais privadas, relacionadas de perto com suas funções públicas. (pág. 481)

“Os associados e colaboradores do IPES moldaram o sistema financeiro e controlaram os ministérios e principais órgãos de administração pública, permanecendo em cargos privilegiados durante o governo de Castello Branco, exercendo sua mediação no poder. Com um programa de governo que emergia da direita, os ativistas do IPES impuseram uma modernização da estrutura sócio-econômica e uma reformulação do aparelho do Estado que beneficiou as classes empresariais e os setores médios da sociedade em detrimento da massa”.



(Bibliografia) para entender o processo de luta armada no Brasil.
Saiba mais sobre a MPB durante a ditadura militar.

Em 1932, vivia, o Brasil, sob o regime implantado pelo golpe de 1930. Neste ano, o país já enfrentara uma conturbada situação político-social, quando a oposição ao governo da República já vinha se movimentando desde as eleiçes de março --- vencida pelo candidato oficial, Júlio Prestes de Albuquerque --- conspirando, para promover o levante armado contra o governo. O estopim da revolta fora o assassinato de João Pessoa, governador da Paraíba, o qual fora candidato a vice-presidente na chapa de oposição, encabeçada por Getúlio Vargas. Pessoa foi morto a tiros, por João Duarte Dantas, por simples quest&oilde;es familiares da Paraíba --- muito comuns, na região Nordeste, na época --- e sem qualquer motivo político, mas o fato foi, matreiramente , aproveitado pela oposição. A revolta ocorreria a 3 de outubro, partindo dos três Estados ligados pela Aliança Liberal : do Rio Grande do Sul, partiam as tropas do Exército e da Polícia, comandadas pelo tenente-coronel Góis Monteiro ; partindo da Paraíba, o capitão Juarez Távora conseguia dominar todos os Estados do Norte e do Nordeste; e, em Minas Gerais, eram dominados os focos fiéis ao governo federal e as tropas ameaçavam os governos do Rio de Janeiro e do Espírito Santo.

Alguns anos atras houve uma nova tentativa de manipulação usando a mídia aqui do Rio grande do Sul e com uma matéria paga no Jornal Zero Hora, leiam a matéria de 2009

FONTE:


DREIFUSS, René Armand. 1964: a conquista do Estado. Ação Política, Poder e Golpe de Classe, Vozes, Petrópolis, Rio de Janeiro, 1981.
TRECHO DA REVISTA Leituras Da História ano 1 n 2 Editora Escala.ano 2007